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Em audiência na comissão especial da Previdência, Guedes defende que proposta “não pode ser uma aventura”

Em tom mais ameno, ministro ressaltou a necessidade de o texto ser analisado de maneira responsável, sem partidarismos

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Foto: Câmara dos Deputados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de audiência pública na comissão especial que analisa a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Essa foi a primeira reunião de trabalho do colegiado, que durou mais de oito horas. 

Guedes chegou à comissão especial acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também foi à audiência. Além do ministro, os parlamentares também escutaram o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Diferente que aconteceu com Guedes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que a presença do ministro foi marcada por confusão e polêmicas, o encontro desta quarta foi mais tranquilo.

Conhecido por seu temperamento forte, Paulo Guedes se irritou e deu respostas mais duras aos deputados de oposição, gerando gritaria no plenário da comissão. O ministro afirmou que não iria reagir à ameaça e nem à ofensa e disse ter notado um padrão na Câmara. Segundo ele, após algumas horas de audiência, as perguntas ficam mais pessoais e a “baixaria começa”. Após o bate-boca,o ministro reconheceu que havia se excedido e pediu desculpas. 

No encontro, o secretário especial de Previdência Rogério Marinho defendeu que o atual sistema de aposentadorias e de pagamento de benefícios é injusto e insustentável. No entanto, para ele, algumas classes precisam ser tratadas de maneira diferenciada.

"Nas aposentadorias especiais, nós estamos entendendo que o professor é um segurado especial, ao lado de policiais e ao lado de pessoas que trabalham no campo e pessoas que trabalham de forma periculosa ou insalubre, como funcionário de minas, por exemplo. Então, essas aposentadorias especiais estão tendo um tratamento diferenciado”, defendeu Marinho.

Guedes repetiu a informação de que a reforma na Previdência vai trazer uma economia de pelo menos R$ 1 trilhão. Segundo ele, no entanto, a proposta deve ser analisada de maneira responsável.

“Nós fizemos vários estudos sobre isso e nós temos a total consciência e daí o pedido de que haja potência fiscal, porque isso não pode ser uma aventura, realmente não pode ser uma aventura", disse o ministro. 

A reforma da Previdência foi aprovada pela CCJ, mas foram retirados quatro pontos do texto enviado pelo Executivo. Agora, a matéria tramita na comissão especial, que terá prazo de até 40 sessões do plenário para discutir e aprovar um parecer. Depois, a matéria precisará ser aprovada em dois turnos de votação no plenário da Câmara, antes de seguir ao Senado.
 

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de audiência pública na comissão especial que analisa a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Essa foi a primeira reunião de trabalho do colegiado, que durou mais de oito horas. 

Guedes chegou à comissão especial acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também foi à audiência. Além do ministro, os parlamentares também escutaram o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Diferente que aconteceu com Guedes na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em que a presença do ministro foi marcada por confusão e polêmicas, o encontro desta quarta foi mais tranquilo.

Conhecido por seu temperamento forte, Paulo Guedes se irritou e deu respostas mais duras aos deputados de oposição, gerando gritaria no plenário da comissão. O ministro afirmou que não iria reagir à ameaça e nem à ofensa e disse ter notado um padrão na Câmara. Segundo ele, após algumas horas de audiência, as perguntas ficam mais pessoais e a “baixaria começa”. Após o bate-boca,o ministro reconheceu que havia se excedido e pediu desculpas. 

No encontro, o secretário especial de Previdência Rogério Marinho defendeu que o atual sistema de aposentadorias e de pagamento de benefícios é injusto e insustentável. No entanto, para ele, algumas classes precisam ser tratadas de maneira diferenciada.

"Nas aposentadorias especiais, nós estamos entendendo que o professor é um segurado especial, ao lado de policiais e ao lado de pessoas que trabalham no campo e pessoas que trabalham de forma periculosa ou insalubre, como funcionário de minas, por exemplo. Então, essas aposentadorias especiais estão tendo um tratamento diferenciado.”

Guedes repetiu a informação de que a reforma na Previdência vai trazer uma economia de pelo menos R$ 1 trilhão. Segundo ele, no entanto, a proposta deve ser analisada de maneira responsável.

“Nós fizemos vários estudos sobre isso e nós temos a total consciência e daí o pedido de que haja potência fiscal, porque isso não pode ser uma aventura, realmente não pode ser uma aventura."

A reforma da Previdência foi aprovada pela CCJ, mas foram retirados quatro pontos do texto enviado pelo Executivo. Agora, a matéria tramita na comissão especial, que terá prazo de até 40 sessões do plenário para discutir e aprovar um parecer. Depois, a matéria precisará ser aprovada em dois turnos de votação no plenário da Câmara, antes de seguir ao Senado.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes