Menu

Em roteiro arrastado, Steve Carrell interpreta pai de viciado em drogas no filme “Querido Menino”

Timothée Chalamet vive Nic Sheff, personagem do livro que inspirou o filme “Beautiful Boy”, de David Sheff

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
Foto: Divulgação

A adolescência de Nic Sheff se tornou turbulenta quando experimentou metanfetamina pela primeira vez. Essa é a história do filme “Querido Menino”. Filho do renomado jornalista e escritor David Sheff, Nic passa muitas temporadas em centros de reabilitação. O pai dele, que está no segundo casamento e tem duas crianças menores, tenta cuidar do adolescente, que na maioria das vezes não aceita os conselhos e mostra grosseria com a família.

No elenco, o pai de Nic é interpretado por Steve Carrell, de “O Virgem de 40 Anos”. Quem faz o papel do adolescente é Thimothée Chalamet, de “Me Chame Pelo Seu Nome”. A atuação percorre as veias do garoto, assim como a metanfetamina. Nos momentos em que Nic aparece dopado, Thimothée transmite agonia e dor para o espectador. A impressão é de que ele realmente está sob efeito da droga, e isso torna as cenas muito mais fortes.

O roteiro e a direção têm muitas falhas. Uma delas é que o longa demora muito a pegar o ritmo e isso acaba tirando a atenção e deixando cansativo para quem assiste. Outra falha é que os momentos em que Nic aparece usando as drogas são muito romantizados. Enquanto ele está sob efeito, ele é apresentado na melhor versão que pode ser, e isso pode incentivar pessoas que estão em recuperação a retomarem o vício ou encorajar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Mas apesar dessas falhas, o longa tem uma discussão muito importante, principalmente por ser uma história real. O roteiro foi adaptado a partir do livro “Beautiful Boy”, escrito pelo próprio David Sheff. É uma história turbulenta e, dependendo da pessoa, pode ser difícil assistir. Quem tiver algum histórico na família ou pessoas próximas que passam por uma situação parecida com a da família Sheff, talvez seja melhor não assistir ao filme.

O longa estará nos cinemas brasileiros a partir de 21 de fevereiro.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


Conteúdos relacionados

Cadastre-se

A adolescência de Nic Sheff se tornou turbulenta quando experimentou metanfetamina pela primeira vez. Essa é a história do filme “Querido Menino”. Filho do renomado jornalista e escritor David Sheff, Nic passa muitas temporadas em centros de reabilitação. O pai dele, que está no segundo casamento e tem duas crianças menores, tenta cuidar do adolescente, que na maioria das vezes não aceita os conselhos e mostra grosseria com a família.

No elenco, o pai de Nic é interpretado por Steve Carrell, de “O Virgem de 40 Anos”. Quem faz o papel do adolescente é Thimothée Chalamet, de “Me Chame Pelo Seu Nome”. A atuação percorre as veias do garoto, assim como a metanfetamina. Nos momentos em que Nic aparece dopado, Thimothée transmite agonia e dor para o espectador. A impressão é de que ele realmente está sob efeito da droga, e isso torna as cenas muito mais fortes.

O roteiro e a direção têm muitas falhas. Uma delas é que o longa demora muito a pegar o ritmo e isso acaba tirando a atenção e deixando cansativo para quem assiste. Outra falha é que os momentos em que Nic aparece usando as drogas são muito romantizados. Enquanto ele está sob efeito, ele é apresentado na melhor versão que pode ser, e isso pode incentivar pessoas que estão em recuperação a retomarem o vício ou encorajar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Mas apesar dessas falhas, o longa tem uma discussão muito importante, principalmente por ser uma história real. O roteiro foi adaptado a partir do livro “Beautiful Boy”, escrito pelo próprio David Sheff. É uma história turbulenta e, dependendo da pessoa, pode ser difícil assistir. Quem tiver algum histórico na família ou pessoas próximas que passam por uma situação parecida com a da família Sheff, talvez seja melhor não assistir ao filme.

O longa estará nos cinemas brasileiros a partir de 21 de fevereiro.

Reportagem, Sara Rodrigues