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Equipe de Joinville cria braçadeira para astronautas manterem objetos seguros

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Foto: arquivo pessoal

O filme Gravidade, estrelado por George Clooney e Sandra Bullock, foi o ponto de partida da equipe Sunrise. O grupo de seis alunos do Serviço Social da Indústria (SESI) de Joinville, em Santa Catarina, está inscrito no Torneio de Robótica FIRST® LEGO® League e pretende impressionar com a criação de uma braçadeira, com quatro pontos, pensados para que os astronautas, quando estiverem no espaço, possam prender objetos e apetrechos e não perdê-los, por conta da falta de gravidade. A ideia é proporcionar mais segurança aos astronautas, otimizar o tempo de um determinado serviço e prevenir perda de ferramentas durante o manuseio.

No filme, três astronautas viajam ao espaço para consertar um telescópio e, após um acidente, um deles morre. Durante a trama é possível ver certas dificuldades em manusear ferramentas. Se deixam cair, podem perder tempo indo atrás ou sequer conseguir alcançá-las. Segundo o capitão da equipe Sunrise, Eric da Fonseca, 15 anos, a braçadeira evitará o escape dos apetrechos durante o uso. É feita com elástico, velcro, guias retráteis, roller clips, e tem um forro, para evitar atrito com a roupa do astronauta.

A preparação de Eric e dos outros colegas tem sido diária, organizada ponto a ponto do trabalho, com planejamento de execução do projeto, para que tudo saia como o previsto durante o torneio, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro.  “Eu e toda equipe estamos muito animados, já que vai ser em um local muito diferente, vai ser bacana de visitar e de conhecer; assim como as outras equipes e competidores, ver tudo aquilo que eles criaram durante a temporada. E aprender muito, a gente espera, com eles também”, afirma Eric. 

O instrutor maker dos alunos, Marcos Paulo Rau, conta que para esta primeira fase do torneio será apresentado um protótipo da braçadeira, que foi chamada de RAPDU – Recurso Armazenador de Petrechos Durante o Uso. Os destaques do projeto apresentado pela equipe é que a braçadeira será de baixo custo, leve, simples, versátil e maleável, além de não demandar energia elétrica. “Foi desenvolvido uma luva, basicamente isso. Uma luva estilo munhequeira, que é colocada na mão barra antebraço, onde ela tem mecanismos retráteis. Um roller clip preparado para o espaço. O astronauta pode colocar a ferramenta nessa luva, que é feita com um tipo de velcro, a ferramenta vai colar nessa luva, e quando utilizar, pega com a outra mão, leva até o determinado local, utiliza e solta. Quando solta, ela volta para o local e cola onde aonde ele tirou”, explica Marcos.

Para Marcos, que já está há três anos competindo, junto da sua quarta equipe, os ganhos com a preparação e o Torneio de Robótica FIRST® LEGO® League vão além de um troféu. “Isso traz muito um crescimento pessoal para a criança, criança barra jovem, e começa a ter decisões mais assertivas, para refletir, começa a pensar determinadas consequências, avaliar riscos e reverter isso para o mercado barra indústria, estamos literalmente formando os profissionais do futuro’, afirma.

Ciência e tecnologia

O Torneio de Robótica FIRST® LEGO® é realizado no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. Em 2019, a temática é “Into Orbit”. Os participantes terão que trabalhar em cima de soluções para as problemáticas que envolvem o espaço e desenvolver facilitadores para a vida dos astronautas. League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.

O torneio propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente ser formado por um grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país. 

Quer saber mais sobre robótica? Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/. 
 

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.


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Em cima do tema “Into Orbit”, as equipes inscritas no Torneio de Robótica da Liga Lego, realizada no Brasil pelo SESI, desenvolveram em 2019 novas tecnologias para facilitar a vida de astronautas. Um grupo de alunos de Joinville, em Santa Catarina, criou uma luva que prenderá ferramentas e objetos pessoais para que os astronautas não os percam por conta da falta de gravidade.

A ideia surgiu após os alunos do SESI verem o filme Gravidade, estrelado por George Clooney e Sandra Bullock. Durante a trama é possível ver certas dificuldades em manusear ferramentas. Se deixam cair, podem perder tempo indo atrás ou sequer conseguir alcançá-las.

Para a fase regional do torneio, os alunos da equipe Sunrise apresentarão apenas um protótipo da braçadeira. Caso sigam em frente, até a etapa mundial, a expectativa é ter uma luva pronta. O objetivo é que a nova tecnologia proporcione mais segurança aos astronautas, otimizar o tempo de um determinado serviço e prevenir perda de ferramentas durante o manuseio, como explica o instrutor maker dos alunos, Marcos Paulo Rau. 
 

“Foi desenvolvido uma luva, basicamente isso. Uma luva estilo munhequeira, que é colocada na mão barra antebraço, onde ela tem mecanismos retráteis. Um roller clip preparado para o espaço. O astronauta pode colocar a ferramenta nessa luva, que é feita com um tipo de velcro, a ferramenta vai colar nessa luva, e quando utilizar, pega com a outra mão, leva até o determinado local, utiliza e solta. Quando solta, ela volta para o local e cola onde aonde ele tirou.”

A equipe tem seis alunos e é coordenada por Marcos e uma instrutora. O torneio acontecerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro, e os alunos já estão ansiosos com o desafio, como conta o capitão do time, Eric da Fonseca de 15 anos.

“Eu e toda equipe estamos muito animados, já que vai ser em um local muito diferente, vai ser bacana de visitar e de conhecer; assim como as outras equipes e competidores, ver tudo aquilo que eles criaram durante a temporada. E aprender muito, a gente espera, com eles também.”

O Torneio de Robótica é realizado no Brasil há mais de 10 anos, em cima do programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.

Reportagem, Camila Costa