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Equipe de robótica de Esteio (RS) desenvolve capacete para diminuir ansiedade de astronautas

Equipe Androids, do Instituto São Francisco Coração de Maria, vai disputar etapa nacional do Torneio SESI de Robótica, em março

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A equipe de robótica do Instituto São Francisco Coração de Maria, em Esteio, no Rio Grande do Sul, desenvolveu um capacete capaz de diminuir estresse e ansiedade de astronautas no espaço. A equipe Androids, formada em 2010, venceu a etapa regional do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, em outubro de 2018. Agora, o time almeja vencer a etapa nacional da competição, que será disputada de 15 a 17 de março, no Rio de Janeiro. 

A equipe Androids é formada por seis alunos e dois professores. O projeto do capacete consiste em uma mistura de imagem e som, em um dispositivo de realidade virtual. “O astronauta, dependendo do tempo que fica no espaço, se ele fica muito tempo no espaço, fica com essa questão de saudade da Terra, saudade dos familiares, e aquela coisa começa a criar uma ansiedade. Precisam toda hora ficar muito focados no serviço para que essa questão de ansiedade não tome conta”, diz o professor e técnico do time, Gilmar Alves Ferreira. 

Arquivo Pessoal Equipe Androids

A estudante do nono ano do ensino fundamental do Instituto São Francisco, Eduarda Carvalho, faz parte da equipe. “É um diferencial muito grande dos torneios do SESI, porque te colocam em contato com programas, com conteúdo que nós não temos no nosso dia-a-dia”. 

Para Eduarda, o espírito da equipe não é só o de vencer a competição, mas sim o de aprender. “A gente sempre se apoiou muito. Sempre procurou fazer o melhor que a gente podia. Então acho que esse é o principal. Não querer ser o melhor, mas com foco de aprender”. 

O estado do Rio Grande do Sul será representado por 89 estudantes, do ensino fundamental e médio, na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica. A equipe Androids tem tradição na competição. Na etapa nacional de 2017, conseguiu classificação para o mundial, na Austrália, e foram contemplados com o primeiro lugar. 

Torneio de Robótica

O desafio da temporada, “Into Orbit”, explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. O objetivo é fazer com que os estudantes ingressem no mundo da ciência e tecnologia de uma forma divertida, a partir da construção e programação de robôs feitos com peças de Lego. Podem participar crianças e jovens de nove a 16 anos. 

“Nós temos conseguido uma grande participação com escolas públicas, escolas particulares, além de equipes de garagem, o que faz com que a gente tenha trazido para este movimento o entendimento que a tecnologia é a nossa maior ferramenta para que a gente possa enfrentar os desafios do século XXI”, diz a gerente da área de Educação do SESI do Rio Grande do Sul, Sônia Bier. 
 
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Cristiano Carlos

Cristiano é jornalista formado pela Universidade Católica de Brasília, com larga experiência em emissoras de rádio, desde 2002. Como repórter trabalha na cobertura do Congresso Nacional, em Brasília, na produção de conteúdos sobre o dia a dia dos bastidores, da atuação dos parlamentares, nas comissões e nos plenários do Senado e Câmara dos Deputados. Acompanhou as campanhas eleitorais nacionais em 2014 e 2018. Também atua nas editorias de educação, saúde e esportes.


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LOC.: Com o objetivo de diminuir estresse e ansiedade de astronautas no espaço, alunos da equipe de robótica do Instituto São Francisco Coração de Maria, em Esteio (RS), desenvolveram um aparelho que mistura imagem e som, com um dispositivo de realidade virtual. 

A equipe Androids, formada em 2010, venceu a etapa regional do Torneio de Robótica First Lego League, do SESI, em outubro do ano passado. Agora, o time almeja vencer a etapa nacional da competição, que será disputada de 15 a 17 de março, no Rio de Janeiro. O grupo é formado por seis alunos e dois professores. 

A saudade de itens materiais da Terra e da família podem ser os fatores que causam estresse e ansiedade nos astronautas, como explica o professor e técnico da equipe, Gilmar Alves Ferreira.

TEC./SONORA: Gilmar Alves Ferreira, professor 

“O astronauta, se fica muito tempo no espaço, fica com essa questão de saudade da Terra, saudade dos familiares, e aquela coisa começa a criar uma ansiedade. Precisam toda hora muito focados no serviço para que essa questão de ansiedade não tome conta.” 

LOC.: A estudante do nono ano do ensino fundamental do Instituto São Francisco, Eduarda Carvalho, faz parte da equipe. Ela conta que torneios como o organizado pelo SESI agregam conhecimento que vai além do cotidiano dos alunos. 

TEC./SONORA: Eduarda Carvalho, estudante 

“É um diferencial muito grande dos torneios do SESI porque te colocam em contato com programas, com conteúdo que não temos no nosso dia-a-dia.” 

LOC.: A equipe Androids tem tradição na competição. Na etapa nacional de 2017, conseguiu classificação para o mundial, na Austrália, e foram contemplados com o primeiro lugar. 

A gerente da área de Educação do SESI do Rio Grande do Sul, Sônia Bier, destaca que o intuito do torneio é despertar o interesse pela tecnologia.

TEC./SONORA: Sônia Bier, gerente da área de Educação do SESI do Rio Grande do Sul

“Nós temos conseguido uma grande participação, com escolas públicas, com escolas particulares, além de equipes de garagem, o que faz com que a gente tenha trazido para esse movimento o entendimento que a tecnologia é a nossa maior ferramenta, para que a gente possa enfrentar os desafios do século XXI.”

LOC.: O desafio do torneio de 2019 explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial.

Com a colaboração de Thiago Marcolini, reportagem, Cristiano Carlos