Menu

Estreias da semana, “Greta” e “Luna” garantem reflexo de histórias reais e despertam diferentes sentimentos

“Greta”, que estreia dia 10 de outubro, conta com Marco Nanini no elenco; “Luna” foi dirigido por Cris Azzi

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
Foto: Divulgação

Representando a vida de pessoas reais, que desejam ser amadas, buscar o autoconhecimento e que, muitas vezes, são negligenciadas pela sociedade, os filmes nacionais “Greta” e “Luna” chegam aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10).

“Greta”, dirigido por Armando Praça, conta a estória de Pedro, interpretado por Marco Nanini (A Grande Família). Inspirado em uma peça da década de 1970, o longa traz um protagonista idoso homossexual, que é fascinado pela grande atriz Greta Garbo. Pedro é um enfermeiro que se apaixona por um criminoso. Ele tem uma melhor amiga transexual chamada Daniela, que sofre com uma doença terminal.

O recorte da vida de Pedro já é muito singular, pois não há tantas obras que dão o protagonismo para pessoas que são como o personagem de Marco Nanini. O gênero melodramático e a fotografia escura acabam trazendo um incômodo positivo. É interessante como o diretor combina a realidade brasileira dos hospitais e da situação de pessoas mais pobres no país.

Com atuação perfeita de Nanini, o filme possui muitas cenas de sexo explícito. e que reforçam ainda mais o recorte trazido por Armando Praça. É interessante a forma como o diretor dá voz e espaço ao público que, por tantas vezes é negligenciado e colocado de lado.

Praça explica que o roteiro foi adaptado de uma comédia para um gênero mais dramático, a partir de uma pesquisa com pessoas idosas e transexuais para entender qual é o contexto vivido por essas pessoas no Brasil.

“De fato, é muito mais comum que a gente imagina existirem pessoas que têm uma vida muito semelhante à desses personagens. O que eu acho que não existe é uma visibilidade. É como se essas pessoas estivessem à margem do que é interessante ser mostrado, das histórias que se consideram interessantes de serem contadas. Nesse sentido, o filme traz os personagens mais escondidos, que são muito baseados em pessoas reais, para o centro da cena, de certa maneira”.

Além de Marco Nanini, o filme conta com Denise Weinberg (De Pernas pro Ar) e Demick Lopes (Onde Nascem os Fortes).

“Luna” (2018)

Já o longa “Luna” de Cris Azzi, traz uma realidade parecida, porém com protagonistas opostos. Luana, interpretada por Eduarda Fernandes, é uma menina adolescente que está prestes a terminar o Ensino Médio. Ao conhecer Emília, vivida por Ana Clara Ligeiro, ela percebe que ainda quer experimentar muitas coisas novas.

A vida das duas garotas reflete exatamente a adolescência. Descobertas, amizades que são, muitas vezes, frustradas, brigas e momentos embaraçosos nos quais parece que o mundo vai acabar. Cris Azzi mostra que são sentimentos completamente legítimos e que há fases da vida que são assim.

Apesar de se conhecerem há pouco tempo, as duas jovens vivem experiências muito intensas juntas. Descobrem a sexualidade, novas formas de se divertir e festas diferentes. Mas, um vídeo divulgado de Luana acaba destruindo a reputação da garota. Ela, que era tão querida pela turma, passa a ser vista como “prostituta”, alguém que não merece respeito, e é aí que ela passa a questionar sua existência.

O diretor Cris Azzi conta que tentou encaminhar o longa para dois caminhos. Um no sentido de apresentar temas concretos da vida dos jovens, e outro para abrir um contraste entre a dureza da realidade  e os aspectos menos realistas.

“Não é exatamente sobre os fatos em si e a importância deles. Nesse aspecto, tentei preservar o lugar realista, porque é um processo muito longo de pesquisa e conversa com jovens, principalmente mulheres, que tiveram alguns desses temas atravessados nas suas vidas reais. Esses elementos que vieram dessa conversa, acabaram borrando de alguma maneira o filme. Por outro lado, eu tento trazer um pouco de fábula, de mistério, e outros elementos que ajudam o filme a encontrar a sua potência”.

Além de Eduarda Fernandes e Ana Clara Ligeiro, o longa conta com Lira Ribas, interpretando a mãe de Luna. A produção musical é de Guto Borges e conta com obras de Léo Marques e de Barulhista, na trilha sonora.

“Greta” e “Luna” estreiam no dia 10 de outubro nos cinemas brasileiros.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


Cadastre-se

LOC.: Representando a vida de pessoas reais, que desejam ser amadas, buscar o autoconhecimento e que, muitas vezes, são negligenciadas pela sociedade, os filmes nacionais “Greta” e “Luna” chegam aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10).

“Greta”, dirigido por Armando Praça, conta a estória de Pedro, interpretado por Marco Nanini (A Grande Família). Inspirado em uma peça da década de 1970, o longa traz um protagonista idoso homossexual, que é fascinado pela grande atriz Greta Garbo. Pedro é um enfermeiro que se apaixona por um criminoso. Ele tem uma melhor amiga transexual chamada Daniela, que sofre com uma doença terminal.

O recorte da vida de Pedro já é muito singular, pois não há tantas obras que dão o protagonismo para pessoas que são como o personagem de Marco Nanini. O gênero melodramático e a fotografia escura acabam trazendo um incômodo positivo. É interessante como o diretor combina a realidade brasileira dos hospitais e da situação de pessoas mais pobres no país.

Com atuação perfeita de Nanini, o filme possui muitas cenas de sexo explícito. e que reforçam ainda mais o recorte trazido por Armando Praça. É interessante a forma como o diretor dá voz e espaço ao público que, por tantas vezes é negligenciado e colocado de lado.

Praça explica que o roteiro foi adaptado de uma comédia para um gênero mais dramático, a partir de uma pesquisa com pessoas idosas e transexuais para entender qual é o contexto vivido por essas pessoas no Brasil.

“De fato, é muito mais comum que a gente imagina existirem pessoas que têm uma vida muito semelhante à desses personagens. O que eu acho que não existe é uma visibilidade. É como se essas pessoas estivessem à margem do que é interessante ser mostrado, das histórias que se consideram interessantes de serem contadas. Nesse sentido, o filme traz os personagens mais escondidos, que são muito baseados em pessoas reais, para o centro da cena, de certa maneira”.

LOC.: Além de Marco Nanini, o filme conta com Denise Weinberg (De Pernas pro Ar) e Demick Lopes (Onde Nascem os Fortes).

Já o longa “Luna” de Cris Azzi, traz uma realidade parecida, porém com protagonistas opostos. Luana, interpretada por Eduarda Fernandes, é uma menina adolescente que está prestes a terminar o Ensino Médio. Ao conhecer Emília, vivida por Ana Clara Ligeiro, ela percebe que ainda quer experimentar muitas coisas novas.

A vida das duas garotas reflete exatamente a adolescência. Descobertas, amizades que são, muitas vezes, frustradas, brigas e momentos embaraçosos nos quais parece que o mundo vai acabar. Cris Azzi mostra que são sentimentos completamente legítimos e que há fases da vida que são assim.
Apesar de se conhecerem há pouco tempo, as duas jovens vivem experiências muito intensas juntas. Descobrem a sexualidade, novas formas de se divertir e festas diferentes. Mas, um vídeo divulgado de Luana acaba destruindo a reputação da garota. Ela, que era tão querida pela turma, passa a ser vista como “prostituta”, alguém que não merece respeito, e é aí que ela passa a questionar sua existência.

O diretor Cris Azzi conta que tentou encaminhar o longa para dois caminhos. Um no sentido de apresentar temas concretos da vida dos jovens, e outro para abrir um contraste entre a dureza da realidade  e os aspectos menos realistas.

“Não é exatamente sobre os fatos em si e a importância deles. Nesse aspecto, tentei preservar o lugar realista, porque é um processo muito longo de pesquisa e conversa com jovens, principalmente mulheres, que tiveram alguns desses temas atravessados nas suas vidas reais. Esses elementos que vieram dessa conversa, acabaram borrando de alguma maneira o filme. Por outro lado, eu tento trazer um pouco de fábula, de mistério, e outros elementos que ajudam o filme a encontrar a sua potência”.

LOC.: Além de Eduarda Fernandes e Ana Clara Ligeiro, o longa conta com Lira Ribas, interpretando a mãe de Luna. A produção musical é de Guto Borges e conta com obras de Léo Marques e de Barulhista, na trilha sonora.

“Greta” e “Luna” estreiam no dia 10 de outubro nos cinemas brasileiros.

Reportagem, Sara Rodrigues