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Estudantes de Araras (SP) apresentarão projeto redutor de bactérias em astronautas no torneio nacional de robótica do SESI

A competição exige novas ideias para o espaço. A edição deste ano ocorre em março no Rio de Janeiro (RJ)

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A equipe se classificou para o torneio nacional em 4º lugar na etapa regional em novembro de 2018 em Presidente Epitácio (SP) / Foto: arquivo pessoal

Por Pedro Marra

Propor ideias que melhorem o trabalho de astronautas no espaço. Essa é a exigência principal do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League. A etapa nacional ocorre entre os dias 15 e 17 de março no Rio de Janeiro (RJ). E a equipe Los Atômicos, da escola SESI de Araras (SP), apresentará um projeto voltado para higiene dos astronautas. Nesta temporada 2018/2019, a equipe irá apresentar, com os nove integrantes, o projeto Power Clean, que em português significa algo como 'energia limpa'. É um dispositivo que reduz as bactérias dos astronautas, além de ajudar noutra dificuldade dos profissionais. A técnica do time, Ana Paula Carrocci, esclarece como funciona a ideia.

“É um dispositivo que cuida da higiene dos astronautas. Então é para reduzir as bactérias dos astronautas no espaço. Nós fizemos um protótipo composto por lâmpadas de LED para reduzir as bactérias. Também é composto por um papel umedecido que tem um aromatizador onde nós pegamos perfumes mesmo. E também tem uma escova para tirar os resíduos sólidos. Devido às várias pesquisas que os alunos fizeram, percebemos que os astronautas demoram de três a quatro dias para trocar as roupas íntimas no espaço”, explica Ana Paula.

A técnica se classificou junto do time em 4º lugar na etapa regional em novembro de 2018, em Presidente Epitácio (SP). Ela conta outro motivo para a criação do projeto para os astronautas. "Eles levam poucas roupas porque é muito caro. Eles [competidores] pesquisaram que 500g de roupa para levar ao espaço chega a custar US$ 10 mil", diz. Esse valor é equivalente a mais de R$ 112 mil na cotação atual.

Dispositivo Power Clean da Los Atómicos reduz bactérias em astronautas / Foto: arquivo pessoal

Amadurecimento dos jovens

Para o supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, o torneio trará aprendizado para os jovens competidores. “Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais”, analisa.
O supervisor acredita que “os temas [de cada equipe] tiram da zona de conforto do nosso dia a dia e faz com que os alunos pensem em problemas mais complexos", conclui.

O torneio

A temporada 2018/2019 tem o tema “IntoOrbit”, que em inglês significa “na órbita”, mais precisamente no espaço sideral. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real, os mesmos vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros para melhorarem o trabalho feito no espaço. A competição busca incentivar o contato de estudantes com o mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida

Os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.

O torneio foi criado em 1998 pela FIRST - uma organização não governamental - em parceria com o Grupo LEGO. Tudo isso, por meio do desenvolvimento de robôs com peças da tecnologia LEGO Mindstorm. Desde 2013, o SESI é a instituição brasileira responsável por organizar as etapas regional e nacional do torneio.

Quer saber mais sobre robótica?
Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


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LOC.: O Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League vai ocorrer entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. Nesta temporada 2018/2019, as equipes têm de apresentar novas ideias para o trabalho de astronautas no espaço. O time Los Atômicos do Serviço Social da Indústria (SESI) de Araras (SP) apresentará o dispositivo Power Clean, que em português significa algo como energia limpa. O objetivo da ideia é reduzir as bactérias dos astronautas, além de ajudar em outra dificuldade dos profissionais. A técnica do time, Ana Paula Carrocci, conta como funciona a ideia.

TEC./SONORA: Ana Paulo Carrocci, técnica da equipe Los Atômicos

“É um dispositivo que cuida da higiene dos astronautas. Então é para reduzir as bactérias dos astronautas no espaço. Nós fizemos um protótipo composto por lâmpadas de LED para reduzir as bactérias. Também é composto por um papel umedecido que tem um aromatizador onde nós pegamos perfumes mesmo. E também tem uma escova para tirar os resíduos sólidos. Devido às várias pesquisas que os alunos fizeram, percebemos que os astronautas demoram de três a quatro dias para trocar as roupas íntimas no espaço.”

“É um dispositivo que cuida da higiene dos astronautas. Então é para reduzir as bactérias dos astronautas no espaço. Nós fizemos um protótipo composto por lâmpadas de LED para reduzir as bactérias. Também é composto por um papel umedecido que tem um aromatizador onde nós pegamos perfumes mesmo. E também tem uma escova para tirar os resíduos sólidos. Devido às várias pesquisas que os alunos fizeram, percebemos que os astronautas demoram de três a quatro dias para trocar as roupas íntimas no espaço.”

LOC.: A técnica classificou a equipe em 4º lugar na etapa regional em novembro de 2018 na cidade de Presidente Epitácio (SP). Na opinião do supervisor técnico educacional do SESI-SP, Ivanei Nunes, o torneio trará aprendizado para os jovens competidores.

TEC./SONORA: Ivanei Nunes, supervisor técnico educacional do SESI-SP
 

“Eles já começam a entender que nessas viagens existe a perda muscular, óssea, que tem o problema de solidão, depressão e insônia. A questão dos recursos para a vida humana como água e energia solar. Então eles vão se deparando com problemas que no seu cotidiano eles nunca imaginavam que existissem nas missões espaciais.”

LOC.: No torneio, os times devem ter dois treinadores: técnico e mentor; e 2 a 10 competidores, que são avaliados nas seguintes fases: Projeto de Pesquisa para colocar as ideias no papel; Design do Robô para desenvolvê-lo; Desafio do Robô, para a equipe cumprir missões com o próprio robô; além da Core Values, quando são avaliados os valores morais da equipe.

A competição foi criada em 1998 pela FIRST - uma organização não governamental - em parceria com o Grupo LEGO. Os Los Atômicos e demais equipes terão de usar peças de LEGO para o desenvolvimento dos robôs. Sim, aqueles famosos brinquedos de encaixe. Desde 2013, o SESI é a instituição brasileira responsável por organizar as etapas regional e nacional do torneio.

Reportagem, Pedro Marra