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Estudantes de Natal (RN) desenvolvem projeto para motivar astronautas na prática de exercícios físicos

Projeto será apresentado no torneio nacional de Robótica, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ)

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Foto: Arquivo Pessoal

Por Tainá Ferreira

Um kit para estimular astronautas a praticar exercícios físicos durante missões espaciais. Esse é o projeto que a equipe Galactus, do Serviço Social da Indústria (SESI) de Natal (RN) está preparando para apresentar no Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que acontecerá entre 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ). Neste ano, a temática da competição é “Into Orbit” (Em órbita, tradução livre em inglês). Dessa forma, equipes de todo Brasil terão como objetivo desenvolver projetos que facilitem a vida no espaço.

Foi com essa meta, que os integrantes da Galactus mergulharam em pesquisas e descobriram que os astronautas ficavam desmotivados, principalmente, nas primeiras semanas que chegavam no espaço, a praticar atividades físicas. Como a microgravidade faz com que os indivíduos percam massa óssea e muscular, o grupo chegou à conclusão da importância dos exercícios. 

A partir dessa descoberta, a equipe Galactus desenvolveu o projeto, que junta bicicleta ergométrica e realidade virtual. O técnico da equipe, Josinaldo Pereira, explica mais. “O astronauta pode acoplar o dínamo na bicicleta ergométrica da estação espacial, colocar os óculos de realidade virtual. Ele terá uma missão, uma meta, e recompensas. Por exemplo: ele está pedalando conhecendo a muralha da China, aí ele tem que completar uma certa distância. Quando o astronauta bater a meta, ganha uma recompensa, que é o desbloqueio para conhecer outro país”, completa.

Além de tornar os exercícios físicos mais divertidos, a equipe descobriu que, na estação espacial, há uma dificuldade de encontrar eletricidade, então propuseram a utilização do dínamo, que fará com utilizem menos energia elétrica da estação.

Foto: Arquivo pessoal

A equipe Galactus é composta por cinco alunos no 2º ano do ensino médio e dois técnicos. Rick Job, de 15 anos, um dos integrantes, conta que o trabalho em equipe foi fundamental para desenvolver o projeto. Segundo ele, a expectativa para o torneio é “a melhor possível”. “São grandes equipes que competem há anos e vão competir novamente. Já têm muita experiência, foram para o internacional... E vamos competir junto com elas. Por isso, temos que dar o nosso melhor”, afirma o jovem.

Josinaldo Pereira conta que os jovens estão há quatro meses dedicados ao aprimoramento do projeto e avalia que o Torneio SESI de robótica é uma oportunidade engrandecedora. “Isso é uma oportunidade que esses jovens têm de se colocar no lugar de pesquisa, de pesquisador e engenheiro já que eles estão criando uma solução para resolver um problema de alguém, de um profissional, que no caso é o astronauta”, conclui.

O Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League é realizado no Brasil há mais de 10 anos e, a cada ano, tem um tema central. League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.
 
O torneio

A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO®. A competição de robótica pode ser usada no ambiente escolar, mas não é projetada exclusivamente para esse propósito. Os jovens podem estar associados a uma escola, um clube, uma organização ou simplesmente serem parte de grupo de amigos, desde que liderados por dois técnicos adultos. O SESI é responsável pela operação oficial do torneio no país.
 
Quer saber mais sobre robótica?
Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/


 

Tainá Ferreira

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.


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LOC.: Está chegando o Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League. Em 2019, o evento vai reunir estudantes de todo Brasil, entre 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro (RJ). Na competição, os jovens terão que apresentar inovações para facilitar a vida astronautas durante missões espaciais.

O Rio Grande do Norte será representado pela equipe Galactus, composta por alunos do SESI de Natal. O grupo desenvolveu um projeto para motivar os astronautas na prática de atividades físicas – um kit que junta uma bicicleta ergonômica e realidade virtual. Depois de uma pesquisa, eles descobriram a importância dos exercícios para compensar a perda de massa óssea e muscular, ocasionada pela microgravidade.

O técnico da equipe, Josinaldo Pereira, explica como o kit funciona. 

TEC./SONORA: Josinaldo Pereira, técnico
 

“O astronauta pode acoplar o dínamo na bicicleta ergométrica da estação espacial, colocar os óculos de realidade virtual. Ele terá uma missão, uma meta, e recompensas. Por exemplo: ele está pedalando conhecendo a muralha da China, aí ele tem que completar uma certa distância. Quando o astronauta bater a meta, ganha uma recompensa, que é o desbloqueio para conhecer outro país.”

LOC.: A Galactus está há quatro meses dedicada ao aprimoramento do projeto e é composta por cinco alunos no segundo ano do ensino médio e dois técnicos. Rick Job, de 15 anos, é um dos integrantes. E o jovem está ansioso para o torneio.

TEC./SONORA: Rick Job, estudante
 

“São grandes equipes que competem há anos e vão competir novamente. Já têm muita experiência, foram para o internacional... E vamos competir junto com elas. Por isso, temos que dar o nosso melhor.”

LOC.: O Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League é realizado no Brasil há uma década e, a cada ano, tem um tema central. League é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 anos se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades de trabalho e de vida.

Reportagem, Tainá Ferreira