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Estudantes de Paulista criam jogo de cartas para astronautas se divertirem no espaço

Alunos são finalistas em Torneio de Robótica organizado pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO

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O que fazer no tempo livre, quando se está em uma missão espacial? A equipe Legomito, da escola SESI Paratibe, em Paulista (PE), criou um jogo de cartas para astronautas. A ideia é estimular o conhecimento e, de quebra, divertir quem joga. Na dinâmica, os alunos colocaram perguntas relacionadas a todos os países, sobre conhecimentos gerais. Cada participante pode ser de uma nação diferente. 

O projeto ganhou tanto destaque que foi selecionado para a etapa nacional do Torneio de Robótica, a ser realizada em março, no Rio de Janeiro. Aqui, no Brasil, a competição é organizada pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO. 

Além do projeto científico, os alunos também disputam desafios de robôs e, para isso, precisaram montá-los feitos com peças LEGO, o que fez com que o torneio ficasse muito mais dinâmico. A professora Carina Oliveira é a técnica da equipe e acompanhou toda a organização dos alunos. 

“Eles aprendem a interagir uns com os outros, porque a gente tem na mesma equipe alunos de diferentes turmas, salas, faixa etárias, de ensino médio e fundamental. Eles interagem entre si, são bem entrosados no Core Value, no projeto e na montagem do robô”, conta a professora.

Mesmo após a classificação, os alunos não pararam de treinar. Eles se encontraram nas férias, melhoraram a montagem do robô, programação e protótipo. E agora, estão fazendo mais cartas para que o jogo fique ainda mais interessante. 

Com o objetivo de fazer engenharia na faculdade, Herick Lopes, 14 anos, já tem experiência na área. Ele tem noções de programação e montagem de robôs, e além disso aprendeu a liderar a própria equipe e está realizado com a conquista, mesmo com todas as dificuldades durante a execução do projeto. 

“Essa experiência foi muito boa, porque se você for visar pelo conceito técnico eu tinha muito conhecimento na parte de programação dos robôs. Só que esse ano eu tive uma aproximação com montagem, e eu sei um pouco das duas áreas”, conta o garoto. 

Torneio de Robótica

No início de 2018, a empresa LEGO em parceria com o SESI desafiou estudantes das escolas brasileiras com o tema “Into Orbit”. A ideia era que cada equipe inscrita no torneio de robótica pudesse desenvolver alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais. 

De outubro a dezembro do ano passado, foram realizadas etapas regionais para selecionar as melhores propostas e trabalhos. Os alunos escolhidos vão participar da etapa nacional entre 15 e 17 de março. Os melhores colocados podem garantir uma vaga no torneio mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

O superintendente do SESI em Pernambuco, Nilo Simões, que estava coordenando o torneio regional no estado acredita que esse “é um grande estimulador de iniciativas, de criação de inovações e tudo o que a nossa indústria precisa. É um mecanismo que ajuda a preparar esses jovens para o mercado de trabalho. Para nós que estamos trabalhando com a Indústria 4.0, isso vem de encontro com a necessidade hoje”.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: Mesmo com todas as obrigações da vida de astronauta, eles ainda precisam de tempo para se divertir. Alunos da escola SESI Paratibe de Paulista (PE) fizeram uma pesquisa e descobriram que os viajantes espaciais têm seis horas livres todos os dias. Então, em resposta à um desafio proposto pelo Torneio de Robótica organizado pelo SESI em parceria a fabricante de brinquedos LEGO, a equipe Legomito criou um jogo de cartas. 

A ideia é que, além da diversão, os astronautas estimulem o cérebro com as perguntas que encontram nas cartas. As perguntas são de conhecimentos gerais e têm relação com o mundo inteiro, porque pode ser que a nacionalidade dos pesquisadores espaciais seja de qualquer lugar na Terra. 

A técnica da equipe, professora Carina Oliveira, conta que esse trabalho foi muito importante para o desenvolvimento dos estudantes em sala de aula, e também para aprofundarem os conhecimentos em robótica e estimularem a criatividade, porque além da pesquisa científica, eles precisaram criar um protótipo de robô com peças LEGO. 

TEC./SONORA:  Carina Oliveira, professora 

“Eles aprendem a interagir uns com os outros, porque a gente tem na mesma equipe alunos de diferentes turmas, salas, faixa etárias, de ensino médio e fundamental. Eles interagem entre si, são bem entrosados no Core Value, no projeto e na montagem do robô.” 
 

LOC.: Herick Lopes, de 14 anos, aproveitou o momento para aprender a liderar uma equipe, aprender mais sobre programação e montagem de robôs, e está na expectativa de chegar ao campeonato mundial.

TEC./SONORA:  Herick Lopes, estudante

“Essa experiência foi muito boa, porque se você for visar pelo conceito técnico eu tinha muito conhecimento na parte de programação dos robôs. Só que esse ano eu tive uma aproximação com montagem, e eu sei um pouco das duas áreas. A gente passou por algumas dificuldades financeiras e também de poder ir treinar, mas eu gostei muito.” 
 

LOC.: O superintendente do SESI em Pernambuco, Nilo Simões, estava na organização na etapa regional do torneio em Pernambuco. Ele defende que esse torneio também vai ajudar a indústria no futuro.

TEC./SONORA:  Nilo Simões, superintendente do SESI em Pernambuco
 
“É um grande estimulador de iniciativas, de criação de inovações e tudo o que a nossa indústria precisa. É um mecanismo que ajuda a preparar esses jovens para o mercado de trabalho. Para nós que estamos trabalhando com a Indústria 4.0, isso vem de encontro com a necessidade hoje.”

LOC.: A final do Torneio SESI de Robótica será entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. Os alunos que forem selecionados, serão finalistas da competição mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

Reportagem, Sara Rodrigues