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Estudantes do SESI de Sobradinho desenvolvem dispositivo de garrafa pet que evita alagamentos

Projeto concorre com outros 27 em seletiva para principal torneio de robótica do país, nesta sexta-feira (7), em Brasília

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Foto: Arquivo Pessoal

Preocupados com os problemas ambientais que as cidades brasileiras enfrentam, seis estudantes do SESI de Sobradinho trabalham em um dispositivo que coleta resíduos e facilita a limpeza dos bueiros. A equipe, batizada de “Bisc8”, é uma das seis que representa o DF na seletiva regional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), que ocorre nesta sexta-feira (7), em Taguatinga. Outros 22 times do Centro-Oeste e do Nordeste também lutam pelas três vagas para a etapa nacional.

Segundo o grupo, a ideia nasceu diante da repetição de um problema que todo ano, na época de chuva, causa transtornos no DF: os alagamentos. Para chegar a um projeto que poderia resolver isso na prática, a estudante Letícia Ferreira de Araújo, de 15 anos, conta que ela e os colegas conversaram com técnicos do Sistema de Limpeza Urbana (SLU). Descobriram, por exemplo, que a empresa chegou a tentar algo parecido, mas desistiu por conta do custo elevado.

“Nosso produto vai ser feito de garrafa pet, um dos materiais que mais tem nos lixos de Brasília. Então, ele vai ter uma durabilidade muito boa. O nosso cesto vai custar 100 reais. O cesto que já existe, com material que enferruja, custa cerca de mil reais”, revela.

“A gente pesquisou bastante para achar um problema que a gente vivenciasse realmente, então vimos os alagamentos. É algo que acontece muito nas cidades-satélites. O principal fator é a quantidade de lixo que fica dentro dos bueiros”, completa Letícia.

Além da Bisc8, outras cinco equipes do DF tentam uma vaga no principal torneio de robótica do país. Taguatinga será representada pela “Albatroid” e pela “Albageek”. O Gama estará presente com as equipes “Legofield” e a “Lego of Olympus”. Sobradinho terá também como representante a “Ohana”, que desenvolve um projeto de filtros de ar para trabalhadores que permanecem em locais com poluição.

Apesar da disputa, a professora Kamila de Sousa, que treina as duas equipes de Sobradinho, conta que o torneiro ensinou aos alunos o valor de se trabalhar em equipe. “A equipe do Gama, por exemplo, estava precisando de ajuda. Aí eles mesmos (os alunos de Sobradinho) se propuseram: ‘Vamos lá ajudar’. Eles ajudaram, mesmo sabendo que estão competindo um contra o outro. Independentemente do resultado, os estudantes têm que ter orgulho do que fizeram”, afirma Kamila.

Arte: Agência do Rádio Mais

A competição

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.

O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.
 

Daniel Marques



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LOC.: Preocupados com os problemas ambientais que as cidades brasileiras enfrentam, seis estudantes do SESI de Sobradinho trabalham em um dispositivo que coleta resíduos e facilita a limpeza dos bueiros. A equipe, batizada de “Bisc8”, é uma das seis que representa o DF na seletiva regional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), que ocorre nesta sexta-feira (7), em Taguatinga. Outros 22 times do Centro-Oeste e do Nordeste também lutam pelas três vagas para a etapa nacional.

Segundo o grupo, a ideia nasceu diante da repetição de um problema que todo ano, na época de chuva, causa transtornos no DF: os alagamentos. Para chegar a um projeto que poderia resolver isso na prática, a estudante Letícia Ferreira de Araújo, de 15 anos, conta que ela e os colegas conversaram com técnicos do Sistema de Limpeza Urbana (SLU). Descobriram, por exemplo, que a empresa chegou a tentar algo parecido, mas desistiu por conta do custo elevado.

TEC./SONORA: Letícia de Araújo, estudante
 

“Nosso produto vai ser feito de garrafa pet, um dos materiais que mais tem nos lixos de Brasília. Então, ele vai ter uma durabilidade muito boa. O nosso cesto vai custar 100 reais. O cesto que já existe, com material que enferruja, custa cerca de mil reais”

LOC.: Além da Bisc8, outras cinco equipes do DF tentam uma vaga no principal torneio de robótica do país. Taguatinga será representada pela “Albatroid” e pela “Albageek”. O Gama estará presente com as equipes “Legofield” e a “Lego of Olympus”. Sobradinho terá também como representante a “Ohana”, que desenvolve um projeto de filtros de ar para trabalhadores que permanecem em locais com poluição.

Apesar da disputa, a professora Kamila de Sousa, que treina as duas equipes de Sobradinho, conta que o torneiro ensinou aos alunos o valor de se trabalhar em equipe.

TEC./SONORA: Kamila de Sousa, professora
 

“A equipe do Gama, por exemplo, estava precisando de ajuda. Aí eles mesmos (os alunos de Sobradinho) se propuseram: ‘Vamos lá ajudar’. Eles ajudaram, mesmo sabendo que estão competindo um contra o outro. Independentemente do resultado, os estudantes têm que ter orgulho do que fizeram.”

LOC.: O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

Reportagem, Daniel Marques