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Ex-presidente Collor é denunciado pela 10ª vez na Operação Lava Jato

Senador é acusado de usar influência para firmar contratos irregulares de R$ 240 milhões para ex-deputado federal João Lyra

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, enviou nesta quarta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador Fernando Collor de Mello (Pros/AL) pelo crime de peculato.

O ex-presidente da República é acusado de atuar para que a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, firmasse contratos com a Laginha Agroindustrial, de propriedade do ex-deputado federal, João Lyra. Collor mantém com Lyra relações políticas, de amizade e familiares.

De acordo com a PGR, as investigações revelaram que o crime foi praticado em 2010, ano em que Collor e Lyra eram filiados ao PDT e disputaram os cargos de governador e deputado federal, respectivamente. 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, destaca a existência de provas que apontam que os contratos renderam ao empresário R$ 240 milhões. 

Segundo a denúncia, o ex-deputado, que passava por dificuldades financeiras, teria pedido ajuda a Collor, em junho de 2010. O senador, então, propôs a Lyra o fechamento de um contrato para a compra de safra futura de álcool no valor de R$ 1 bilhão. 

“Tal proposta, contudo, foi considerada inviável pelos funcionários da BR Distribuidora S.A., pois a empresa não realizava o modelo de negócio compra de safra futura de álcool de forma antecipada, por ter, no passado, sofrido prejuízos decorrentes da inadimplência de usineiros nesse tipo de contratação”, destaca trecho da peça apresentada pela PGR.

Esta é a décima denúncia apresentada contra o senador Fernando Collor de Melo pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Operação Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal.

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.


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A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, enviou nesta quarta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador Fernando Collor de Mello (Pros/AL) pelo crime de peculato.

O ex-presidente da República é acusado de atuar para que a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, firmasse contratos com a Laginha Agroindustrial, de propriedade do ex-deputado federal, João Lyra. Collor mantém com Lyra relações políticas, de amizade e familiares.

De acordo com a PGR, as investigações revelaram que o crime foi praticado em 2010, ano em que Collor e Lyra eram filiados ao PDT e disputaram os cargos de governador e deputado federal, respectivamente. 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, destaca a existência de provas que apontam que os contratos renderam ao empresário R$ 240 milhões. 

Segundo a denúncia, o ex-deputado, que passava por dificuldades financeiras, teria pedido ajuda a Collor, em junho de 2010. O senador, então, propôs a Lyra o fechamento de um contrato para a compra de safra futura de álcool no valor de R$ 1 bilhão. 

“Tal proposta, contudo, foi considerada inviável pelos funcionários da BR Distribuidora S.A., pois a empresa não realizava o modelo de negócio compra de safra futura de álcool de forma antecipada, por ter, no passado, sofrido prejuízos decorrentes da inadimplência de usineiros nesse tipo de contratação”, destaca trecho da peça apresentada pela PGR.

Esta é a décima denúncia apresentada contra o senador Fernando Collor de Melo pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no âmbito da Operação Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal.

Reportagem, João Paulo Machado