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FESTIVAL DE GRAMADO: Longa da Costa-Rica “El Despertar de las Hormigas” apresenta transformação em família tradicional

Dirigido por Antonella Sudassasi Furnis, o filme conta com a atriz Daniela Velancia e Leynar Gómez

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Foto: Divulgação

A mostra competitiva de longas estrangeiros do Festival de Cinema de Gramado já recebeu, neste ano, filmes do Equador, Argentina e Bolívia. Na última terça-feira (20), foi a vez da obra costa-riquenha “El Despertar de las Hormigas” (O Despertar das Formigas), que tem grandes chances de levar um Kikito para casa. Kikito é o prêmio recebido por melhor filme, atriz, atores e outras modalidades.

O longa, dirigido por Antonella Sudassasi Furnis, é uma história sobre uma mulher que vive dilemas dentro de sua família tradicional na Costa Rica. A costureira Isa, interpretada por Adriana Alvarez, é casada com Alcides, papel de Leynar Gómez. Eles têm duas filhas, mas a pressão por parte da família e do marido para ter mais crianças é grande. Este é o primeiro conflito. Além disso, Isa tem um cabelo muito grande e opta por não cortá-lo para agradar o marido.

A construção do filme é bem cuidadosa para direcionar o público a entender a realidade dessa família costa-riquenha. É importante ressaltar que mesmo sendo um roteiro criado para o filme, essa é a realidade de muitas mulheres não só na Costa Rica, mas em outros países das Américas.

Já no primeiro momento, é muito interessante resgatar momentos da infância. Ao invés de parecer um filme, parece um retrato da vida, com filmagens que os adultos costumavam fazer entre a década de 1990 e o início dos anos 2000. Festas de aniversário, churrascos e momentos cotidianos. Então existe essa proximidade com a realidade.

O roteiro direcionar o público a entender que o que Isa vive - toda essa pressão de agradar o marido, de cuidar da casa e ser a “guardiã” daquele lar - não é algo que somente ela viverá. Isa parece sempre estar ensinando à filha mais velha que ela deve ser assim também. Construindo na filha, uma figura com as mesmas características da mãe, passando essa tradição de geração em geração. Mas é importante falar que em certo momento, a própria mãe reconhece os padrões e quebra essa ciclo.

A Costa Rica é um país que não possui políticas para o audiovisual e, por isso, a diretora Antonella Sudassasi Furnis não contou com recursos para a produção do longa. Mas isso não a impediu de realizar uma obra tão rica em conteúdo, sentimentos e profissionalismo. Ainda não há previsão de distribuição da obra no Brasil, mas quem sabe um Kikito não estimule a comercialização do filme.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: A mostra competitiva de longas estrangeiros do Festival de Cinema de Gramado já recebeu, neste ano, filmes do Equador, Argentina e Bolívia. Na última terça-feira (20), foi a vez da obra costa-riquenha “El Despertar de las Hormigas” (O Despertar das Formigas), que tem grandes chances de levar um Kikito para casa. Kikito é o prêmio recebido por melhor filme, atriz, atores e outras modalidades.

O longa, dirigido por Antonella Sudassasi Furnis, é uma história sobre uma mulher que vive dilemas dentro de sua família tradicional na Costa Rica. A costureira Isa, interpretada por Daniela Velancia, é casada com Alcides, papel de Leynar Gómez. Eles têm duas filhas, mas a pressão por parte da família e do marido para ter mais crianças é grande. Este é o primeiro conflito. Além disso, Isa tem um cabelo muito grande e opta por não cortá-lo para agradar o marido.

A construção do filme é bem cuidadosa para direcionar o público a entender a realidade dessa família costa-riquenha. É importante ressaltar que mesmo sendo um roteiro criado para o filme, essa é a realidade de muitas mulheres não só na Costa Rica, mas em outros países das Américas.

Já no primeiro momento, é muito interessante resgatar momentos da infância. Ao invés de parecer um filme, parece um retrato da vida, com filmagens que os adultos costumavam fazer entre a década de 1990 e o início dos anos 2000. Festas de aniversário, churrascos e momentos cotidianos. Então existe essa proximidade com a realidade.

O roteiro direcionar o público a entender que o que Isa vive - toda essa pressão de agradar o marido, de cuidar da casa e ser a “guardiã” daquele lar - não é algo que somente ela viverá. Isa parece sempre estar ensinando à filha mais velha que ela deve ser assim também. Construindo na filha, uma figura com as mesmas características da mãe, passando essa tradição de geração em geração. Mas é importante falar que em certo momento, a própria mãe reconhece os padrões e quebra essa ciclo.

A Costa Rica é um país que não possui políticas para o audiovisual e, por isso, a diretora Antonella Sudassasi Furnis não contou com recursos para a produção do longa. Mas isso não a impediu de realizar uma obra tão rica em conteúdo, sentimentos e profissionalismo. Ainda não há previsão de distribuição da obra no Brasil, mas quem sabe um Kikito não estimule a comercialização do filme.

Reportagem, Sara Rodrigues