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FGV: Brasil lidera melhora do Clima Econômico na América Latina

O indicador do país passou de 33,9 pontos negativos para 3,6 pontos positivos

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Por Paulo Henrique Gomes

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta semana um levantamento que mostra que o clima econômico da América Latina avançou pelo segundo trimestre consecutivo. Segundo o documento, a melhora é resultado da alta das expectativas do mercado, consequência da sondagem no Brasil.

O Índice de Clima Econômico no Brasil saiu de 33,9 pontos negativos em outubro do ano passado para 3,6 pontos positivos em janeiro deste ano. Também houve aumento de 240% do indicador de expectativas no país.

Segundo a coordenadora de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, Lia Valls, as reformas prometidas pelo presidente Bolsonaro e sua equipe econômica podem ter colaborado para o resultado.

“A gente imagina que seja, que como o governo disse que vai fazer as reformas, da Previdência, as reformas do mercado, considera que são importantes para você conseguir recuperar crescimento, então por isso que você tem essa expectativa positiva assim, melhorando muito”, disse.

O clima econômico piorou nas maiores economias do mundo, como Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. Segundo o documento, "as grandes economias estão ainda experimentando uma conjuntura favorável, mas as incertezas quanto as decisões do governo estadunidense, os protestos na França, a discussão sobre o Brexit e a guerra comercial com a China fazem com que as expectativas não sejam favoráveis". Segundo Lia Valls, para calcular os índices, são realizados questionamentos sobre a previsão da economia das regiões.

“A expectativa: acha que o consumo vai aumentar? O pessoal fala sim ou não. Acha que o investimento vai aumentar, acha que vai melhorar a balança comercial? Então é uma série de indicadores básicos econômicos que são perguntados. A ideia do Clima Econômico é um pouco essa. Ter uma percepção de que a economia está melhorando e o que você espera que aconteça com ela”, afirma.

Na América Latina, Argentina, Brasil, Bolívia e México registraram resultados positivos nas expectativas. O Brasil foi o único país que melhorou a avaliação da situação atual e das expectativas.

A Sondagem Econômica da América Latina serve de base para o monitoramento e a antecipação de tendências econômicas. Em janeiro de 2019, foram consultados 138 especialistas econômicos em 15 países da América Latina.

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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A FGV divulgou nesta semana um levantamento que mostra que o clima econômico da América Latina avançou pelo segundo trimestre consecutivo. Segundo o documento, a melhora é resultado da alta das expectativas do mercado, consequência da sondagem no Brasil.

O Índice de Clima Econômico no Brasil saiu de 33,9 pontos negativos em outubro do ano passado para 3,6 pontos positivos em janeiro deste ano. Também houve aumento de 240% do indicador de expectativas no país.

Segundo a coordenadora de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, Lia Valls, as reformas prometidas pelo presidente Bolsonaro e sua equipe econômica podem ter colaborado para o resultado.

“A gente imagina que seja, que como o governo disse que vai fazer as reformas, da Previdência, as reformas do mercado, considera que são importantes para você conseguir recuperar crescimento, então por isso que você tem essa expectativa positiva assim, melhorando muito”.

O clima econômico piorou nas maiores economias do mundo, como Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido. Segundo o documento, "as grandes economias estão ainda experimentando uma conjuntura favorável, mas as incertezas quanto as decisões do governo estadunidense, os protestos na França, a discussão sobre o Brexit e a guerra comercial com a China fazem com que as expectativas não sejam favoráveis". Segundo Lia Valls, para calcular os índices, são realizados questionamentos sobre a previsão da economia das regiões.

“A expectativa: acha que o consumo vai aumentar? O pessoal fala sim ou não. Acha que o investimento vai aumentar, acha que vai melhorar a balança comercial? Então é uma série de indicadores básicos econômicos que são perguntados. A ideia do Clima Econômico é um pouco essa. Ter uma percepção de que a economia está melhorando e o que você espera que aconteça com ela”.

Na América Latina, Argentina, Brasil, Bolívia e México registraram resultados positivos nas expectativas. O Brasil foi o único país que melhorou a avaliação da situação atual e das expectativas.

A Sondagem Econômica da América Latina serve de base para o monitoramento e a antecipação de tendências econômicas. Em janeiro de 2019, foram consultados 138 especialistas econômicos em 15 países da América Latina.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes