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FMI reduz previsão de crescimento da economia brasileira para 0,8% em 2019

Segundo especialistas, mudança na projeção está atrelada a incertezas de investidores estrangeiros, que esperam, por exemplo, pela aprovação da Reforma da Previdência

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Foto: Governo Federal

O Fundo Monetário Internacional, o FMI, divulgou nesta terça-feira (23) um relatório que reduz para 0,8% a previsão de crescimento da economia brasileira para 2019. Na avaliação do executivo financeiro Adilson Bretherick, o FMI reviu essa estimativa porque o Brasil ainda não deu todos os indícios de recuperação econômica.

“Neste caso, o FMI está dizendo que está pessimista com relação à posição de mercado brasileiro. Está dizendo que o mercado brasileiro deve retrair frente àquilo que ele estava esperando, que era uma coisa em torno de 2,1% de crescimento do PIB, reduziu a sua expectativa para 0,8%. Ou seja, um pouco menos que 1%”, comentou.

Para o economista William Baghdassarian, o FMI alega que essa piora é resultado de um notório enfraquecimento da confiança, mediante a algumas incertezas sobre a aprovação da reforma da Previdência e de outras reformas.

“A gente tem que lembrar que cada vez que a expectativa é alterada, os agentes econômicos decidem investir ou deixar de investir na economia. Vamos imaginar que a Reforma da Previdência corra algum risco de não passar. Eu, como agente econômico, o quê que eu faria? Eu simplesmente cortaria o investimento privado, que eu viesse a fazer, porque eu tenho um governo que tem uma dívida em trajetória explosiva. O mercado, na verdade, trabalha muito por expectativa. Ele antecipa as coisas. Então, na medida em que o ambiente de otimismo voltar, o mercado vai voltar”, afirmou.

Para 2020, a expectativa do FMI é de crescimento brasileiro de 2,4%, número que continua abaixo dos 2,5% esperados em abril deste ano.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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O Fundo Monetário Internacional, o FMI, divulgou nesta terça-feira (23) um relatório que reduz para 0,8% a previsão de crescimento da economia brasileira para 2019. Na avaliação do executivo financeiro Adilson Bretherick, o FMI reviu essa estimativa porque o Brasil ainda não deu todos os indícios de recuperação econômica.

“Neste caso, o FMI está dizendo que está pessimista com relação à posição de mercado brasileiro. Está dizendo que o mercado brasileiro deve retrair frente àquilo que ele estava esperando, que era uma coisa em torno de 2,1% de crescimento do PIB, reduziu a sua expectativa para 0,8%. Ou seja, um pouco menos que 1%.”

Para o economista William Baghdassarian, o FMI alega que essa piora é resultado de um notório enfraquecimento da confiança, mediante a algumas incertezas sobre a aprovação da reforma da Previdência e de outras reformas.

“A gente tem que lembrar que cada vez que a expectativa é alterada, os agentes econômicos decidem investir ou deixar de investir na economia. Vamos imaginar que a Reforma da Previdência corra algum risco de não passar. Eu, como agente econômico, o quê que eu faria? Eu simplesmente cortaria o investimento privado, que eu viesse a fazer, porque eu tenho um governo que tem uma dívida em trajetória explosiva. O mercado, na verdade, trabalha muito por expectativa. Ele antecipa as coisas. Então, na medida em que o ambiente de otimismo voltar, o mercado vai voltar.”

Para 2020, a expectativa do FMI é de crescimento brasileiro de 2,4%, número que continua abaixo dos 2,5% esperados em abril deste ano.

Reportagem, Cintia Moreira