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Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura quer ampliar investimentos em modais nos próximos 4 anos

Objetivo do grupo é buscar soluções que tragam mais competitividade e desenvolvimento em áreas como rodovias, ferrovias e portos

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Foto: Camila Costa / Agência do Rádio Mais

Há 10 anos em funcionamento, a Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) retomará os trabalhos nesta legislatura com uma missão importante: destravar o caminho para que o Brasil avance rumo à competitividade. A Frente foi relançada na noite na última quarta-feira (29) com um programa de logística que contempla sete câmaras temáticas: ferroviária; rodoviária; portuária e de armazenagem; dutoviária, aeroportuária; hidroviária; e energia elétrica.
O grupo de trabalho terá nos próximos quatro anos a tarefa de traçar estratégias para o desenvolvimento do país por meio de cada um desses modais. O objetivo é buscar soluções que tragam mais competitividade e contribuam para o desenvolvimento nacional, com ações de curto, médio e longo prazo. Segundo o presidente da Frenlogi, senador Wellington Fagundes (PL-MT), o Brasil tem mais de 30 mil quilômetros de vias ferroviárias no país, sendo que apenas 12 mil são explorados.

O senador garante que ainda há o que explorar no Brasil e não apenas no setor ferroviário, mas também na área marítima, na construção de estradas, que dependem de novos investimentos. “A Frenlogi se une a todas as outras correntes que querem melhorar a infraestrutura no Brasil. A logística é fundamental para que a gente tenha mais competitividade. Para isso, precisamos ter força de organização e agregação. Por isso, unimos senadores e deputados federais, junto com a CNT, junto com o IBL, para que, somando inteligência, trabalho e esforço, possamos fazer as transformações legislativas e, principalmente, buscar os investimentos que vão gerar emprego e riqueza no país”, afirmou.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, ressaltou que terá na Frente Parlamentar um grande aliado para a aprovação de propostas importantes do Executivo. Entre elas a que busca modernizar e aperfeiçoar o licenciamento ambiental e a da nova Lei de Licitações. “[A Frente é] importante porque permite diálogo do Executivo com o Parlamento, canal direto vocacionado para logística, infraestrutura, muito importante para nós, porque vamos criar muitas soluções que demandam medidas legislativas e esse canal é fundamental para dar celeridade”, ponderou o ministro.

Parceria

Senadores e deputados terão como um dos principais parceiros o Instituto Brasil Logística (IBL), para fazer estudos, trabalhar com experiência de outros países, além de buscar tecnologia para que os investimentos voltados à infraestrutura cheguem ao Brasil. O IBL ajudará a alavancar recursos para programas e projetos que promovam a atividade de infraestrutura, além de prestar assessoramento técnico para o setor e os poderes Legislativo e Executivo.

O presidente do IBL, Clythio van Buggenhout, citou a demora na liberação dos contêineres que chegam com cargas no Brasil. Segundo ele, no porto de Singapura, 85% dos contêineres são liberados em 24 horas e os outros 15% em, no máximo, 48 horas. Já no Brasil, essa espera pode levar até uma semana. 
“Existe arcabouço legal, regulatório, fiscal, que tem que ser facilitado, além dos investimentos em infraestrutura. O IBL visa instruir o Legislativo com as prioridades, necessidades, trazendo a visão dos operadores e investidores para que a gente consiga pautar as prioridades mais eficazes”, justificou.

A cerimônia de relançamento da Frente ocorreu na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília. O presidente da entidade, Vander Costa, afirmou que os objetivos da CNT são convergentes com o da Frenlogi e que os esforços serão para criar condições para que o Brasil receba os investimentos esperados no setor de transporte. 

“Esse é um momento no qual temos a oportunidade de avançar, gerar emprego e renda e crescimento rápido”, ressaltou.
Um dos maiores desafios a serem enfrentados pela Frente Parlamentar são as obras inacabadas em todo o país. Segundo pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), 4.669 obras que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estavam paralisadas em junho de 2018. O levantamento aponta ainda, que desse total de obras paradas, 1.709 são de unidades básicas de saúde (UBS) e 969 de creches e pré-escolas.
 

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.


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Há 10 anos em funcionamento, a Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) retomará os trabalhos nesta legislatura com uma missão importante: destravar o caminho para que o Brasil avance rumo à competitividade. A Frente foi relançada na última quarta-feira (29) com um programa de logística que contempla sete câmaras temáticas: ferroviária; rodoviária; portuária e de armazenagem; dutoviária, aeroportuária; hidroviária; e de energia elétrica.
O objetivo é buscar soluções que tragam mais competitividade e contribuam para o desenvolvimento nacional, com ações de curto, médio e longo prazo. Segundo o presidente da Frenlogi, senador Wellington Fagundes (PL-MT), todos os modais dependem de mais investimentos.
 


“A Frenlogi se une a todas as outras correntes que querem melhorar a infraestrutura no Brasil. A logística é fundamental para que a gente tenha mais competitividade. Para isso, precisamos ter força de organização e agregação, por isso unimos senadores e deputados federais, junto com a CNT, junto com o IBL, para que somando inteligência, trabalho e esforço, possamos fazer as transformações legislativas e, principalmente, buscar os investimentos que vão gerar empregos e riqueza no país”.


O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, ressaltou que terá na Frente Parlamentar um grande aliado para a aprovação de propostas importantes do Executivo. Entre elas a que busca modernizar e aperfeiçoar o licenciamento ambiental e a da nova Lei de Licitações. 


“Importante porque permite diálogo do Executivo com o Parlamento, canal direto vocacionado para logística, infraestrutura, muito importante para nós, porque vamos criar muitas soluções que demandam medidas legislativas e esse canal é fundamental para dar celeridade”.


Senadores e deputados terão como um dos principais parceiros o Instituto Brasil Logística (IBL), para fazer estudos, trabalhar com experiência de outros países, além de buscar tecnologia para que os investimentos voltados à infraestrutura cheguem ao Brasil. O presidente do instituto, Clythio van Buggenhout, dá como exemplo de problema a ser solucionado a demora na liberação dos contêineres que chegam com cargas no Brasil. Segundo van Buggenhout, no porto de Singapura, 85% dos contêineres são liberados em 24 horas, enquanto no Brasil essa espera pode levar até uma semana.


“Existe arcabouço legal, regulatório, fiscal, que tem que ser facilitado, além dos investimentos em infraestrutura. O IBL visa instruir o Legislativo com as prioridades, necessidades, trazendo a visão dos operadores e investidores para que a gente consiga pautar as prioridades mais eficazes”.
 

Um dos maiores desafios a serem enfrentados pela Frente Parlamentar são as obras inacabadas em todo o país. Segundo pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), 4.669 obras que integravam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estavam paralisadas em junho de 2018. O levantamento aponta ainda, que desse total de obras paradas, 1.709 são de unidades básicas de saúde (UBS) e 969 de creches e pré-escolas.


Reportagem, Camila Costa