Menu

GARANHUNS (PE): Crença popular de que mosquito não transmite dengue, zika e chikungunya amplia casos das doenças na microrregião de Garanhuns

Notificações de dengue aumentaram 160% em 2019, em comparação com 2018. Clima e a seca no Agreste favorecem a reprodução do Aedes aegypti

Banners
Foto: Ministério da Saúde

As notificações de dengue aumentaram 160% entre dezembro de 2018 e 14 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período anterior. Mesmo assim, há pernambucanos que duvidam que o Aedes aegypti transmita a doença. É o que relata a enfermeira Ana Cristina Salvador, de 35 anos, moradora de Jupi, um dos municípios da microrregião de Garanhuns que está em situação de alerta para infestação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. 

Ana Cristina é a prova de que o mosquito está por perto e pode ser perigoso. Em 2016, ela pegou dengue e chikungunya. Este ano, foi novamente picada pelo Aedes aegypti e voltou a sofrer com os sintomas da dengue. Apesar de a enfermeira sempre manter sua casa limpa, o descuido de vizinhos pode ser um prato cheio para a proliferação do inseto. 

“Existem, para você ter uma ideia, pessoas que não acreditam que é o mosquito que causa tudo isso. Só no meu bairro, nas duas vezes em que eu tive as doenças, 38 a 40 pessoas tiveram dengue e chikungunya. Isso sem contar aquelas que não têm condições de fazer o exame para saber o tipo de patologia”, conta.

Com duas infecções em um período de tempo, Ana quase morreu por conta da dengue e chikungunya. Para se recuperar, precisou de acompanhamento especial com nutricionista para equilibrar as proteínas e vitaminas necessárias para o corpo humano. 

Em Terezinha, cidade vizinha a de Ana Cristina, o índice de infestação do mosquito tem preocupado os agentes de saúde. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, 15,7% dos imóveis pesquisados na cidade tinham a presença do transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Para se ter ideia do que isso significa, o Ministério da Saúde aponta que o município com índice de infestação acima de 3,9% está em situação de alerta. O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti. 

A gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Claudenice Pontes, explica que algumas situações específicas, como o clima e a seca no Agreste, favorecem a reprodução do mosquito.

“A gente tem, além de fatores climáticos que favorecem a proliferação do mosquito, alguns problemas de intermitência de água, outros até de escassez. Então, a necessidade da população de armazenar água, muitas vezes em recipientes improvisados, tem aumentado o risco das doenças”, relata.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança depende de cada um. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano em ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
Crédito: Ministério da Saúde

 

Agência do Rádio



Cadastre-se

LOC.: As notificações de dengue aumentaram 160% entre dezembro de 2018 e 14 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período anterior. Mesmo assim, há pernambucanos que duvidam que o Aedes aegypti transmita a doença. É o que relata a enfermeira Ana Cristina Salvador, de 35 anos, moradora de Jupi, um dos municípios da microrregião de Garanhuns que está em situação de alerta para infestação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. 

Ana Cristina é a prova de que o mosquito está por perto e pode ser perigoso. Em 2016, ela pegou dengue e chikungunya. Este ano, foi novamente picada pelo Aedes aegypti e voltou a sofrer com os sintomas da dengue. Apesar de a enfermeira sempre manter sua casa limpa, o descuido de vizinhos pode ser um prato cheio para a proliferação do inseto. 
 

“Existem, para você ter uma ideia, pessoas que não acreditam que é o mosquito que causa tudo isso. Só no meu bairro, nas duas vezes em que eu tive as doenças, 38 a 40 pessoas tiveram dengue e chikungunya. Isso sem contar aquelas que não têm condições de fazer o exame para saber o tipo de patologia”

LOC.: Com duas infecções em um período de tempo, Ana quase morreu por conta da dengue e chikungunya. Para se recuperar, precisou de acompanhamento especial com nutricionista para equilibrar as proteínas e vitaminas necessárias para o corpo humano. 

Em Terezinha, cidade vizinha a de Ana Cristina, o índice de infestação do mosquito tem preocupado os agentes de saúde. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, 15,7% dos imóveis pesquisados na cidade tinham a presença do transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Para se ter ideia do que isso significa, o Ministério da Saúde aponta que o município com índice de infestação acima de 3,9% está em situação de alerta. O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti. 

A gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Claudenice Pontes, explica que algumas situações específicas, como o clima e a seca no Agreste, favorecem a reprodução do mosquito.
 

“A gente tem, além de fatores climáticos que favorecem a proliferação do mosquito, alguns problemas de intermitência de água, outros até de escassez. Então, a necessidade da população de armazenar água, muitas vezes em recipientes improvisados, tem aumentado o risco das doenças.”

LOC.: E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança depende de cada um. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano em ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.