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Goiás coletou mais de 1,7 mil litros de leite humano em 2019

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que mais de mil e setecentos litros foram coletados pelos bancos e postos de leite humano goianos, nos quatro primeiros meses de 2019.

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Créditos: Ministério da Saúde

Foi com a experiência familiar na doação de leite materno que Ilze dos Santos, de 32 anos, decidiu fornecer seu leite pela primeira vez a um banco de leite humano. Incentivada por tias e primas que já haviam doado, a dona de casa chegou a conceder quatro litros por semana durante mais de um ano, após o nascimento da primeira filha, Mariana. Com a chegada do segundo, Rafael, há seis meses, a boa ação voltou a fazer parte de seu cotidiano. 

SERVIÇO: Saiba onde doar leite materno em Goiás

“Eu estava com muito leite materno e não queria jogar fora. A minha família já tem outras mulheres que doaram, então eu já tinha o exemplo. O que me fez continuar a doação foi a possibilidade de conhecer a UTI Neonatal, para ver as crianças que recebem nosso leite, né? É uma experiência bem marcante”. 

No último domingo, (19) foi  celebrado o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. O alimento materno salva vidas de bebês prematuros ou de baixo peso cujas mães não podem amamentar, e é o único que reúne os nutrientes essenciais para um melhor desenvolvimento infantil.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que mais de mil e setecentos litros foram coletados pelos bancos e postos de leite humano goianos, nos quatro primeiros meses de 2019. No período, cerca de mil e trezentos recém-nascidos já receberam leite humano doado por mais de mil e duzentas mulheres.  


Segundo o Ministério da Saúde, um pote de 300ml pode alimentar até 10 pequenos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1ml já o suficiente para nutri-lo a cada vez que for alimentado.

É importante ressaltar que a indústria não consegue fabricar o que é produzido pelo corpo humano. Por mais que o leite em pó reúna nutrientes, o produto não tem as mesmas propriedades que o leite materno, como, por exemplo, anticorpos que protegem os bebês de infecções e alergias. 

As mães que quiserem doar podem procurar qualquer banco de Leite Humano ou fazer o procedimento em casa. A retirada do leite materno no próprio domicílio exige cuidados, como explica a farmacêutica, bioquímica e coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil de Goiânia, Renata Machado Lélis.

“Para retirar o leite em casa, a mãe pode higienizar o frasco de vidro de boca larga com tampa de plástico (do tipo de café solúvel), retirar o rótulo  e o papel de dentro da tampa, lavar e ferver, borbulhando durante 15 minutos o frasco e aí  escorrer, com a abertura voltada para baixo, sobre um pano limpo, até secar, e está pronto para usar, ou o próprio banco de leite Humano fornece esse vidro autoclavado (esterilizado). Ela vai higienizar a mão até o cotovelo, prender o cabelo, colocar uma touquinha no cabelo, colocar uma máscara para não ficar respirando em cima do leite. Uma vez retirado, a mãe congela esse leite. As próximas vezes que retirar o seu leite, ela pode jogar por cima do congelado. Ela vai enchendo o vidro até dois dedos abaixo da tampa ou até completar 10 dias de congelado.” 

 



Os materiais para colhimento, como máscara e toca, são fornecidos pelos bancos de leite humano. O centro de referência no setor fica em Goiânia, na Avenida R-7, esquina com Avenida Perimetral, no Setor Oeste. O telefone de contato é o (62) 3956-2921. Repetindo: (62) 3956-2921. Ao todo, são cinco bancos de leite e dois postos de coleta em todo o estado goiano. 

Para ser doadora, a mulher precisa ser saudável, apresentar bons resultados nos exames de pré-natal, não beber e não fumar e não estar tomando medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Se estiver tudo certo, os funcionários de qualquer Banco de Leite Humano fazem o cadastro da mãe e entregam todo o material necessário para a coleta. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/. 

Agência do Rádio



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LOC.: Foi com a experiência familiar na doação de leite materno que Ilze dos Santos, de 32 anos, decidiu fornecer seu leite pela primeira vez a um banco de leite humano. Incentivada por tias e primas que já haviam doado, a dona de casa chegou a conceder quatro litros por semana durante mais de um ano, após o nascimento da primeira filha, Mariana. Com a chegada do segundo, Rafael, há seis meses, a boa ação voltou a fazer parte de seu cotidiano. 

TEC/SONORA: Ilze dos Santos, dona de casa. 

“Eu estava com muito leite materno e não queria jogar fora. A minha família já tem outras mulheres que doaram, então eu já tinha o exemplo. O que me fez continuar a doação foi a possibilidade de conhecer a UTI Neonatal, para ver as crianças que recebem nosso leite, né? É uma experiência bem marcante”. 
 

LOC.: No último domingo, (19) foi  celebrado o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. O alimento materno salva vidas de bebês prematuros ou de baixo peso cujas mães não podem amamentar, e é o único que reúne os nutrientes essenciais para um melhor desenvolvimento infantil.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que mais de mil e setecentos litros foram coletados pelos bancos e postos de leite humano goianos, nos quatro primeiros meses de 2019. No período, cerca de mil e trezentos recém-nascidos já receberam leite humano doado por mais de mil e duzentas mulheres.  

Segundo o Ministério da Saúde, um pote de 300ml pode alimentar até 10 pequenos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1ml já o suficiente para nutri-lo a cada vez que for alimentado.

É importante ressaltar que a indústria não consegue fabricar o que é produzido pelo corpo humano. Por mais que o leite em pó reúna nutrientes, o produto não tem as mesmas propriedades que o leite materno, como, por exemplo, anticorpos que protegem os bebês de infecções e alergias. 

As mães que quiserem doar podem procurar qualquer banco de Leite Humano ou fazer o procedimento em casa. A retirada do leite materno no próprio domicílio exige cuidados, como explica a farmacêutica, bioquímica e coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil de Goiânia, Renata Machado Lélis.
 

TEC/SONORA:  Renata Machado Lélis, farmacêutica, bioquímica e coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Materno Infantil de Goiânia.

“Para retirar o leite em casa, a mãe pode higienizar o frasco de vidro de boca larga com tampa de plástico (do tipo de café solúvel), retirar o rótulo  e o papel de dentro da tampa, lavar e ferver, borbulhando durante 15 minutos o frasco e aí  escorrer, com a abertura voltada para baixo, sobre um pano limpo, até secar, e está pronto para usar, ou o próprio banco de leite Humano fornece esse vidro autoclavado (esterilizado). Ela vai higienizar a mão até o cotovelo, prender o cabelo, colocar uma touquinha no cabelo, colocar uma máscara para não ficar respirando em cima do leite. Uma vez retirado, a mãe congela esse leite. As próximas vezes que retirar o seu leite, ela pode jogar por cima do congelado. Ela vai enchendo o vidro até dois dedos abaixo da tampa ou até completar 10 dias de congelado.” 
 

LOC.: Os materiais para colhimento, como máscara e toca, são fornecidos pelos bancos de leite humano. O centro de referência no setor fica em Goiânia, na Avenida R-7, esquina com Avenida Perimetral, no Setor Oeste. O telefone de contato é o (62) 3956-2921. Repetindo: (62) 3956-2921. Ao todo, são cinco bancos de leite e dois postos de coleta em todo o estado goiano. 

Para ser doadora, a mulher precisa ser saudável, apresentar bons resultados nos exames de pré-natal, não beber e não fumar e não estar tomando medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Se estiver tudo certo, os funcionários de qualquer Banco de Leite Humano fazem o cadastro da mãe e entregam todo o material necessário para a coleta. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse saude.gov.br/