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GOIÁS: Mais de 550 pacientes no estado aguardam por doação de órgãos

Trezentos e setenta e três pacientes aguardam um transplante de córnea, 232 por rim e um por fígado.

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Créditos: Ministério da Saúde

Atualmente, mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Os dados revelam ainda que, somente em Goiás, 606 potenciais receptores estão na lista de espera. Trezentos e setenta e três pacientes aguardam um transplante de córnea, 232 por rim e um por fígado. 

Quem precisou passar por esse procedimento acredita que teve uma segunda chance de continuar a levar a vida normalmente. Esse é o sentimento de Laina Maria Borges, moradora de Catalão, município localizado a 260 quilômetros de Goiânia. Há nove anos, ela teve um problema de saúde e precisou passar por uma cirurgia de transplante de rim. A dona de casa de 38 anos, conta que a doação do órgão foi feita pela irmã mais velha. 

“Ainda existe família que não tem essa consciência de doar os órgãos de um ente querido que falece. Eu sou uma experiência viva que deu certo, que está dando certo, graças a Deus. Se não fosse a minha irmã, talvez eu estivesse até hoje numa lista de transplante, aguardando órgão. Graças a Deus e a ela, hoje eu sou uma nova pessoa.”

A irmã de Laina é um exemplo de doador vivo. Mas, vale lembrar que o transplante de alguns órgãos pode ser feito por alguém que já faleceu. Neste caso, é necessária a autorização dos familiares. No entanto, isso é algo que não acontece com frequência. Na média nacional, quatro em cada dez famílias dos possíveis doadores dizem ‘não’ à doação. Para mudar essa realidade, é importante comunicar aos parentes e pessoas próximas a vontade em ser um doador. 

Na avaliação da gerente da Central Estadual de Transplantes de Goiás, Katiúscia Freitas, um dos fatores que contribui para esse número é a falta de conhecimento sobre a importância da doação de órgãos.

“É o receio, o medo, os mitos, a falta de informação que faz com que essa recusa ainda seja tão elevada. A campanha é essa, o desafio é esse: conscientizar as pessoas da importância de conversar em vida sobre a doação de órgãos, porque isso faz toda uma diferença.”

O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento os de pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em números absolutos, o Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os pacientes recebem assistência integral, incluindo os exames preparatórios, a cirurgia, o acompanhamento e os medicamentos pós-transplante, financiados pela rede pública de saúde. 

A Central de Transplantes de Goiás localizada na Avenida Vereador José Monteiro, nº 1665, Setor Negrão de Lima, em Goiânia funciona 24 horas e o telefone para contato é (62) 3201-6720. Repetindo: (62) 3201-6720. A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos. 

Clique nos pontos verdes e confira as centrais de transplante de cada estado. 

Agência do Rádio



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LOC.: Atualmente, mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Os dados revelam ainda que, somente em Goiás, 606 potenciais receptores estão na lista de espera. Trezentos e setenta e três pacientes aguardam um transplante de córnea, 232 por rim e um por fígado. 

Quem precisou passar por esse procedimento acredita que teve uma segunda chance de continuar a levar a vida normalmente. Esse é o sentimento de Laina Maria Borges, moradora de Catalão, município localizado a 260 quilômetros de Goiânia. Há nove anos, ela teve um problema de saúde e precisou passar por uma cirurgia de transplante de rim. A dona de casa de 38 anos, conta que a doação do órgão foi feita pela irmã mais velha.

“Ainda existe família que não tem essa consciência de doar os órgãos de um ente querido que falece. Eu sou uma experiência viva que deu certo, que está dando certo, graças a Deus. Se não fosse a minha irmã, talvez eu estivesse até hoje numa lista de transplante, aguardando órgão. Graças a Deus e a ela, hoje eu sou uma nova pessoa.”

LOC.: A irmã de Laina é um exemplo de doador vivo. Mas, vale lembrar que o transplante de alguns órgãos pode ser feito por alguém que já faleceu. Neste caso, é necessária a autorização dos familiares. No entanto, isso é algo que não acontece com frequência. Na média nacional, quatro em cada dez famílias dos possíveis doadores dizem ‘não’ à doação. Para mudar essa realidade, é importante comunicar aos parentes e pessoas próximas a vontade em ser um doador. 

Na avaliação da gerente da Central Estadual de Transplantes de Goiás, Katiúscia Freitas, um dos fatores que contribui para esse número é a falta de conhecimento sobre a importância da doação de órgãos.

“É o receio, o medo, os mitos, a falta de informação que faz com que essa recusa ainda seja tão elevada. A campanha é essa, o desafio é esse: conscientizar as pessoas da importância de conversar em vida sobre a doação de órgãos, porque isso faz toda uma diferença.”

LOC.: O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento os de pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em números absolutos, o Brasil é o segundo maior transplantador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Os pacientes recebem assistência integral, incluindo os exames preparatórios, a cirurgia, o acompanhamento e os medicamentos pós-transplante, financiados pela rede pública de saúde. 
A Central de Transplantes de Goiás localizada na Avenida Vereador José Monteiro, nº 1665, Setor Negrão de Lima, em Goiânia funciona 24 horas e o telefone para contato é (62) 3201-6720. Repetindo: (62) 3201-6720. A vida continua. Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos.