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Governo do Piauí redobra atenção ao diagnóstico e ao tratamento da doença

Piauí registrou 1.071 novos casos em 2017

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Aos poucos, Francisco Mendes começou a sentir dificuldades para exercer suas atividades na churrascaria onde trabalhava como vigia. Ele passou a notar problemas para mover as mãos e sentia que não tinha a mesma força de antes. Tudo isso porque não conhecia os sintomas da hanseníase. Quando foi diagnosticado com a doença, já estava com várias complicações consideradas pelos médicos irreversíveis. Mesmo depois de tratado e curado, ele faz acompanhamento periódico. Aposentou-se por invalidez e, aos 56 anos, conta um pouco de sua rotina, que mudou completamente desde que teve a doença.

“Estou com seis anos que faço o tratamento. Eu fiquei com as sequelas da hanseníase. E eu não posso parar de fazer fisioterapia. Se eu passar dois ou três dias sem fazer, as pernas travam. Aí eu fico sem condição de andar, de jeito nenhum. Eu não posso parar, porque se eu parar a fisioterapia, vou parar na cadeira de rodas. É um tratamento que vai ser pelo resto da vida. Não posso andar só, tenho que andar acompanhado.” 

Francisco se locomove com a ajuda de uma bengala, desde que faça fisioterapia. Além disso, precisa tomar remédios contínuos para as dores musculares. A descoberta da doença permitiu a ele informar a família, que puderam ser examinados apropriadamente. Como o Piauí foi o quinto estado do Nordeste com o maior número de casos da doença em 2017, com registro de 1.071 casos novos, a preocupação e o compromisso dos profissionais de saúde com a investigação dos contatos deve ser constante, como forma de diagnosticar precocemente os casos e interromper a cadeia de transmissão da doença. A supervisora do Programa de Hanseníase do Governo do Piauí, Eliracema Alves, explica porque a doença deve ser descoberta o mais cedo possível.

“Como ela é uma doença estigmatizante, que pode incapacitar quem não for tratado precocemente, as pessoas acham que qualquer pessoa que tenha a hanseníase vai ficar com incapacidade física. Ou seja, que vai ficar com algum membro aleijado, que é o termo mais usado. Ela é uma doença em que o tratamento é realizado à base de associação de antibióticos, mas que tem cura. E as pessoas têm que entender a necessidade de a gente estar descobrindo o quanto antes a doença para fazer o tratamento o mais precoce possível.”

Por isso, é importante estar atento a manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo. Se houver mudança na sensibilidade à dor, ao calor ou ao frio nessas áreas ou perda de força muscular braços, mãos, pernas e pés, principalmente, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Tratada e curada em estágios iniciais, a hanseníase não deixa sequelas. Vale lembrar que poucos dias após a primeira dose do tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido de graça no Sistema Único de Saúde, o SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.  

Créditos: Sabrine Cruz - Agência do Rádio Mais

 

Agência do Rádio



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Aos poucos, Francisco Mendes começou a sentir dificuldades para exercer suas atividades na churrascaria onde trabalhava como vigia. Ele passou a notar problemas para mover as mãos e sentia que não tinha a mesma força de antes. Tudo isso porque não conhecia os sintomas da hanseníase. Quando foi diagnosticado com a doença, já estava com várias complicações consideradas pelos médicos irreversíveis. Mesmo depois de tratado e curado, ele faz acompanhamento periódico. Aposentou-se por invalidez e, aos 56 anos, conta um pouco de sua rotina, que mudou completamente desde que teve a doença. 

“Estou com seis anos que faço o tratamento. Eu fiquei com as sequelas da hanseníase. E eu não posso parar de fazer fisioterapia. Se eu passar dois ou três dias sem fazer, as pernas travam. Aí eu fico sem condição de andar, de jeito nenhum. Eu não posso parar, porque se eu parar a fisioterapia, vou parar na cadeira de rodas. É um tratamento que vai ser pelo resto da vida. Não posso andar só, tenho que andar acompanhado.” 

Francisco se locomove com a ajuda de uma bengala, desde que faça fisioterapia. Além disso, precisa tomar remédios contínuos para as dores musculares. A descoberta da doença permitiu a ele informar a família, que puderam ser examinados apropriadamente. Como o Piauí foi o quinto estado do Nordeste com o maior número de casos da doença em 2017, com registro de 1.071 casos novos, a preocupação e o compromisso dos profissionais de saúde com a investigação dos contatos deve ser constante, como forma de diagnosticar precocemente os casos e interromper a cadeia de transmissão da doença. A supervisora do Programa de Hanseníase do Governo do Piauí, Eliracema Alves, explica porque a doença deve ser descoberta o mais cedo possível.

“Como ela é uma doença estigmatizante, que pode incapacitar quem não for tratado precocemente, as pessoas acham que qualquer pessoa que tenha a hanseníase vai ficar com incapacidade física. Ou seja, que vai ficar com algum membro aleijado, que é o termo mais usado. Ela é uma doença em que o tratamento é realizado à base de associação de antibióticos, mas que tem cura. E as pessoas têm que entender a necessidade de a gente estar descobrindo o quanto antes a doença para fazer o tratamento o mais precoce possível.”

Por isso, é importante estar atento a manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo. Se houver mudança na sensibilidade à dor, ao calor ou ao frio nessas áreas ou perda de força muscularem braços, mãos, pernas e pés, principalmente, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Tratada e curada em estágios iniciais, a hanseníase não deixa sequelas. Vale lembrar que poucos dias após a primeira dose do tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido de graça no Sistema Único de Saúde, o SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.