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GRAMADO: “Legalidade” conta história do movimento liderado por Brizola em 1961

Além da presença de Cleo Pires que integra elenco do filme, Ciro Gomes também compareceu à exibição no Festival de Cinema de Gramado

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Foto: Divulgação

A vida do político Leonel Brizola ganhou versão cinematográfica. Após a renúncia de Jânio Quadros ao cargo de presidência da República, o vice-presidente João Goulart tornou-se o sucessor natural. Porém, com o receio de o Brasil se tornar um país de esquerda, militares pediam pelo impedimento da posse de Jango.

A partir deste momento, Brizola, interpretado por Leonardo Machado, organizou o movimento “Legalidade”. que é o nome do filme, dirigido por Zeca Brito, e que foi exibido no Festival de Cinema de Gramado, no último domingo (18). O diretor criou ainda uma personagem chamada Cecília, que é interpretada por Cleo Pires, atualmente usando apenas o nome Cleo.

À princípio, a ideia de criar uma personagem que não existe em uma trama documental não faz tanto sentido. Porém, no início a personagem de Cleo, que é uma espiã disfarçada de jornalista, tem alguma funcionalidade. A estória se perde quando a personagem se envolve em um triângulo amoroso, e acaba tirando um pouco essa ideia de contar a história real do ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.

Mas, ao remontar os fatos da época, o filme agrada. Tem um contexto interessante, conversa bem com imagens reais da década de 1960 e as filmagens atuais do filme. O ator Leonardo Machado contribuiu com uma excelente atuação – foi uma maneira honrada de se despedir das telonas, antes de morrer por conta de um câncer. Foi feita, inclusive, uma homenagem para o ator antes da exibição.

Em coletiva, Cleo respondeu a uma pergunta sobre a elaboração pré-gravações. Ela conta que “era mais uma preparação assim, dos tempos, da sensação política da época. O fato de a minha personagem ser uma gringa infiltrada e espiã, fingindo ser outra coisa”, explicou a atriz.

O diretor de “Legalidade”, Zeca Brito, que foi nomeado recentemente como diretor do Instituo Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul (Iecine) disse que a arte “não consegue mudar a sociedade diretamente, mas consegue mudar a consciência de pessoas, que podem mudar a sociedade”.

Para ele, o longa “fala sobre a fragilidade da nossa democracia, mas a importância da nossa vigilância e atuação. Cada um de nós tem o país dentro de si, quando a gente abre o olho, a gente enxerga o Brasil, quando a gente vai dormir, o Brasil dorme com a gente. Quando a gente morre, morre o Brasil”, declarou Brito.

Ciro Gomes, líder do Partido Democrático Trabalhista (PDT), foi um dos convidados na plateia. Para ele, “Legalidade” é uma documentação histórica de “uma pessoa a quem o Brasil deve muito”.

“Esse filme precisa ser visto por todos os brasileiros, principalmente num tempo em que se faz apologia à ignorância, o obscurantismo agride a educação, ciência, tecnologia, a cultura é silenciada, 'desfinanciada', e a superstição tem sido posta como solução para coisas absurdas. É muito importante que a gente veja um filme como esse”, afirmou o político.

“Legalidade” estreia nos cinemas brasileiros no dia 12 de setembro.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: A vida de Leonel Brizola ganhou versão cinematográfica. Após a renúncia de Jânio Quadros ao cargo de presidência da República, o vice-presidente João Goulart tornou-se o sucessor natural. Porém, com o receio de o Brasil se tornar um país de esquerda, militares pediam pelo impedimento da posse de Jango.
A partir deste momento, Leonel Brizola, interpretado por Leonardo Machado, organizou o movimento “Legalidade”, que é o nome do filme, dirigido por Zeca Brito, e que foi exibido no Festival de Cinema de Gramado na última segunda-feira (18). O diretor criou ainda uma personagem chamada Cecília, que é interpretada por Cleo Pires, atualmente usando apenas o nome Cleo.

À princípio, a ideia de criar uma personagem que não existe em uma trama documental não faz tanto sentido. Porém, no início a personagem de Cleo, que é uma espiã disfarçada de jornalista, tem alguma funcionalidade. A estória se perde quando a personagem se envolve em um triângulo amoroso, e acaba tirando um pouco essa ideia de contar a história real do ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.

Mas, ao remontar os fatos da época, o filme agrada. Tem um contexto interessante, conversa bem com imagens reais da década de 1960 e as filmagens atuais do filme. O ator Leonardo Machado contribuiu com uma excelente atuação, foi uma maneira honrada de se despedir das telonas, antes de morrer por conta de um câncer. Foi feita, inclusive, uma homenagem para o ator antes da exibição.

Em coletiva, Cleo respondeu a uma pergunta sobre a elaboração pré-gravações.

TEC./SONORA: Cleo, atriz

“Era mais uma preparação assim, dos tempos, da sensação política da época. O fato de a minha personagem ser uma gringa infiltrada e espiã, fingindo ser outra coisa.”

LOC.: O diretor de “Legalidade”, Zeca Brito, que foi nomeado recentemente como diretor do Instituo Estadual de Cinema do Rio Grande do Sul (Iecine), disse que a arte “não consegue mudar a sociedade diretamente, mas consegue mudar a consciência de pessoas, que podem mudar a sociedade”.

TEC./SONORA: Zeca Brito, diretor.

“É um filme que fala sobre a fragilidade da nossa democracia, mas a importância da nossa vigilância e atuação. Cada um de nós tem o país dentro de si, quando a gente abre o olho, a gente enxerga o Brasil, quando a gente vai dormir, o Brasil dorme com a gente. Quando a gente morre, morre o Brasil”

LOC.: Ciro Gomes, líder do Partido Democrático Trabalhista (PDT), foi um dos convidados na plateia. Para ele, “Legalidade” é uma documentação histórica de “uma pessoa a quem o Brasil deve muito”.

TEC./SONORA: Ciro Gomes, político

“Esse filme precisa ser visto por todos os brasileiros, principalmente num tempo em que se faz apologia à ignorância, o obscurantismo agride a educação, ciência, tecnologia, a cultura é silenciada, ‘desfinanciada’, e a superstição tem sido posta como solução para coisas absurdas. É muito importante que a gente veja um filme como esse.”

LOC.: “Legalidade” estreia nos cinemas brasileiros no dia 12 de setembro.

Reportagem, Sara Rodrigues