Menu

Grupo que monitora óleo no litoral brasileiro afirma que situação é estável

Segundo o Ibama, já foram encontrados vestígios do óleo em 803 pontos do litoral até o momento

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
Foto: SECOM/Salvador

A situação das manchas de óleo, que já atingiu todo o litoral do Nordeste, além de trechos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, é estável. A informação foi divulgada pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que é composto pela Marinha, pelo Ibama e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o coordenador operacional do grupo, almirante Marcelo Francisco Campos, há mais de 20 dias não são encontradas manchas de óleo bruto no mar. A quantidade de fragmentos que continua chegando às praias, mangues, costões e outros habitats naturais é, de acordo com Campos, cada vez menor.

O Ibama informa, no entanto, que o número de localidades atingidas tem aumentado. Até o momento, já foram encontrados vestígios do óleo em 803 pontos do litoral brasileiro. Isso ocorre por conta da fragmentação do óleo e de sua dispersão no mar.

Os riscos desta catástrofe ambiental não se restringem apenas ao meio ambiente. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Cláudia Alcântara, o petróleo cru contém uma série de compostos químicos que podem ser tóxicos para a saúde humana, especialmente quando há contato direto com a pele.

“A pele fica avermelhada, pode ter uma sensação de prurido, de coceira ou queimação no local. Isso ocorre por esta dermatite de contato irritativa. O que pode piorar é se essa pessoa, após esse contato, ficar exposta ao sol sem a devida proteção”, afirma.

Para alertar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou um guia com recomendações importantes para quem presta ajuda como voluntário, assim como para os moradores das áreas atingidas.

Uma das dicas é evitar o contato com a substância, com o uso de roupas que cubram a pele, luvas, máscaras e calçados fechados. Em caso de contato direto com a substância, é importante saber que o uso de solventes para a retirada do óleo pode ser extremamente perigoso, já que esse tipo de produto pode agredir ainda mais a pele. A recomendação, nesses casos, é lavar a região atingida com água e sabão e passar um hidratante após a lavagem.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


Conteúdos relacionados

Cadastre-se

LOC.: A situação das manchas de óleo, que já atingiu todo o litoral do Nordeste, além de trechos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, é estável. A informação foi divulgada pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que é composto pela Marinha, pelo Ibama e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o coordenador operacional do grupo, almirante Marcelo Francisco Campos, há mais de 20 dias não são encontradas manchas de óleo bruto no mar. A quantidade de fragmentos que continua chegando às praias, mangues, costões e outros habitats naturais é, de acordo com Campos, cada vez menor.

O Ibama informa, no entanto, que o número de localidades atingidas tem aumentado. Até o momento, já foram encontrados vestígios do óleo em 803 pontos do litoral brasileiro. Isso ocorre por conta da fragmentação do óleo e de sua dispersão no mar.

Os riscos desta catástrofe ambiental não se restringem apenas ao meio ambiente. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Cláudia Alcântara, o petróleo cru contém uma série de compostos químicos que podem ser tóxicos para a saúde humana, especialmente quando há contato direto com a pele.
 

TEC./SONORA: Cláudia Alcântara, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“A pele fica avermelhada, pode ter uma sensação de prurido, de coceira ou queimação no local. Isso ocorre por esta dermatite de contato irritativa. O que pode piorar é se essa pessoa, após esse contato, ficar exposta ao sol sem a devida proteção.”
 

LOC.: Para alertar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou um guia com recomendações importantes para quem presta ajuda como voluntário, assim como para os moradores das áreas atingidas.
Uma das dicas é evitar o contato com a substância, com o uso de roupas que cubram a pele, luvas, máscaras e calçados fechados. Em caso de contato direto com a substância, é importante saber que o uso de solventes para a retirada do óleo pode ser extremamente perigoso, já que esse tipo de produto pode agredir ainda mais a pele. A recomendação, nesses casos, é lavar a região atingida com água e sabão e passar um hidratante após a lavagem.

Reportagem, Cintia Moreira