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IBGE: Desemprego recua 0,7 ponto percentual no segundo trimestre de 2019

Especialista ressalta que, apesar do aumento de vagas formais, população sem carteira ainda representa uma fatia importante do mercado de trabalho

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Foto: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia

A taxa de desocupação no país caiu de 12,7%, no primeiro trimestre deste ano, para 12%, no trimestre de abril a junho. Isso significa que o desemprego no país apresentou uma redução de 0,7 ponto percentual, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy, ressalta que no segundo trimestre do ano, foram preenchidas mais 294 mil vagas com carteira assinada. Segundo ela, o que representa um aumento de 0,9% em comparação com o trimestre anterior.

“Foi observado um aumento na população ocupada, no emprego. Esse movimento, de certa forma, é um movimento esperado, porque nos primeiros meses do ano podem ocorrer processos de dispensas de trabalhadores temporários, que foram contratados lá no fim de 2018. Chega agora o segundo trimestre, volta-se a observar processos de contratação, de mais pessoas buscando e encontrando trabalho”, conta.

Adriana Beringuy ressalta, no entanto, que a população sem carteira ainda representa uma fatia importante do mercado de trabalho.

“De fato, nós temos uma melhora de número de pessoas ocupadas, mas a forma de inserção dessa população ocupada é ainda muito pautada nos vínculos que tem uma perspectiva mais fragilizada, como é o emprego sem a carteira assinada, com 11,5 milhões de pessoas, que foi o recorde da nossa série. E, para além desses, nós também tivemos o recorde dos chamados trabalhadores por conta própria (autônomos)”, disse.

Esse número de brasileiros que trabalham por conta própria aumentou 1,6% no segundo trimestre do ano e chegou a 24,1 milhões. Uma dessas pessoas que trabalhava por conta própria e conseguiu um trabalho com carteira assinada é Wady Issa Fernandes, de 34 anos, morador de São Paulo. Contratado como Assistente de Marketing Digital, ele já tem planos para o futuro.

“Até o início do ano, eu estava trabalhando por conta própria, fazendo freelancers e buscando emprego. Eu fui chamado para algumas entrevistas, dentre elas na empresa onde eu estou, e fui contratado com carteira assinada. Primeiro passei por uma experiência de 90 dias, isso foi dia 9 de abril e, agora, fui efetivado. E a perspectiva que eu tenho é de consolidar aqui a minha posição, conseguir uma promoção aqui dentro, crescer dentro da empresa mesmo”, idealiza.

O número de desalentados, que são as pessoas que desistiram de procurar trabalho, se manteve recorde no percentual da força de trabalho, com 4,4%, o que chega a quase 5 milhões de pessoas.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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A taxa de desocupação no país caiu de 12,7%, no primeiro trimestre deste ano, para 12%, no trimestre de abril a junho. Isso significa que o desemprego no país apresentou uma redução de 0,7 ponto percentual, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy, ressalta que no segundo trimestre do ano, foram preenchidas mais 294 mil vagas com carteira assinada. Segundo ela, o que representa um aumento de 0,9% em comparação com o trimestre anterior.
 

“Foi observado um aumento na população ocupada, no emprego. Esse movimento, de certa forma, é um movimento esperado, porque nos primeiros meses do ano podem ocorrer processos de dispensas de trabalhadores temporários, que foram contratados lá no fim de 2018. Chega agora o segundo trimestre, volta-se a observar processos de contratação, de mais pessoas buscando e encontrando trabalho.”

Adriana Beringuy ressalta, no entanto, que a população sem carteira ainda representa uma fatia importante do mercado de trabalho.

“De fato, nós temos uma melhora de número de pessoas ocupadas, mas a forma de inserção dessa população ocupada é ainda muito pautada nos vínculos que tem uma perspectiva mais fragilizada, como é o emprego sem a carteira assinada, com 11,5 milhões de pessoas, que foi o recorde da nossa série. E, para além desses, nós também tivemos o recorde dos chamados trabalhadores por conta própria (autônomos).”

Esse número de brasileiros que trabalham por conta própria aumentou 1,6% no segundo trimestre do ano e chegou a 24,1 milhões. Uma dessas pessoas que trabalhava por conta própria e conseguiu um trabalho com carteira assinada é Wady Issa Fernandes, de 34 anos, morador de São Paulo. Contratado como Assistente de Marketing Digital, ele já tem planos para o futuro.

“Até o início do ano, eu estava trabalhando por conta própria, fazendo freelancers e buscando emprego. Eu fui chamado para algumas entrevistas, dentre elas na empresa onde eu estou, e fui contratado com carteira assinada. Primeiro passei por uma experiência de 90 dias, isso foi dia 9 de abril e, agora, fui efetivado. E a perspectiva que eu tenho é de consolidar aqui a minha posição, conseguir uma promoção aqui dentro, crescer dentro da empresa mesmo.”

O número de desalentados, que são as pessoas que desistiram de procurar trabalho, se manteve recorde no percentual da força de trabalho, com 4,4%, o que chega a quase 5 milhões de pessoas.

Reportagem, Cintia Moreira