Menu

IBGE: Negros são maioria no ensino superior público

Segundo o instituto, as matrículas de pretos e pardos somam 50,3%

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
Foto: Governo do Estado do Ceará

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou, nesta quarta-feira (13), que a proporção de pessoas pretas ou pardas cursando o ensino superior em instituições públicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Esta é a primeira vez que a população negra ultrapassa a metade das matrículas em universidades e faculdades públicas.

A analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho destaca que a melhora das estatísticas é reflexo de uma série de políticas públicas que proporcionaram o acesso e a permanência da população preta e parda na rede de ensino.

“Melhoraram os indicadores, levando a uma maior proporção de pessoas pretas ou pardas concluindo o ensino médio, estando aptas a cursar o ensino superior; e a gente tem também nos anos 2000, as políticas de expansão do ensino superior e de democratização do acesso, que seriam as políticas de cotas. Então eu acho que a gente pode explicar esse resultado por essa trajetória de melhora desses indicadores, pelas políticas de acesso ao ensino superior e também por este aumento na autodeclaração da população preta ou parda”, comenta.

O estudo mostra também que a taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos, entre pretos e pardos caiu de 9,8% em 2016 para 9,1% em 2018. Já entre os brancos, essa taxa é de 3,9%.
 

Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


Conteúdos relacionados

Cadastre-se

LOC.: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou, nesta quarta-feira (13), que a proporção de pessoas pretas ou pardas cursando o ensino superior em instituições públicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Esta é a primeira vez que a população negra ultrapassa a metade das matrículas em universidades e faculdades públicas.

A analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho destaca que a melhora das estatísticas é reflexo de uma série de políticas públicas que proporcionaram o acesso e a permanência da população preta e parda na rede de ensino.
 

TEC./SONORA: analista de indicadores sociais do IBGE, Luanda Botelho.

“Melhoraram os indicadores, levando a uma maior proporção de pessoas pretas ou pardas concluindo o ensino médio, estando aptas a cursar o ensino superior; e a gente tem também nos anos 2000, as políticas de expansão do ensino superior e de democratização do acesso, que seriam as políticas de cotas. Então eu acho que a gente pode explicar esse resultado por essa trajetória de melhora desses indicadores, pelas políticas de acesso ao ensino superior e também por este aumento na autodeclaração da população preta ou parda.”
 

LOC.: O estudo mostra também que a taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos, entre pretos e pardos caiu de 9,8% em 2016 para 9,1% em 2018. Já entre os brancos, essa taxa é de 3,9%.

Reportagem, Cintia Moreira