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Índice de infestação pelo mosquito aponta situação de risco no município de Calumbi (PE)

Fatores climáticos e armazenamento de água incorreto nas residências contribuem para a alta taxa de infestação do Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya

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Créditos: Ministério da Saúde

O número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou em 2019, em Pernambuco. Até 14 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito, o LIRAa, desde 2013, o município Calumbi está em situação de risco para o surto das três enfermidades. Divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 6,40%. A classificação do Ministério da Saúde indica que a partir de 4% o município já está em situação de risco. O desejável, para estar em condições satisfatórias, é apresentar índice inferior a 1%.

Para explicar os resultados, a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, aponta alguns dos fatores que contribuem para essa condição. 

“Pernambuco demonstra situação endêmica. Está constantemente tendo ocorrências de casos, porque além de fatores climáticos que favorecem a proliferação do mosquito, apresenta problemas de intermitência de água e, em alguns casos, até escassez. Então, a necessidade da população de armazenar água, muitas vezes em recipientes improvisados, tem aumentado muito.”

Manter caixas d’água e ralos bem tampados, e fechar sacos de lixo longe do alcance de animais são algumas das ações diárias que podem impedir que casos como do servidor público Cícero Batista Pereira, de 41 anos, se repita. Acometido pela chikungunya, o relato dele é um alerta para que a população redobre os cuidados. 

“Primeiro foi o joelho – foi o que doeu mais. Tive que andar bem devagar. Uma dor forte mesmo; e mãos dormentes. Depois, tive febre e dor de cabeça...” 

Foto: Ministério da Saúde

Lançada no último dia 12 de setembro pelo Ministério da Saúde a nova campanha nacional de combate ao mosquito pretende sensibilizar a população quanto à importância de não deixar que novos focos do vetor apareçam. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Kleber, destaca que a responsabilidade é de todos, cidadãos e gestores, e convoca toda a população para acabar com o mosquito.

“Estamos com a oportunidade de eliminar pratos de vasos de planta, eliminar os criadouros dos domicílios, tirando 10 minutos da sua rotina, ao chegar em casa do trabalho ou durantes os fins de semana. Em todo pequeno local, o mosquito tem capacidade de botar os ovos e ser um criadouro.”

Faça a sua parte e não deixe água parada. Lembre-se de que o combate começa por você. Dengue, zika e chikungunya podem matar. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Agência do Rádio



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LOC.: O número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou em 2019, em Pernambuco. Até 14 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo mosquito, o LIRAa, desde 2013, o município Calumbi está em situação de risco para o surto das três enfermidades. Divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 6,40%. A classificação do Ministério da Saúde indica que a partir de 4% o município já está em situação de risco. O desejável, para estar em condições satisfatórias, é apresentar índice inferior a 1%.

Para explicar os resultados, a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, aponta alguns dos fatores que contribuem para essa condição. 
 

“Pernambuco demonstra situação endêmica. Está constantemente tendo ocorrências de casos, porque além de fatores climáticos que favorecem a proliferação do mosquito, apresenta problemas de intermitência de água e, em alguns casos, até escassez. Então, a necessidade da população de armazenar água, muitas vezes em recipientes improvisados, tem aumentado muito.”

LOC.: Manter caixas d’água e ralos bem tampados, e fechar sacos de lixo longe do alcance de animais são algumas das ações diárias que podem impedir que casos como do servidor público Cícero Batista Pereira, de 41 anos, se repita. Acometido pela chikungunya, o relato dele é um alerta para que a população redobre os cuidados. 

“Primeiro foi o joelho – foi o que doeu mais. Tive que andar bem devagar. Uma dor forte mesmo; e mãos dormentes. Depois, tive febre e dor de cabeça...” 

LOC.: Lançada no último dia 12 de setembro pelo Ministério da Saúde a nova campanha nacional de combate ao mosquito pretende sensibilizar a população quanto à importância de não deixar que novos focos do vetor apareçam. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Kleber, destaca que a responsabilidade é de todos, cidadãos e gestores, e convoca toda a população para acabar com o mosquito.

“Estamos com a oportunidade de eliminar pratos de vasos de planta, eliminar os criadouros dos domicílios, tirando 10 minutos da sua rotina, ao chegar em casa do trabalho ou durantes os fins de semana. Em todo pequeno local, o mosquito tem capacidade de botar os ovos e ser um criadouro.”

LOC.: Faça a sua parte e não deixe água parada. Lembre-se de que o combate começa por você. Dengue, zika e chikungunya podem matar. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.