Menu

Infestação do mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya preocupa moradores da microrregião de Serrinha

Alguns municípios dessa área estão em alerta por conta da presença do Aedes aegypti. É o caso de Valente

Banners
Créditos: Ministério da Saúde

 A população que vive na microrregião de Serrinha, no nordeste baiano, deve ficar atenta aos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Alguns municípios dessa área estão em alerta por conta da presença do mosquito, como é o caso de Valente.

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a cidade está há quatro anos com risco de infestação. Em 2019, a taxa chegou a 4,40%. O Ministério da Saúde considera como satisfatório quando o índice está menor que 1%. 

O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis na cidade com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti.

Outra cidade da microrregião onde a população sofre com as doenças transmitidas pelo mosquito é Serrinha. Moradora do bairro Estádio, Helione Dantas, de 48 anos, conta que pegou dengue há três anos, quando ainda morava na Cidade Nova. Com fortes dores pelo corpo, ela relata que foi difícil manter a rotina.

“Dor no corpo todo. Era dor que eu não aguentava sentar, que eu não aguentava andar, não aguentava levantar, não aguantava deitar. Eu não aguentava nada. Meu corpo ficou todo empolado, cheio de mancha, cheio de carocinho. Quando eu me levantava, ficava tonta, um pouco zonza, com sensação de desmaio e fraqueza no corpo", conta Helione.

A situação dos municípios da microrregião de Serrinha se repete em outras áreas da Bahia. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de janeiro a 10 de setembro de 2019 o estado registrou um aumento de 670% nos casos prováveis de dengue, em comparação com o ano passado. No mesmo período, os casos prováveis de chikungunya subiram 55%. Os números de zika também apresentaram um salto em um ano. Foram 1.066 casos prováveis, nos nove primeiros meses de 2019, contra 674 registrados em 2018.

O gestor da Coordenação de Doenças de Transmissão Vetorial da Bahia, Gabriel Muricy, afirma que as três doenças podem gerar consequências que impedem a pessoa infectada de ter uma vida normal.

“A chikungunya e a zika, além de agravos agudos, podem trazer situações crônicas. No caso a chikungunya, uma incapacidade que pode perdurar durante meses. E para zika, a grande preocupação são os casos de síndrome congênita relacionada ao vírus zika, que causa a microcefalia”, destacou Muricy.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
 

Agência do Rádio



Cadastre-se

LOC.: A população que vive na microrregião de Serrinha, no nordeste baiano, deve ficar atenta aos cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Alguns municípios dessa área estão em alerta por conta da presença do mosquito, como é o caso de Valente.

De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a cidade está há quatro anos com risco de infestação. Em 2019, a taxa chegou a 4,40%. O Ministério da Saúde considera como satisfatório quando o índice está menor que 1%. 

O LIRAa é uma metodologia que permite o conhecimento de forma rápida, por amostragem, da quantidade de imóveis na cidade com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti.

Outra cidade da microrregião onde a população sofre com as doenças transmitidas pelo mosquito é Serrinha. Moradora do bairro Estádio, Helione Dantas, de 48 anos, conta que pegou dengue há três anos, quando ainda morava na Cidade Nova. Com fortes dores pelo corpo, ela relata que foi difícil manter a rotina.
 

“Dor no corpo todo. Era dor que eu não aguentava sentar, que eu não aguentava andar, não aguentava levantar, não aguentava deitar. Eu não aguentava nada. Meu corpo ficou todo empolado, cheio de mancha, cheio de carocinho. Quando eu me levantava, ficava tonta, um pouco zonza, com sensação de desmaio e fraqueza no corpo.”

LOC.: A situação dos municípios da microrregião de Serrinha se repete em outras áreas da Bahia. Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de janeiro a 10 de setembro de 2019 o estado registrou um aumento de 670% nos casos prováveis de dengue, em comparação com o ano passado. No mesmo período, os casos prováveis de chikungunya subiram 55%. Os números de zika também apresentaram um salto em um ano. Foram 1.066 casos prováveis, nos nove primeiros meses de 2019, contra 674 registrados em 2018.

O gestor da Coordenação de Doenças de Transmissão Vetorial da Bahia, Gabriel Muricy, afirma que as três doenças podem gerar consequências que impedem a pessoa infectada de ter uma vida normal.
 

“A chikungunya e a zika, além de agravos agudos, podem trazer situações crônicas. No caso a chikungunya, uma incapacidade que pode perdurar durante meses. E para zika, a grande preocupação são os casos de síndrome congênita relacionada ao vírus zika, que causa a microcefalia.”

LOC.: E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.