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Investidores-anjo: apoio a startups que vai além do dinheiro

Empresários, executivos e profissionais liberais são investidores mais comuns no país. Segundo a ONG Anjos do Brasil, existem no país cerca de 7 mil investidores-anjo, dos quais apenas 10% são mulheres

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Foto: Pixabay

Investir o seu dinheiro em uma startup pode ser uma operação de alto risco ou que traga um retorno que supera o valor investido. Afinal, começar e dar o pontapé inicial nem sempre é fácil. Como saída, muitos empreendedores recebem ajuda dos chamados investidores-anjo.

Patrícia Osório, uma das fundadoras da GVAngels, grupo de investidores-anjo formado por ex-alunos da FGV, conta que essas pessoas costumam ser empresários, executivos e profissionais liberais. O objetivo é agregar valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos, além de recursos financeiros.

“Investidor-anjo é um conceito que começou há mais de 50 anos e o nome de anjo vem porque ele é aquele investidor que entra na vida da empresa justamente como um anjo – esta é a brincadeira – para ajudar ela no momento em que ela mais precisa, que é no início da jornada. Então, além de te dar dinheiro, te complementa com conhecimento e contatos, para que você resolva problemas neste estágio inicial, que é super importante”, ressalta.

Grandes empresas, que um dia foram startups, contaram com esse tipo de investimento inicial, entre elas Apple, Google, Facebook e Buscapé, por exemplo.

Criador da startup brasiliense Octabank, que nasceu com o objetivo de relacionar o mercado financeiro tradicional com as tecnologias envolvidas no mundo das criptomoedas, Breno Rodrigues Brito recebeu um investimento-anjo da Cotidiano Aceleradora de Startups. O apoio que recebeu foi o que fez a empresa decolar.

“A ideia inicial é R$ 100 mil de investimento, para ter 5% da empresa, podendo chegar até 10%, dependendo de como baterem as metas. Esse dinheiro que a gente recebeu foi muito bom porque a gente já estava praticamente há um ano no mercado e não estava tendo resultado. Então, a gente começou a explorar novas possibilidades com isso daí e a gente investiu, viajamos várias vezes para São Paulo, encontramos alguns parceiros estratégicos, começamos a desenvolver novos projetos graças a isso daí”, conta.

Segundo a ONG Anjos do Brasil, existem no país cerca de 7 mil investidores-anjo, dos quais apenas 10% são mulheres. O investimento médio aplicado nas empresas é de 130 mil reais.
 

Cintia Moreira

Com 3 anos de formação, Cintia sempre optou pelo radiojornalismo. Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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Investir o seu dinheiro em uma startup pode ser uma operação de alto risco ou que traga um retorno que supera o valor investido. Afinal, começar e dar o pontapé inicial nem sempre é fácil. Como saída, muitos empreendedores recebem ajuda dos chamados investidores-anjo.

Patrícia Osório, uma das fundadoras da GVAngels, grupo de investidores-anjo formado por ex-alunos da FGV, conta que essas pessoas costumam ser empresários, executivos e profissionais liberais. O objetivo é agregar valor para o empreendedor com seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamentos, além de recursos financeiros.
 

“Investidor-anjo é um conceito que começou há mais de 50 anos e o nome de anjo vem porque ele é aquele investidor que entra na vida da empresa justamente como um anjo – esta é a brincadeira – para ajudar ela no momento em que ela mais precisa, que é no início da jornada. Então, além de te dar dinheiro, te complementa com conhecimento e contatos, para que você resolva problemas neste estágio inicial, que é super importante.”

Grandes empresas, que um dia foram startups, contaram com esse tipo de investimento inicial, entre elas Apple, Google, Facebook e Buscapé, por exemplo.

Criador da startup brasiliense Octabank, que nasceu com o objetivo de relacionar o mercado financeiro tradicional com as tecnologias envolvidas no mundo das criptomoedas, Breno Rodrigues Brito recebeu um investimento-anjo da Cotidiano Aceleradora de Startups. O apoio que recebeu foi o que fez a empresa decolar.
 

“A ideia inicial é R$ 100 mil de investimento, para ter 5% da empresa, podendo chegar até 10%, dependendo de como baterem as metas. Esse dinheiro que a gente recebeu foi muito bom porque a gente já estava praticamente há um ano no mercado e não estava tendo resultado. Então, a gente começou a explorar novas possibilidades com isso daí e a gente investiu, viajamos várias vezes para São Paulo, encontramos alguns parceiros estratégicos, começamos a desenvolver novos projetos graças a isso daí.”

Segundo a ONG Anjos do Brasil, existem no país cerca de 7 mil investidores-anjo, dos quais apenas 10% são mulheres. O investimento médio aplicado nas empresas é de 130 mil reais.

Reportagem, Cintia Moreira