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João Alfredo (PE) está em situação de risco para surto de dengue, zika e chikungunya

Condição persiste desde 2016, de acordo com o Levantamento Rápido de Índice de Infestação pelo vetor, o LIRAa

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Créditos: Ministério da Saúde

Febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo com coceira e dor forte nas articulações. Esses são os principais sintomas da febre chikungunya, uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A cuidadora de idosos, Maria Célia da Silva, de 40 anos, teve a doença duas vezes, em 2015. A cuidadora relata que tarefas simples, como caminhar e tomar banho, se tornaram um grande tormento. Para se recuperar, a moradora de João Alfredo precisou se afastar do trabalho por oito dias. Mesmo assim, ela afirma que as dores persistiram por mais seis meses e até hoje tem que conviver com as coceiras no corpo.

Foto: Ministério da Saúde

“Quando a doença começou, eu estava bem. Aí, fui me abaixar e meu joelho travou. Depois, foi muita dor nas juntas dos joelhos e dos pés. Não conseguia nem andar. Minha casa tem uma escada – descia sentada nos degraus. Fiquei muito vermelha, toda pintada. Minha pele passou muito tempo para ‘limpar’, pois ficou muito manchada, despelou tudo. Essa doença é muito ruim! Você fica incapacitado de fazer qualquer coisa.”

João Alfredo está em situação de risco para o surto das três doenças transmitidas pelo mosquito – dengue, zika e chikungunya – desde 2016, de acordo com o Levantamento Rápido de Índice de Infestação pelo vetor, o LIRAa. Divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 12,60%. A classificação do Ministério da Saúde indica que para estar em condições satisfatórias, o município deve apresentar índice inferior a 1%.

A condição do município acompanha o desempenho estadual. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, o número de casos notificados das três arboviroses aumentou em 2019. Até 14 de setembro, o estado registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de Zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Para impedir que novos casos dessas doenças aconteçam, a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, destaca a importância de fiscalizar constantemente possíveis focos do mosquito.

“Peço à população para ver quintais, o acúmulo de água – seja da chuva ou em caixa d’água ou outros reservatórios que não esteja coberta. Que tenha esse cuidado, junto com os profissionais de saúde, para combatermos esses mosquitos que trazem tantas doenças. É um mosquito pequeno, mas que traz doenças grandes e que podem ser fatais.”

É fundamental ter cuidado com todos os locais que possam acumular água parada independente da época do ano, pois os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por mais de um ano, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. 

Proteja sua família. Mantenha bem tampados tonéis, caixas e barris de água, feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de animais e mantenha garrafas de vidro e latinhas viradas para baixo. Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
 

Agência do Rádio



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LOC.: Febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo com coceira e dor forte nas articulações. Esses são os principais sintomas da febre chikungunya, uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A cuidadora de idosos, Maria Célia da Silva, de 40 anos, teve a doença duas vezes, em 2015. A cuidadora relata que tarefas simples, como caminhar e tomar banho, se tornaram um grande tormento. Para se recuperar, a moradora de João Alfredo precisou se afastar do trabalho por oito dias. Mesmo assim, ela afirma que as dores persistiram por mais seis meses e até hoje tem que conviver com as coceiras no corpo.

“Quando a doença começou, eu estava bem. Aí, fui me abaixar e meu joelho travou. Depois, foi muita dor nas juntas dos joelhos e dos pés. Não conseguia nem andar. Minha casa tem uma escada – descia sentada nos degraus. Fiquei muito vermelha, toda pintada. Minha pele passou muito tempo para ‘limpar’, pois ficou muito manchada, despelou tudo. Essa doença é muito ruim! Você fica incapacitado de fazer qualquer coisa.”

LOC.: João Alfredo está em situação de risco para o surto das três doenças transmitidas pelo mosquito – dengue, zika e chikungunya – desde 2016, de acordo com o Levantamento Rápido de Índice de Infestação pelo vetor, o LIRAa. Divulgado em abril deste ano, o índice do município foi de 12,60%. A classificação do Ministério da Saúde indica que para estar em condições satisfatórias, o município deve apresentar índice inferior a 1%.

A condição do município acompanha o desempenho estadual. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, o número de casos notificados das três arboviroses aumentou em 2019. Até 14 de setembro, o estado registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de Zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Para impedir que novos casos dessas doenças aconteçam, a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, destaca a importância de fiscalizar constantemente possíveis focos do mosquito.
 

"A gente precisa sempre estar olhando nossos quintais, jardins e até os locais que nós precisamos armazenar água. Se está armazenada adequadamente, bem fechadinha para que não permita a entrada do mosquito e se nos nossos jardins e quintais se tem algum tipo de depósito, para quando vier a chuva, porque isso é uma situação muito boa para a proliferação do mosquito. Sempre estar atento para esses pequenos depósitos e se possível eliminá-los".

LOC.: É fundamental ter cuidado com todos os locais que possam acumular água parada independente da época do ano, pois os ovos do mosquito são resistentes e podem sobreviver no meio ambiente por mais de um ano, bastando pouca quantidade de água para que haja a eclosão das larvas. 

Proteja sua família. Mantenha bem tampados tonéis, caixas e barris de água, feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de animais e mantenha garrafas de vidro e latinhas viradas para baixo. Lembre-se que o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.