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José Mário Schreiner (DEM-GO) defende Sistema S: “quem fala em corte não conhece o trabalho das entidades”

Parlamentar é contrário à intenção do governo federal que pode inviabilizar atuação de entidades que prestam serviços de treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica

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O deputado federal José Mário Schreiner (DEM-GO) avalia que o Sistema S traz bons resultados para o Brasil. O parlamentar é contrário à intenção do governo federal de cortar em até 50% os recursos destinados às instituições que qualificam e prestam assistência a trabalhadores de diversas categorias. Isso porque entende que “quem fala em corte não conhece o trabalho das entidades”. Representante de um estado que é movido pelo agronegócio, o deputado diz conhecer de perto o trabalho prestado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Senar, que atende e qualifica trabalhadores do campo.

“O Sistema S tem trabalhos relevantes e que, sem dúvida, governo federal, governos estaduais e muito menos governos municipais dariam conta de realizar. É um trabalho eficiente, e não é um recurso público. Quem contribui é a própria atividade: a indústria, o comércio, a agricultura e o transporte”, defendeu o deputado goiano, que também é técnico em Agronomia e Agrimensura.

O Sistema S é composto por nove instituições – SESI, SENAI, Sesc, Senac, Sest Senat, Sebrae, Senar e Sescoop – e atua, prioritariamente, nas áreas de educação básica, ensino profissionalizante, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida do trabalhador.

Outro setor relevante para a economia local, a indústria goiana emprega 306.251 trabalhadores, o que representa 20,2% do emprego formal. O salário médio pago pela indústria é de R$ 2.297,40. O setor mais importante para as exportações industriais do estado é o de alimentos, responsável por 57,33% do total exportado em 2018. Os dados são do IBGE.

“Prejuízo para os mais pobres”
Na visão do vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Francisco Cavalcante, os cortes nos recursos destinados ao Sistema S, se efetivados, vão afetar principalmente a parcela mais pobre da população. Ele foi um dos representantes do Sistema S que participaram, ao lado de parlamentares e representantes da sociedade civil, de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados para debater o papel das instituições no país. “O prejuízo seria para a camada mais pobre da população, que recebe mais permanentemente as ações do Sistema S”, afirmou Cavalcante no encontro.

Ao esclarecer a origem dos recursos das entidades que fazem parte do sistema, o diretor-geral do SENAI e diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, argumentou que a contribuição compulsória paga pelas empresas é privada, segundo o artigo 240 da Constituição Federal, ratificado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Essas instituições são administradas e mantidas pela indústria brasileira por meio de um percentual recolhido sobre a folha de pagamento de cada empresa: 1% para o SENAI e 1,5% para o SESI.

Lucchesi explicou ainda que as entidades são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU), por auditorias independentes e conselhos fiscais com a participação do governo federal. 

“É claro que estamos sempre abertos a aprimorar isso. O mais importante que vimos aqui é um amplo reconhecimento que os parlamentares têm, até porque eles escutam da sociedade sobre a excelência do trabalho de todas as instituições que compõem o Sistema S”, afirmou ele na ocasião.

“Centro de qualificação reconhecido”
O SENAI, uma das nove instituições que fazem parte do Sistema S, é responsável pela qualificação e preparação de jovens para o setor industrial e mantém 587 escolas em todos os estados e no Distrito Federal. Apenas no ano passado, mais de 2,3 milhões de matrículas foram realizadas em cursos profissionais em todo o país.

Para a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, o método integrado do SENAI deve ser visto como um exemplo a ser seguido na área educacional.

“O SENAI tem um papel extremamente importante para o Brasil. Criado na época de Getúlio Vargas, virou um centro interessante de qualificação dos trabalhadores que é reconhecido no mundo todo, citado como referência pela OIT, porque no desenho instrucional dos cursos, os eventuais futuros empregadores têm um papel”, elogiou.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: O deputado federal José Mário Schreiner (DEM-GO) avalia que o Sistema S traz bons resultados para o Brasil. O parlamentar é contrário à intenção do governo federal de cortar em até 50% os recursos destinados às instituições que qualificam e prestam assistência a trabalhadores de diversas categorias. Isso porque entende que “quem fala em corte, não conhece o trabalho das entidades”.

Representante de um estado movido pelo agronegócio, José Mário diz conhecer de perto o trabalho prestado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o SENAR, que atende e qualifica trabalhadores do campo.

TEC./SONORA: deputado federal José Mário (DEM-GO)

“O Sistema S tem trabalhos relevantes e que, sem dúvida, governo federal, governos estaduais e muito menos governos municipais dariam conta de realizar. É um trabalho eficiente, e não é um recurso público. Quem contribui é a própria atividade: a indústria, o comércio, a agricultura e o transporte.”

LOC.: O Sistema S é composto por nove instituições – SESI, SENAI, Sesc, Senac, Sest Senat, Sebrae, Senar e Sescoop – e atua, prioritariamente, nas áreas de educação básica, ensino profissionalizante, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida do trabalhador.

Outro setor relevante para a economia local, a indústria goiana emprega 306.251 trabalhadores, o que representa 20,2% do emprego formal. O salário médio pago pela indústria é de R$ 2.297,40. O setor mais importante para as exportações industriais do estado é o de alimentos, responsável por 57,33% do total exportado em 2018. Os dados são do IBGE.

Para a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, o método integrado do SENAI deve ser visto como um exemplo a ser seguido na área educacional.

TEC./SONORA: Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV
 
“O SENAI tem um papel extremamente importante para o Brasil. Criado na época de Getúlio Vargas, virou um centro interessante de qualificação dos trabalhadores que é reconhecido no mundo todo, citado como referência pela OIT, porque no desenho instrucional dos cursos, os eventuais futuros empregadores têm um papel.”

LOC.: O SENAI, uma das nove instituições que fazem parte do Sistema S, é responsável pela qualificação e preparação de jovens para o setor industrial e mantém 587 escolas em todos os estados e no Distrito Federal. Apenas no ano passado, mais de 2,3 milhões de matrículas foram realizadas em cursos profissionais em todo o país.
 
Reportagem, Sara Rodrigues