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Jovem de Blumenau tenta vaga na WorldSkills e pode defender o Brasil na Rússia

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Divulgação internet

 

Por Camila Costa

De Blumenau para a Rússia. É assim que Gabriel Panca Ribeiro, 19 anos, espera aparecer para o mundo, caso consiga carimbar o passaporte para ir à Rússia e representar o Brasil na modalidade de TI - Soluções de Software para Negócios, dentro da WorldSkills.

A competição é a maior do mundo no segmento de profissões técnicas e ocorrerá entre os dias 22 e 27 de agosto, no Centro Internacional de Exposições Kazan Expo, na Rússia. A delegação brasileira ainda aguarda a seleção de seis competidores do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), totalizando 63 integrantes na equipe do Brasil.

57 alunos são do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Gabriel Panca Ribeiro é da unidade do SENAI Blumenau e está em Brasília desde o dia 14 de janeiro para a última maratona de treinamentos, junto dos demais competidores e seus treinadores e experts.

“Hoje em dia, nós, competidores, estamos praticamente morando em Brasília. É um treinamento rígido, mas é algo compreensível, porque estamos falando de algo em nível internacional. Cada regra e questões que devemos seguir é algo que já vem de outras edições e foram vistas a partir de resultados”, observa o jovem.

O produto final que Gabriel terá que apresentar na WorldSkills é um sistema. No entanto, os detalhes e a finalidade desse sistema são surpresa, assim como todos os desafios propostos na competição. Para estar preparado, o catarinense começou com treinamentos de quatro horas por dia, que passou logo em seguida para oito horas e, no último ano, mais de 10 horas, incluindo sábado, domingo e feriados. “Comecei a viajar para outra cidade, onde meu treinador mora, e minha vida virou para a Olimpíada (do Conhecimento). Eu só trabalhava para a olimpíada”, recorda.

O treino constante tem um porquê. O gestor do projeto Brasil Kazan, José Luís Gonçalves Leitão, afirma que os jovem precisarão lidar com a pressão, trabalhar tudo ao mesmo tempo, em uma competição onde as habilidades são cobradas exaustivamente.

“Eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. A primeira questão é que eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões têm”, detalha José.

Estudos mostram que a educação profissional impacta positivamente a vida de diversos jovens no Brasil. Em 2017, cerca de 80% dos estudantes que concluíram cursos técnicos no ano passado foram inseridos no mercado de trabalho já no primeiro ano.

De acordo com levantamento do SENAI, o curso técnico é o caminho mais rápido para a inserção qualificada do jovem no mundo do trabalho e também uma opção para o trabalhador desempregado em busca de recolocação no mercado. O salário de um profissional técnico varia entre R$ 8,5 mil e R$ 12 mil.

Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o país tem potencial em educação profissional. “O Brasil tem sido representado pelo SENAI e pelo Senac, que tem as ocupações mais da área do comércio e serviços, e o Brasil fica sempre entre os primeiros colocados”, afirma.

Conheça a WorldSkills

A WorldSkills é realizada a cada dois anos e reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia e África e Pacífico Sul para disputarem medalhas em modalidades, de acordo com as profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Geralmente, o projeto de construção desafiador é inspirado em algum ponto turístico do país/cidade sede da WorldSkills, com três módulos.

Os jovens também vão precisar demonstrar habilidades individuais e coletivas para concluírem os desafios de suas ocupações dentro de seis horas. Se conquistar a vaga na equipe brasileira, durante os quatro dias de competição, Gabriel e os outros atletas terão, no máximo, 22 horas para entregarem o projeto.

Em 18 participações, o Brasil já acumulou 136 medalhas. A melhor participação brasileira na história foi em São Paulo, em 2015. Com 27 medalhas, a equipe ficou em primeiro no ranking por países.
 

Agência do Rádio



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