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Jovens de Concórdia e Seara (SC) desenvolvem meia que ajuda na circulação de sangue de astronautas

Um cirurgião cardiovascular de Concórdia está testando o equipamento em seus pacientes que apresentam problemas semelhantes aos apresentados pelos astronautas e os resultados obtidos foram positivos

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Foto: Arquivo Pessoal

Um dos principais problemas enfrentados pelos astronautas durante as viagens espaciais é a circulação de sangue, nos membros inferiores do corpo. No espaço, os fluídos tendem a se concentrar na parte de cima do corpo, desgastando músculos e ossos localizados abaixo da cintura. Essa foi a conclusão de estudo feito por alunos do SESI de Concórdia, para desenvolver uma meia que aquece e ativa a circulação. Com esse projeto, a equipe AgroRobots foi selecionada para o Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, que vai ocorrer em março, no Rio de Janeiro.

Durante o processo de criação, os alunos viram imagens de astronautas e perceberam que sempre estavam com uma espécie de meia. Após isso, passaram a tentar desvendar o porquê disso. Após a leitura de 300 artigos científicos sobre o assunto, os estudantes notaram que o adereço protegia os membros inferiores do frio. E isso é uma consequência do sangue circular em maior quantidade na parte de cima do corpo em viagens espaciais. É o que explica a instrutora de Robótica do Serviço Social da Indústria (SESI) de Santa Catarina em Concórdia e técnica da AgroRobots, Jandira Saiba. 

“Eles observaram que a circulação sanguínea dos astronautas é um fato que chama bastante a atenção e que eles sofrem bastante no espaço. Em função da microgravidade zero, os astronautas, a circulação deles é bem complicada. Porque como não tem gravidade, ela sobe para a parte superior do corpo. Aí, eles têm náuseas e dor de cabeça”, explica. 

Depois de notar o problema, os integrantes da AgroRobots estudaram como melhorar a circulação sanguínea dos astronautas enquanto estão em órbita. Ao analisarem empresas da região de Concórdia, os jovens se depararam com uma empresa que trabalha com turmalina negra, uma pedra capaz de carregar eletricamente de forma natural. Ao ser colocada em contato direto com o corpo, é capaz de aquecer e ativar a circulação sanguínea. A técnica da equipe, Jandira Saiba, explica mais.

“Essa meia tem uma espuma e, dentro da espuma, tem turmalina negra. E no tecido ao redor da meia tem infravermelho, no próprio tecido. Então, na parte de baixo do pé, que é onde eles observaram que tem as veias, e na panturrilha”, explica. 

Um cirurgião cardiovascular de Concórdia está testando o equipamento em seus pacientes que apresentam problemas semelhantes aos apresentados pelos astronautas e os resultados obtidos foram positivos, relata Jandira. Agora, para saber se o adereço funciona no espaço, os integrantes da equipe estão em contato com estudantes da PUC de Porto Alegre.

O torneio

O desafio da temporada do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League deste ano, “Into Orbit”, explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. Crianças e jovens de 9 a 16 anos podem participar da competição.

O Gerente de Novos Negócios e Parcerias do SESI de Santa Catarina, Fabiano Bachmann, destaca a importância do ensino da robótica para os jovens catarinenses. “A robótica educacional desperta o estudante para áreas que até então talvez ele não tenha percebido ainda a importância e o impacto nas nossas vidas. Então a robótica permite um despertar de uma atenção precoce para temas como engenharias, ciências, matemáticas”, afirma. 

AgroRobots

A AgroRobots é uma equipe de robótica de Concórdia. O grupo foi criado há três anos e o nome é uma homenagem às agroindústrias da região. Seis alunos e um suplente, com idades entre 12 e 14 anos, das cidades de Concórdia e Seara, integram o time. Alguns chegam a se deslocar cerca de 70 quilômetros para participar dos treinos, que acontecem durante oficinas de robótica oferecidas no SESI da cidade. 

Ana Clara Martelo tem 14 anos e é uma das integrantes da AgroRobots. Para ela, é fantástico criar um produto que pode ser utilizado por astronautas. “Eu acho isso algo muito especial porque o objetivo é que ela seja realmente usada. Então sentir que algo que eu fiz junto com a minha equipe seja usado por pessoas que estão fora da Terra, pessoas que fazem um trabalho importante, é algo muito gratificante”, declara.

Foto: Divulgação FIESC

Quer saber mais sobre robótica?

Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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LOC.: Você sabia que um dos principais problemas enfrentados pelos astronautas durante as viagens espaciais é a circulação de sangue na cintura, perna e pés? Os alunos da equipe de robótica AgroRobots, de Concórdia e de Seara (SC), estudaram imagens de astronautas e perceberam que sempre protegiam os membros inferiores com meias e passaram a tentar desvendar o porquê disso. 

Após a leitura de 300 artigos científicos, os estudantes descobriram que o sangue circula em maior quantidade na parte de cima do corpo, durante viagens espaciais. Depois de tal conclusão, os integrantes da equipe analisaram como melhorar a circulação sanguínea. Eles desenvolveram uma meia para astronautas – projeto que irão apresentar em março, no Rio de Janeiro, na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League. 

Ao analisarem empresas da região de Concórdia, os jovens se depararam com uma empresa que trabalha com turmalina negra, uma pedra capaz de carregar eletricamente de forma natural. Ao ser colocada em contato direto com o corpo, é capaz de aquecer e ativar a circulação sanguínea. A técnica da equipe, Jandira Saiba, explica como funciona o processo.

TEC./SONORA: Jandira Saiba, diretora da equipe AgroRobots 
 

“Essa meia tem uma espuma e, dentro da espuma, tem turmalina negra. E no tecido ao redor da meia, tem infravermelho, no próprio tecido. Então, na parte de baixo do pé, que é aonde eles observaram que tem as veias, e na panturrilha.”

LOC.: O desafio da temporada do torneio de robótica deste ano, “Into Orbit”, explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. Crianças e jovens de 9 a 16 anos podem participar da competição.

Ana Clara Martelo tem 14 anos e é uma das integrantes da AgroRobots. Para ela, é ‘gratificante criar um produto que poderá ser utilizado por astronautas. 

TEC./SONORA: Ana Clara Martelo, integrante da equipe AgroRobots 
 

“Eu acho isso algo muito especial, porque o objetivo é que ela seja realmente usada. Então sentir que algo que eu fiz junto com a minha equipe seja usado por pessoas que estão fora da Terra, pessoas que fazem um trabalho importante, é algo muito gratificante.”

LOC.: A etapa nacional do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League será disputada no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de março. Seis equipes de Santa Catarina irão representar o estado na competição.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes