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Jovens de Maceió (AL) desenvolvem calça para combater atrofia muscular em astronautas

A Roboben equipe é composta por cinco integrantes, com idades entre 15 e 16 anos, que cursam o ensino médio integrado com cursos técnicos na unidade integrada do Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Benedito Bentes, em Maceió

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Foto: Arquivo Pessoal

Entre os problemas enfrentados por astronautas durante missões espaciais, está a atrofia muscular, ocasionada pela baixa circulação de sangue nos membros inferiores do corpo. A microgravidade do espaço faz o sangue circular em maior quantidade na parte de cima do corpo. 

Pensando nisso, a equipe Roboben, de Maceió (AL), desenvolveu uma calça com eletroestimulação para prevenir a diminuição dos músculos das pernas. 

É o que explica o técnico do grupo, Eduardo Teixeira. “A gente acabou descobrindo na fisioterapia, a eletroestimulação. E a equipe desenvolveu uma calça onde o astronauta passa a vestir essa calça e tem o acionamento do eletrodo, ele vai ligar o eletrodo, e vai promover uma eletroestimulação em um tempo de 15 minutos com intervalo. Depois mais 15 minutos. Ele faz três sessões. E isso pode ser até feito durante os momentos em que ele está trabalhando ou no momento em que ele está fazendo atividade física dentro da estação espacial”, afirma. 

A equipe vai apresentar essa inovação na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, a ser disputada na cidade do Rio de Janeiro. 

Os integrantes apresentaram o projeto para a pesquisadora e referência em medicina espacial Thais Russomano. Ela validou a ideia e explicou como que os jovens poderiam testar o equipamento. A dificuldade do grupo foi realizar o teste em condições parecidas com a microgravidade. “Ela passou uma técnica bem simples. A pessoa que estiver utilizando a calça ficar deitada em uma posição em uma angulação de seis graus, com a cabeça nessa parte mais baixa e as pernas erguidas. E assim a gente consegue ter uma circulação sanguínea voltada para a cabeça e o tronco. Utilizando a calça de eletroestimulação a gente consegue tentar normalizar esse ciclo sanguíneo”, explica Eduardo Teixeira. 

Foto: Arquivo Pessoal

A Roboben equipe é composta por cinco integrantes, com idades entre 15 e 16 anos, que cursam o ensino médio integrado com cursos técnicos na unidade integrada do Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Benedito Bentes, em Maceió. 

Rosalvo Francino, de 16 anos, é integrante da equipe. Ele destaca alguns dos aspectos positivos que adquiriu com a robótica. “Me ajudou a deixar a timidez e a ansiedade de lado, melhorar minha postura de apresentação e até mesmo enfrentar desafios, seja desde aprender a programar um robô, até elaborar um projeto científico, que poderá beneficiar a vida dos astronautas no espaço”, disse. 

O torneio

O desafio da temporada do Torneio SESI de Robótica First Lego League deste ano, “Into Orbit”, explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. Crianças e jovens de 9 a 16 anos podem participar da competição.

O SESI investe em programas de robótica desde 2006, é o responsável pela realização do torneio no Brasil. Cada equipe deve ter obrigatoriamente dois treinadores: técnico e mentor; e dois a 10 competidores. As equipes precisam resolver um conjunto de problemas do mundo real vivenciados por profissionais como cientistas e engenheiros. 

Quer saber mais sobre robótica?

Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/
 

Paulo Henrique

Formado em Jornalismo e com Pós-Graduação em Gestão da Comunicação nas Organizações, possui experiência em redações e assessorias, atuou como estagiário na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no Portal R7 e na ASCOM da Câmara dos Deputados. Depois de formado, foi Assessor de Comunicação do Instituto de Migrações e Direitos Humanos e atualmente é repórter na Agência do Rádio.


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LOC.:  Entre os problemas enfrentados por astronautas durante missões espaciais, está a atrofia muscular, ocasionada pela baixa circulação de sangue nos membros inferiores do corpo. A microgravidade do espaço faz o sangue circular em maior quantidade na parte de cima do corpo.

Pensando nisso, alunos da rede SESI/SENAI de Maceió (AL), desenvolveram uma calça com eletroestimulação. Assim, a roupa tecnológica pode prevenir a diminuição dos músculos das pernas de astronautas enquanto estiverem no espaço. 

É o que explica o técnico do grupo, Eduardo Teixeira.

TEC./SONORA: Eduardo Teixeira, técnico 
 

“A gente acabou descobrindo na fisioterapia, a eletroestimulação. E a equipe desenvolveu uma calça onde o astronauta passa a vestir essa calça e tem o acionamento do eletrodo, ele vai ligar o eletrodo, e vai promover uma eletroestimulação em um tempo de 15 minutos com intervalo. Depois mais 15 minutos. Ele faz três sessões. E isso pode ser até feito durante os momentos em que ele está trabalhando ou no momento em que ele está fazendo atividade física dentro da estação espacial.”

LOC.: A calça de eletroestimulação para astronautas será apresentada na etapa nacional do Torneio SESI de Robótica FIRST® LEGO® League, a ser disputada na cidade do Rio de Janeiro, em março.

A equipe é composta por cinco integrantes, com idades entre 15 e 16 anos, que cursam o ensino médio integrado com cursos técnicos na unidade integrada SESI/SENAI Benedito Bentes, em Maceió. Rosalvo Francino, de 16 anos, é um deles. Ele destaca alguns dos aspectos positivos que adquiriu com a robótica. 

TEC./SONORA: Rosalvo Francino, estudante
 

“A robótica superou minhas expectativas. Me ajudou a deixar a timidez e a ansiedade de lado, melhorar minha postura de apresentação e até mesmo enfrentar desafios, seja desde aprender a programar um robô, até elaborar um projeto científico, que poderá beneficiar a vida dos astronautas no espaço”.

LOC.: O desafio da temporada do Torneio SESI de Robótica First Lego League deste ano explora a temática espacial, envolvendo satélites, comunicação, sobrevivência e aspectos psicológicos em que os astronautas estão sujeitos em uma viagem espacial. Crianças e jovens de 9 a 16 anos podem participar da competição.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes