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JUCATI (PE): Em situação de risco para dengue, zika e chikungunya há cinco anos, armazenamento incorreto de água é principal problema a ser enfrentado na cidade

Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a taxa que mede a presença do mosquito chegou a 8,40% nos imóveis pesquisados na cidade em 2019

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Foto: Ministério da Saúde

Há cinco anos, o panorama de Jucati é o mesmo. De 2015 para cá, o município permanece em situação de risco para infestação do mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a taxa que mede a presença do mosquito chegou a 8,40% nos imóveis pesquisados na cidade em 2019.

Por isso, os cuidados para evitar que o mosquito se reproduza devem ser constantes. Não deixar água parada em recipientes que podem se tornar criadouros do inseto podem evitar casos como o de Maria Lucineide dos Santos, de 46 anos.

A agricultora, que mora na zona rural de Jucati, teve chikungunya e conta que sofreu muito com a doença. Mesmo com os medicamentos, ela diz que até hoje convive com dores.   

“Eu comecei a sentir muitas dores no corpo, febre, dores de cabeça e eu fiquei sem conseguir me movimentar por uma semana. Eu não conseguia nem vestir minha própria roupa. Depois de uma semana eu passei a me sentir melhor, mas ainda com muita dor no corpo. Continuei tomando medicamento e melhorei. Três meses depois eu tive uma recaída. Voltaram os mesmos sintomas, dor de cabeça, febre e bastante dor no corpo. Até hoje sinto dores, principalmente nos joelhos”, conta.

A realidade de Jucati não é diferente no resto do estado. O número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou, este ano, em Pernambuco. Até 14 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, o principal fator que contribui para esses números é o armazenamento inadequado, principalmente em municípios do Nordeste em que os moradores estocam água dentro de casa por conta da seca. Ela ressalta que é preciso redobrar alguns cuidados para evitar focos do mosquito.

“Precisamos sempre olhar nossos quintais, jardins e até os locais que precisamos armazenar água, para sabermos se está armazenado corretamente, de forma que não permita a entrada do mosquito. Precisamos verificar se não tem nenhum depósito que vire um criadouro do mosquito quando vier a época de chuva. Aqui, quando chove, geralmente em seguida vem o sol, criando uma situação muito favorável para a proliferação do mosquito. Devemos estar atentos a esses possíveis depósitos e eliminá-los”, afirma.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
 

Agência do Rádio



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LOC.: Há cinco anos, o panorama de Jucati é o mesmo. De 2015 para cá, o município permanece em situação de risco para infestação do mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya. Segundo o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), a taxa que mede a presença do mosquito chegou a 8,40% nos imóveis pesquisados na cidade em 2019.

Por isso, os cuidados para evitar que o mosquito se reproduza devem ser constantes. Não deixar água parada em recipientes que podem se tornar criadouros do inseto podem evitar casos como o de Maria Lucineide dos Santos, de 46 anos.

A agricultora, que mora na zona rural de Jucati, teve chikungunya e conta que sofreu muito com a doença. Mesmo com os medicamentos, ela diz que até hoje convive com dores.   
 

“Eu comecei a sentir muitas dores no corpo, febre, dores de cabeça e eu fiquei sem conseguir me movimentar por uma semana. Eu não conseguia nem vestir minha própria roupa. Depois de uma semana eu passei a me sentir melhor, mas ainda com muita dor no corpo. Continuei tomando medicamento e melhorei. Três meses depois eu tive uma recaída. Voltaram os mesmos sintomas, dor de cabeça, febre e bastante dor no corpo. Até hoje sinto dores, principalmente nos joelhos”.

LOC.: A realidade de Jucati não é diferente no resto do estado. O número de casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentou, este ano, em Pernambuco. Até 14 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde registrou um crescimento de 160% nos casos notificados de dengue, 175,8% nos de zika e 134% nos de chikungunya, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Para a gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde, Claudenice Pontes, o principal fator que contribui para esses números é o armazenamento inadequado, principalmente em municípios do Nordeste em que os moradores estocam água dentro de casa por conta da seca. Ela ressalta que é preciso redobrar alguns cuidados para evitar focos do mosquito.
 

“Precisamos sempre olhar nossos quintais, jardins e até os locais que precisamos armazenar água, para sabermos se está armazenado corretamente, de forma que não permita a entrada do mosquito. Precisamos verificar se não tem nenhum depósito que vire um criadouro do mosquito quando vier a época de chuva. Aqui, quando chove, geralmente em seguida vem o sol, criando uma situação muito favorável para a proliferação do mosquito. Devemos estar atentos a esses possíveis depósitos e eliminá-los.”

LOC.: E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você. Aqui vão algumas recomendações do Ministério da Saúde para a limpeza dos reservatórios de água. É importante mantê-los sempre tampados. A limpeza deve ser periódica, com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Segundo o ministério, esse cuidado é essencial porque os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco.

Dengue, chikungunya e zika podem matar. Caso queira denunciar focos do mosquito, procure a prefeitura da sua cidade. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.