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Macacão criado por adolescentes de Patos (PB) pode melhorar articulação de astronautas

Estudantes de Patos são classificados para etapa nacional de Torneio de Robótica

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Estudantes da escola SESI Patos, no bairro do Salgadinho, criaram um tipo de macacão que pode ajudar viajantes espaciais a não ficarem com os ossos e a circulação sanguínea tão debilitada. Os estudantes são chamados de Legonautas, e fizeram esse projeto como resposta a um desafio feito pelo Torneio de Robótica organizado pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO. 

Durante as pesquisas, os alunos descobriram que, quando vão para o espaço, os astronautas acabam perdendo massa óssea e têm problemas na circulação do sangue quando voltam para a Terra. A ideia principal era que esse macacão ajudasse na sustentação dos ossos, porque ele teria um tipo de tecnologia que simularia uma gravidade maior que zero. 

O técnico da Legonautas, professor Daniel Dantas, explica que os integrantes da equipe amadureceram muito rápido quando começaram a trabalhar nas pesquisas, e também estão mais determinados sobre o que querem para o futuro. 

“Desde o nosso primeiro ano, que nós começamos a ter essa disciplina [robótica] no nosso currículo, a gente percebe que os estudantes que fazem parte da equipe de robótica procuram cursos na área de exatas. Isso os e ainda ajuda na escolha da nova profissão”, conta Dantas.

A equipe foi classificada na etapa regional do torneio, que ocorreu em Recife, em dezembro. Desde então, os alunos têm se encontrado para fazer melhorias no projeto e ter uma nota melhor na etapa nacional, que será em março no Rio de Janeiro. 

O aluno Diogo Vieira, 16 anos, está no terceiro ano do ensino médio. Essa é a última vez que ele vai participar do Torneio de Robótica. A expectativa é de conseguir garantir um lugar na etapa mundial.
“Nesses projetos de pesquisa, a gente faz vários avanços e vai à fundo mesmo. Eu entendi do corpo humano, como funciona, tive curiosidades sobre minha panturrilha. Aprendi sobre astronautas, coisas que você não encontra na sala de aula comumente”, conta o adolescente. 

Torneio de Robótica
No início de 2018, a empresa LEGO em parceria com o SESI desafiou estudantes das escolas brasileiras com o tema “Into Orbit”. A ideia era que cada equipe inscrita no torneio de robótica pudesse desenvolver alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais. 

De outubro a dezembro do ano passado, foram realizadas etapas regionais para selecionar as melhores propostas e trabalhos. Os alunos escolhidos vão participar da etapa nacional entre 15 e 17 de março. Os melhores colocados podem garantir uma vaga no torneio mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

Quer saber mais sobre robótica?

Acesse: http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica/

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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LOC.: Foi em Patos (PB) que estudantes do SESI criaram um macacão para astronautas que pode ficar conhecido no mundo inteiro. Quando eles se inscreveram para o torneio de robótica, organizado aqui no Brasil pelo SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO, eles receberam o desafio de criar um projeto que ajudasse no bem-estar de viajantes espaciais e melhorasse nas pesquisas sobre o universo. 

A equipe, que é chamada de “Legonautas”, começou a pesquisar e descobriu que muitos astronautas tinham problemas nos ossos e na circulação sanguínea quando voltavam à Terra. Eles pensaram, então em criar um macacão que simulasse a gravidade zero, e dessa forma, os viajantes não teriam problemas ao voltar para casa. 

O projeto foi tão bem recebido pelos avaliadores, que agora vai concorrer na etapa nacional, no Rio de Janeiro. Aos 16 anos, Diogo Vieira está no último ano do ensino médio. Ele conta que foi uma experiência maravilhosa, e agora está na esperança de chegar também à etapa mundial do torneio. 

TEC./SONORA: Diogo Vieira, estudante 

“Nesses projetos de pesquisa, a gente faz vários avanços e vai à fundo mesmo. Eu entendi do corpo humano, como funciona, tive curiosidades sobre minha panturrilha. Aprendi sobre astronautas, coisas que você não encontra na sala de aula comumente.”
 

LOC.: O técnico da equipe Legonautas, Daniel Dantas, explica que foi um momento importante para que os alunos amadurecessem em conhecimento e também na vida pessoal. Muitos deles, já sabem até o que querem para o futuro. 

TEC./SONORA: Daniel Dantas, técnico
 
“Desde o nosso primeiro ano, que nós começamos a ter essa disciplina no nosso currículo, a gente percebe que os estudantes que fazem parte da equipe de robótica procuram cursos na área de exatas. Engenharias, engenharia de software. Isso os eles e ainda ajuda na escolha da nova profissão.”
 

LOC.: A final do Torneio SESI de Robótica será entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. Os alunos que forem selecionados, serão finalistas da competição mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

Reportagem, Sara Rodrigues