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MAJOR ISIDORO (AL): Município continua em situação de risco para surto de chikungunya, dengue e zika

Febre e dores intensas nas juntas. Esses são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável por transmitir dengue e zika.

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Foto: Flickr

Febre e dores intensas nas juntas. Esses são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável por transmitir dengue e zika. Foi o que sentiram os quatro funcionários do Pereira Auto Motos, localizado no centro de Major Isidoro. Um deles foi o Rodrigo Lima, de 33 anos. O balconista teve chikungunya há quatro anos e conta que ficou “muito debilitado”. Precisou se ausentar do trabalho durante a recuperação. 

“Senti dores nas articulações, febre, tontura e fiquei com o corpo vermelho também. Tinha que ficar deitado, de repouso. Não conseguia andar muito bem.”

O tempo passou e a situação do município continua a preocupar autoridades de saúde locais. Isso porque, desde 2013, Major Isidoro está em situação de risco de surto das três enfermidades, como mostra o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O cenário é o mesmo no município vizinho, Taquarana, localizado a 85 km.  

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado de Alagoas, este ano, registrou aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – das três doenças transmitidas pelo mosquito, comparando com o mesmo período do ano passado. Os casos prováveis de dengue aumentaram 981,4%, os de zika 424,6% e os de chikungunya 1.011,6%.

A superintendente de vigilância em saúde de Alagoas, Cristina Rocha, explica que a preocupação é ainda maior com os casos de dengue. Em 2019, já foram mais seis mil casos suspeitos em todo o estado. Cristina também sugere ações que podem ser feitas para eliminar o mosquito.

“É importante que a gente saiba de todas as mazelas que um mosquitinho pode trazer. A gente tem a chikungunya, que é uma doença que incapacita. Tem a questão da zika, que foi uma epidemia. Mas o que mais nos atormenta, anualmente, é a dengue. É preciso estar atento aos sinais e sintomas para não deixar que se espalhe. Depois que a transmissão se instala, tem muito pouco o que fazer. Temos que combater a origem – o ovo e larva –, limpando possíveis criadouros dentro das nossas casas e ficar atentos ao acúmulo de lixo nos arredores.”

Como os sintomas das três doenças são muito similares no início: febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náusea, manchas vermelhas no corpo, é importante procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados. É o que recomenta a diretora de vigilância em saúde. 

“Os sintomas são muito parecidos. Se orienta buscar uma Unidade Básica de Saúde. Esses sintomas são cuidados, inicialmente, na UBS. Nas unidades de referência, nos hospitais de infectologia, só devem ir os casos mais graves. Então, se você tem essa sintomatologia, que é comum das chamadas viroses, é buscar o atendimento na unidade básica e cuidar da hidratação.”

Fique atento e não deixe água parada. A recomendação é tirar um dia da semana para fiscalizar e eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro de casa, como garrafas, vasos de flores, caixas d’água e baldes.
Lembre-se de que o combate começa por você. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.
 

Agência do Rádio



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LOC.: Febre e dores intensas nas juntas. Esses são alguns dos sintomas da chikungunya, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável por transmitir dengue e zika. Foi o que sentiram os quatro funcionários do Pereira Auto Motos, localizado no centro de Major Isidoro. Um deles foi o Rodrigo Lima, de 33 anos. O balconista teve chikungunya há quatro anos e conta que ficou “muito debilitado”. Precisou se ausentar do trabalho durante a recuperação. 

TEC./SONORA: Rodrigo Gomes Lima, balconista 

“Senti dores nas articulações, febre, tontura e fiquei com o corpo vermelho também. Tinha que ficar deitado, de repouso. Não conseguia andar muito bem.”
 

LOC.: O tempo passou e a situação do município continua a preocupar autoridades de saúde locais. Isso porque, desde 2013, Major Isidoro está em situação de risco de surto das três enfermidades, como mostra o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O cenário é o mesmo no município vizinho, Taquarana, localizado a 85 km.  

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado de Alagoas, este ano, registrou aumento no número de casos prováveis – que reúne os confirmados e os suspeitos – das três doenças transmitidas pelo mosquito, comparando com o mesmo período do ano passado. Os casos prováveis de dengue aumentaram 981,4%, os de zika 424,6% e os de chikungunya 1.011,6%.

A superintendente de vigilância em saúde de Alagoas, Cristina Rocha, explica que a preocupação é ainda maior com os casos de dengue. Em 2019, já foram mais seis mil casos suspeitos em todo o estado. Cristina também sugere ações que podem ser feitas para eliminar o mosquito.
 

TEC./SONORA: Cristina Rocha, superintendente de vigilância em saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas

“É importante que a gente saiba de todas as mazelas que um mosquitinho pode trazer. A gente tem a chikungunya, que é uma doença que incapacita. Tem a questão da zika, que foi uma epidemia. Mas o que mais nos atormenta, anualmente, é a dengue. É preciso estar atento aos sinais e sintomas para não deixar que se espalhe. Depois que a transmissão se instala, tem muito pouco o que fazer. Temos que combater a origem – o ovo e larva –, limpando possíveis criadouros dentro das nossas casas e ficar atentos ao acúmulo de lixo nos arredores.”
 

 LOC.: Como os sintomas das três doenças são muito similares no início: febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náusea, manchas vermelhas no corpo, é importante procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados. É o que recomenta a diretora de vigilância em saúde. 

TEC./SONORA: Cristina Rocha, diretora de vigilância em saúde

“Os sintomas são muito parecidos. Se orienta buscar uma Unidade Básica de Saúde. Esses sintomas são cuidados, inicialmente, na UBS. Nas unidades de referência, nos hospitais de infectologia, só devem ir os casos mais graves. Então, se você tem essa sintomatologia, que é comum das chamadas viroses, é buscar o atendimento na unidade básica e cuidar da hidratação.”
 

LOC.: Fique atento e não deixe água parada. A recomendação é tirar um dia da semana para fiscalizar e eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro de casa, como garrafas, vasos de flores, caixas d’água e baldes.
Lembre-se de que o combate começa por você. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.