Menu

MARANHÃO: 1,3 mil prematuros já receberam leite materno doado, entre janeiro e maio

Desde janeiro até o momento, 1.355 prematuros receberam leite materno doado por mais de mil mães maranhenses.

Banners

Quando Bianca Pereira, de 29 anos, terminou a faculdade e abriu seu próprio negócio, ela se apaixonou e decidiu ser mãe. Morando na Cidade Operária, ela engravidou de Nicolas, que nasceu com muita saúde. Por conta de mitos que escutou durante a vida, Bianca acreditava que o tamanho dos seus seios poderia interferir na amamentação, mas ela descobriu que isso não era verdade, e passou a ter muito leite. O suficiente não apenas para o filho, mas também para ajudar outros recém-nascidos. 

Foi aí que a empresária se tornou uma doadora de leite materno. Nicolas, atualmente tem seis meses, e Bianca consegue ofertar, por semana, seis vidros cheios do seu leite.

“Eu fico muito feliz e me sinto bem quando faço isso. Eu até converso com o meu marido: ‘poxa, olha o tanto de criança que está precisando desse leite, e eu poderia estar jogando fora porque o Nicolas não dá conta.”

Desde janeiro até o momento, 1.355 prematuros receberam leite materno doado por mais de mil mães maranhenses. Os dados são da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), da Fiocruz. No Brasil, em 2018, foram coletados 186 mil litros, porém, esse número representa apenas 55% da real demanda. 

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), Irenildes Rodrigues, explica porque é tão importante que os bebês internados nas unidades neonatais recebam o leite humano. 

“O leite humano vai muito além de ser um alimento, ele protege a criança de infecções, diarreias e alergias, por exemplo. Seria muito importante que fosse o leite da própria mãe para o filho, uma doação direcionada. Só que a fabricação do leite é por meio de hormônios, que são estimulados pela sucção do bebê. Como as mães dos prematuros demoram até dois ou três meses para que o bebê tenha peso para ir para o peito, e eles precisam ser alimentados pelo leite humano, aí entra a doação.”

Para ser uma doadora, é necessário ser uma mulher saudável,  apresentar bons resultados nos exames de pré-natal e não estar tomando medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Além disso, a mãe deve saber que o leite doado não fará falta para seu bebê. 

Quem tem interesse pode entrar em contato pelo telefone (98) 3245-2757, que é o da unidade de referência em aleitamento materno no Maranhão. Neste número, a mãe receberá todas as informações, e após um cadastro receberá o material para ordenhar o leite. Semanalmente, profissionais da saúde vão buscar na casa da doadora os vidros com leite materno. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse: www.saude.gov.br/doacaodeleite. 

Agência do Rádio



Cadastre-se

LOC.: Quando Bianca Pereira, de 29 anos, terminou a faculdade e abriu seu próprio negócio, ela se apaixonou e decidiu ser mãe. Morando na Cidade Operária, ela engravidou de Nicolas, que nasceu com muita saúde. Por conta de mitos que escutou durante a vida, Bianca acreditava que o tamanho dos seus seios poderia interferir na amamentação, mas ela descobriu que isso não era verdade, e passou a ter muito leite. O suficiente não apenas para o filho, mas também para ajudar outros recém-nascidos. 

Foi aí que a empresária se tornou uma doadora de leite materno. Nicolas, atualmente tem seis meses, e Bianca consegue ofertar, por semana, seis vidros cheios do seu leite.

TEC./SONORA: Bianca Pereira, 29 anos, empresária. 

“Eu fico muito feliz e me sinto bem quando faço isso. Eu até converso com o meu marido: ‘poxa, olha o tanto de criança que está precisando desse leite, e eu poderia estar jogando fora porque o Nicolas não dá conta.”
 

LOC.: Desde janeiro até o momento, 1.355 prematuros receberam leite materno doado por mais de mil mães maranhenses. Os dados são da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), da Fiocruz. No Brasil, em 2018, foram coletados 186 mil litros, porém, esse número representa apenas 55% da real demanda. 

A coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), Irenildes Rodrigues, explica porque é tão importante que os bebês internados nas unidades neonatais recebam o leite humano. 

TEC./SONORA: Irenildes Rodrigues, coordenadora do Banco de Leite Humano da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA)

“O leite humano vai muito além de ser um alimento, ele protege a criança de infecções, diarreias e alergias, por exemplo. Seria muito importante que fosse o leite da própria mãe para o filho, uma doação direcionada. Só que a fabricação do leite é por meio de hormônios, que são estimulados pela sucção do bebê. Como as mães dos prematuros demoram até dois ou três meses para que o bebê tenha peso para ir para o peito, e eles precisam ser alimentados pelo leite humano, aí entra a doação.”

LOC.: Para ser uma doadora, é necessário ser uma mulher saudável,  apresentar bons resultados nos exames de pré-natal e não estar tomando medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Além disso, a mãe deve saber que o leite doado não fará falta para seu bebê. 

Quem tem interesse pode entrar em contato pelo telefone (98) 3245-2757, que é o da unidade de referência em aleitamento materno no Maranhão. Neste número, a mãe receberá todas as informações, e após um cadastro receberá o material para ordenhar o leite. Semanalmente, profissionais da saúde vão buscar na casa da doadora os vidros com leite materno. 

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse: www.saude.gov.br/doacaodeleite.