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Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio negociado desde 1999

No twitter, Bolsonaro comemorou a realização do acordo, que era discutido há pelo menos 20 anos

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Foto: Delegação brasileira em Bruxelas para o fechamento do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia - Ministério das Relações Exteriores

O Mercado Comum do Sul, o Mercosul, e a União Europeia (UE) fecharam, nesta sexta-feira (28), um acordo de livre comércio entre os dois blocos. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto de US$ 87,5 bilhões em 15 anos. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O acordo, fechado em Bruxelas, na Bélgica, contou uma delegação brasileira composta por representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e do Ministério da Economia.

As negociações sobre este acordo tiveram início em 1999, pelos integrantes do Mercosul, ou seja, pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e pelos países da União Europeia. Depois disso, as conversas foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.

Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel.
Ao ser questionada sobre quotas, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que não gostaria de entrar no assunto, porque elas ainda serão publicadas, mas garantiu que houveram ganhos dos dois lados.

“É um acordo. Em muitas coisas nós ganhamos em volume e, em outras, nós ganhamos em tarifas, entre a cota zero, em muitos casos; outros diminuíram-se as tarifas existentes que existiam, enfim, eu só posso dizer o seguinte: houveram ganhos dos dois lados. Não existe acordo que só um ganha. É claro que nós ganhamos em algumas coisas mais, outros menos, e o interesse não era do Brasil só, o interesse é do Mercosul. Tinha que ser acomodado e discutido interesses da Argentina, do Uruguai e do Paraguai e do Brasil, naturalmente”, comentou.

Por meio do Twitter, o presidente Jair Bolsonaro, disse que o fechamento do acordo foi histórico E que esse será um dos tratados comerciais mais importantes de todos os tempos.

O acordo cobre tanto assuntos tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual. Com isto, os exportadores brasileiros vão ter ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.
 

Cintia Moreira

Com 3 anos de formação, Cintia sempre optou pelo radiojornalismo. Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.


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O Mercado Comum do Sul, o Mercosul, e a União Europeia (UE) fecharam, nesta sexta-feira (28), um acordo de livre comércio entre os dois blocos. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto de US$ 87,5 bilhões em 15 anos. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O acordo, fechado em Bruxelas, na Bélgica, contou uma delegação brasileira composta por representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e do Ministério da Economia.

As negociações sobre este acordo tiveram início em 1999, pelos integrantes do Mercosul, ou seja, pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e pelos países da União Europeia. Depois disso, as conversas foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.

Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel.

Ao ser questionada sobre quotas, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que não gostaria de entrar no assunto, porque elas ainda serão publicadas, mas garantiu que houveram ganhos dos dois lados.
 

“É um acordo. Em muitas coisas nós ganhamos em volume e, em outras, nós ganhamos em tarifas, entre a cota zero, em muitos casos; outros diminuíram-se as tarifas existentes que existiam, enfim, eu só posso dizer o seguinte: houveram ganhos dos dois lados. Não existe acordo que só um ganha. É claro que nós ganhamos em algumas coisas mais, outros menos, e o interesse não era do Brasil só, o interesse é do Mercosul. Tinha que ser acomodado e discutido interesses da Argentina, do Uruguai e do Paraguai e do Brasil, naturalmente.”

Por meio do Twitter, o presidente Jair Bolsonaro, disse que o fechamento do acordo foi histórico E que esse será um dos tratados comerciais mais importantes de todos os tempos.

O acordo cobre tanto assuntos tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual. Com isto, os exportadores brasileiros vão ter ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.

Reportagem, Cintia Moreira