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Método que usa bactéria para reduzir transmissão do mosquito da dengue é usado em Niterói

Os chamados “mosquitos do bem” consistem em vetores contaminados com a bactéria Wolbachia e é uma medida complementar de prevenção

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Créditos: Erasmo Salomão / ASCOM MS

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve nesta segunda-feira (2), em Niterói (RJ), na ação de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação ocorreu na Clínica Comunitária da Familia, onde foram liberados os chamados “mosquitos do bem”, que consistem em vetores contaminados com a bactéria Wolbachia. Essa bactéria reduz a capacidade de transmissão de doenças que afetam os seres humanos.

O governo federal já investiu, em 2019, aproximadamente 22 milhões de reais no método Wolbachia. Quem coordena a ação com a bactéria no Brasil é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, responsável por trazer o método para o Brasil, dá mais detalhes de como esse procedimento pode combater a proliferação do mosquito da dengue.

“A ideia do método é fazer uma série de liberações de mosquitos a cada semana, por cerca de 16 a 20 semanas em uma determinada localidade. Então, ao liberar esses mosquitos contendo a bactéria, eles vão cruzar com os mosquitos locais e a fêmea do mosquito passa, através dos ovos, para todos os seus descendentes. Então, com o tempo, aquela população vai ser toda substituída por mosquitos que contenham a Wolbachia.”

Moreira ressalta ainda que a medida é complementar às demais ações de prevenção e lembra que a população deve manter os esforços para o combater o inseto, como manter recipientes limpos e sem água parada.

O Wolbachia já foi utilizado em 28 bairros do Rio de Janeiro e 33 de Niterói. A estimativa é que mais de um milhão de pessoas já tenham sido beneficiadas pelo método.

O Ministério da Saúde deve apoiar, no próximo ano, a soltura de mosquitos com Wolbachia nas cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Petrolina, em Pernambuco, e em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Fortaleza, Foz do Iguaçu e Manaus também estão entre as cidades que devem receber o método.

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve nesta segunda-feira (2), em Niterói (RJ), na ação de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação ocorreu na Clínica Comunitária da Familia, onde foram liberados os chamados “mosquitos do bem”, que consistem em vetores contaminados com a bactéria Wolbachia. Essa bactéria reduz a capacidade de transmissão de doenças que afetam os seres humanos.

O governo federal já investiu, em 2019, aproximadamente 22 milhões de reais no método Wolbachia. Quem coordena a ação com a bactéria no Brasil é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, responsável por trazer o método para o Brasil, dá mais detalhes de como esse procedimento pode combater a proliferação do mosquito da dengue.


 

“A ideia do método é fazer uma série de liberações de mosquitos a cada semana, por cerca de 16 a 20 semanas em uma determinada localidade. Então, ao liberar esses mosquitos contendo a bactéria, eles vão cruzar com os mosquitos locais e a fêmea do mosquito passa, através dos ovos, para todos os seus descendentes. Então, com o tempo, aquela população vai ser toda substituída por mosquitos que contenham a Wolbachia.”

Moreira ressalta ainda que a medida é complementar às demais ações de prevenção e lembra que a população deve manter os esforços para o combater o inseto, como manter recipientes limpos e sem água parada.

O Wolbachia já foi utilizado em 28 bairros do Rio de Janeiro e 33 de Niterói. A estimativa é que mais de um milhão de pessoas já tenham sido beneficiadas pelo método.

O Ministério da Saúde deve apoiar, no próximo ano, a soltura de mosquitos com Wolbachia nas cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Petrolina, em Pernambuco, e em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Fortaleza, Foz do Iguaçu e Manaus também estão entre as cidades que devem receber o método.

Reportagem, Raphael Costa