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Ministro do TST considera greve dos petroleiros "abusiva e ilegal"

O ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho autorizou, ainda, sanções aos petroleiros

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Foto: Arquivo/EBC

O ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerou abusiva e ilegal a greve dos petroleiros, que já dura 17 dias. O magistrado atendeu pedido da Petrobras e, nesta segunda-feira (17), autorizou que a estatal tome "medidas administrativas cabíveis" para controlar a situação. Entre os atos, podem ser aplicados corte de salários, sanções disciplinares e demissão por justa causa.

A decisão de Gandra não proíbe paralisações. No entanto, o ministro afirma que a greve não pode continuar nos moldes que está. Tanto o STF quanto o TST tinham autorizado o movimento, mas com 90% do efetivo trabalhando. 

Caso haja descumprimento, o magistrado ordenou que os sindicatos paguem entre R$ 250 mil e R$ 500 mil por dia, dependendo do porte da entidade, além do bloqueio de contas.

O julgamento definitivo do caso no Tribunal Superior do Trabalho está agendado para o dia 9 de março.

A greve começou no primeiro dia de fevereiro. A categoria reivindica a suspensão das demissões da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), uma subsidiária da Petrobras. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetam mais de mil famílias.

O ministro entendeu que o movimento tem "motivação política e desrespeita a lei de greve e as ordens judiciais de atendimento às necessidades inadiáveis da população em seus percentuais mínimos de manutenção de trabalhadores em atividade".
 

Marquezan Araújo

Marquezan é formado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), atuou como âncora de jornal radiofônico e locutor de programa musical. Passou por estágios na Agência Brasil e na Rádio Nacional, da EBC. Repórter da Agência do Rádio desde 2016, acompanha as movimentações do Legislativo no Congresso Nacional.


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LOC.: O ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerou abusiva e ilegal a greve dos petroleiros, que já dura 17 dias. O magistrado atendeu pedido da Petrobras e, nesta segunda-feira (17), autorizou que a estatal tome "medidas administrativas cabíveis" para controlar a situação. Entre os atos, podem ser aplicados corte de salários, sanções disciplinares e demissão por justa causa.

A decisão de Gandra não proíbe paralisações. No entanto, o ministro afirma que a greve não pode continuar nos moldes que está. Tanto o STF quanto o TST tinham autorizado o movimento, mas com 90% do efetivo trabalhando. 

Caso haja descumprimento, o magistrado ordenou que os sindicatos paguem entre R$ 250 mil e R$ 500 mil por dia, dependendo do porte da entidade, além do bloqueio de contas.

O julgamento definitivo do caso no Tribunal Superior do Trabalho está agendado para o dia 9 de março.

A greve começou no primeiro dia de fevereiro. A categoria reivindica a suspensão das demissões da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), uma subsidiária da Petrobras. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetam mais de mil famílias.

O ministro entendeu que o movimento tem "motivação política e desrespeita a lei de greve e as ordens judiciais de atendimento às necessidades inadiáveis da população em seus percentuais mínimos de manutenção de trabalhadores em atividade".

Reportagem, Marquezan Araújo