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Ninho do Urubu passa por vistorias para apurar irregularidades

Autoridades vão avaliar a necessidade de interditar o CT do clube, que matou 10 jovens e deixou três feridos na última sexta (8)

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Por Tainá Ferreira

Desde a manhã desta terça-feira (12), autoridades realizam uma vistoria no Ninho do Urubu para apurar irregularidades e definir se há necessidade de interdição no Centro de Treinamento do Flamengo. O local foi tomado pelo fogo após incêndio que teria começado por conta de curto-circuito no ar-condicionado. A tragédia matou 10 jovens e deixou três feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, não haverá coletiva para divulgar as informações. Como são muitas autoridades envolvidas na inspeção, cada uma enviará um relatório para o Ministério Público, que decidirá quais medidas serão tomadas. Além dos Bombeiros, participam da vistoria a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública, a Polícia Civil, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do estado.

Além da vistoria, os investigadores ainda devem ouvir os depoimentos de funcionários do Flamengo que estavam no local na hora do incêndio, o gerente de patrimônio do clube e representantes da empresa responsável pela construção dos módulos onde os atletas dormiam. A finalidade é entender as condições que se encontravam as instalações e quais as equipes que prestavam serviço ao clube. A investigação está sendo conduzida pela 42ª Delegacia de Polícia, que fica no Recreio dos Bandeirantes (RJ).

Projetos enviados pelo clube à prefeitura do Rio de Janeiro, um em 2010 e o outro em 2018, não apresentavam os contêineres que pegaram fogo. Os papéis mostravam que no local seriam colocados um depósito, uma lavanderia, um escritório administrativo e a construção de um estacionamento. Na atualização da planta de 2018, o estacionamento passou a ocupar às áreas que onde seriam a lavanderia e a administração.

A prefeitura do Rio disse, em nota, que a licença obtida pelo Flamengo em abril do ano passado permitia apenas a construção de prédios, e não a utilização deles. Além disso, o Centro de Treinamento ainda estava em construção, e por isso não tinha a certidão que assegurava que o local estava pronto para ser habitado.

Ainda segundo a prefeitura, o Ninho do Urubu não tinha alvará de funcionamento e foi interditado em outubro de 2017. Desde então, o Flamengo foi multado 31 vezes e pagou 21 dessas infrações.

Em reunião realizada no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), na segunda- feira (11), o Flamengo decidiu proibir que atletas ou qualquer pessoas passem a noite no Ninho do Urubu. O clube também prometeu trabalhar na liberação de indenização aos familiares das vítimas “o mais rápido possível”.
 

Tainá Ferreira

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.


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Desde a manhã desta terça-feira (12), autoridades realizam uma vistoria no Ninho do Urubu para apurar irregularidades e definir se há necessidade de interdição no Centro de Treinamento do Flamengo. O local foi tomado pelo fogo após incêndio que teria começado por conta de curto-circuito no ar-condicionado. A tragédia matou 10 jovens e deixou três feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, não haverá coletiva para divulgar as informações. Como são muitas autoridades envolvidas na inspeção, cada uma enviará um relatório para o Ministério Público, que decidirá quais medidas serão tomadas. Além dos Bombeiros, participam da vistoria a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública, a Polícia Civil, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do estado.

Além da vistoria, os investigadores ainda devem ouvir os depoimentos de funcionários do Flamengo que estavam no local na hora do incêndio, o gerente de patrimônio do clube e representantes da empresa responsável pela construção dos módulos onde os atletas dormiam. A finalidade é entender as condições que se encontravam as instalações e quais as equipes que prestavam serviço ao clube. A investigação está sendo conduzida pela quadragésima segunda Delegacia de Polícia, que fica no Recreio dos Bandeirantes (RJ).

Projetos enviados pelo clube à prefeitura do Rio de Janeiro, um em 2010 e o outro em 2018, não apresentavam os contêineres que pegaram fogo. Os papéis mostravam que no local seriam colocados um depósito, uma lavanderia, um escritório administrativo e a construção de um estacionamento. Na atualização da planta de 2018, o estacionamento passou a ocupar às áreas que onde seriam a lavanderia e a administração.

A prefeitura do Rio disse, em nota, que a licença obtida pelo Flamengo em abril do ano passado permitia apenas a construção de prédios, e não a utilização deles. Além disso, o Centro de Treinamento ainda estava em construção, e por isso não tinha a certidão que assegurava que o local estava pronto para ser habitado.

Ainda segundo a prefeitura, o Ninho do Urubu não tinha alvará de funcionamento e foi interditado em outubro de 2017. Desde então, o Flamengo foi multado 31 vezes e pagou 21 dessas infrações.

Em reunião realizada no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), na segunda- feira (11), o Flamengo decidiu proibir que atletas ou qualquer pessoas passem a noite no Ninho do Urubu. O clube também prometeu trabalhar na liberação de indenização aos familiares das vítimas “o mais rápido possível”.

Reportagem, Tainá Ferreira