Menu

Nove equipes de robótica representarão Brasil em mundial da categoria nos EUA

Os times disputarão o FIRST LEGO World Festival dos dias 17 a 20 deste mês entre competidores de 70 países. Professores exaltam apoio do Sistema S

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
A Robonáticos é uma das equipes do SESI no FIRST LEGO League World Festival / Foto: arquivo pessoal

O torneio FIRST LEGO League World Festival, mais conhecido como o Mundial de Robótica, começa nesta segunda-feira (15), em Houston, nos Estados Unidos. Ao todo, 101 alunos de nove equipes compostas por estudantes do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vão representar o Brasil na competição.

Uma delas é a equipe Techmaker, do SESI de Blumenau-SC, que vai levar seis competidores, um técnico e duas mentoras. A classificação para o mundial veio após a vaga como suplente na classificação geral. Os estudantes do time treinam no espaço de educação maker da escola. Nele, os jovens podem colocar a mão na massa em projetos e estudos de tecnologia e robótica.

A equipe ganhou a categoria design do robô, do Torneio Nacional SESI de Robótica, mês passado. O torneio exigiu das equipes ideias inovadoras para o espaço. Com isso, a Techmaker elaborou o aplicativo SEI (Emoção Interativa no Espaço) para auxiliar o astronauta a lidar melhor com as emoções no espaço.

O treinador da equipe, Thiago Bettega, explica como funciona a ideia. “Baseado na sua concepção de inteligência artificial, que auxilia o astronauta no gerenciamento das emoções, utilizando terapias alternativas, como cromoterapia e meditação”, conta.

O treinador Thiago Bettega (no centro) vai comandar seis atletas no World Festival - Foto: reprodução/Facebook Techmaker

Thiago, que também é professor de tecnologia e robótica na unidade SESI de Blumenau, crê no potencial de estudos que a rede de ensino oferece aos jovens.

“São eles que vão estar à frente de indústrias, de projetos de engenharia. São esses jovens que precisam de uma preparação, para que consigam alcançar essa indústria tão falada que é a Indústria 4.0, a tecnológica. É a indústria que precisa dessa mão de obra. E eles já com 14, 15 anos, já têm noções de ferramentas de gestão, de trabalho em equipe, de trabalhar com metas e com resultados. É extremamente necessário para que realmente eles consigam ser o futuro da indústria”, analisa.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reconheceu os estudantes da equipe que venceram o Desafio Robótica no torneio nacional - Foto: reprodução/Fiesc

Outra equipe brasileira que irá disputar o World Festival é a Robonáticos, formada por alunos do SESI Ipiranga e SENAI do Brás, de São Paulo (SP). Com jovens de 15 a 17 anos, o time compete na categoria First Robotic Competition, em que grupos de robôs com 60 quilos têm de se ajudar para cumprir tarefas. 

A vaga para o mundial veio no próprio solo norte-americano, em seletiva ocorrida em março passado, em Troy, cidade do estado de Nova Iorque.
“Conseguimos mostrar para os juízes que somos uma equipe apta a desenvolver um bom robô, e continuar divulgando ciência e tecnologia. Por exemplo, a nossa equipe desenvolveu um manual. Nós verificamos que a nossa comunidade não tem acesso à ciência e tecnologia. Então, criamos robôs mais baratos e fáceis para essas escolas terem acesso. Esse aspecto foi muito bem-vindo lá”, conta o mentor da equipe paulistana, Marcelo Carvalho.

Ele também exalta o apoio do SESI no ensino dos jovens competidores. “Eu vejo o quanto o SESI se esforça em dar uma educação de qualidade. Já participa de torneios de robótica há mais de 10 anos. Dentro do seu currículo, já possui robótica. Todos os alunos do 1º ano até o 3º ano já estudam robótica. Dá para ver o quanto o SESI está à frente das outras escolas, não só pela competição, mas pela qualidade do ensino”, opina.

A Robonáticos compete na categoria FirstRoboticCompetition, em que grupos de robôs com 60 quilos têm de se ajudar para cumprir tarefas. - Foto: reprodução/arquivo pessoal

Atual campeã do mundial de robótica, a equipe do Serviço Social da Indústria (SESI) de Americana (SP) segue na disputa para manter no Brasil o título inédito, conquistado em 2018, nos Estados Unidos. Essa é a terceira vez que a “RedRabbit”, que surgiu em 2009 e já participou de seis torneios nacionais, se classifica para o World Festival, uma espécie de Copa do Mundo da Robótica. Neste ano, a competição será em Houston, também nos Estados Unidos.

Sistema de ensino

O SESI tem 505 escolas, 114 unidades de vida saudável e 539 unidades móveis, que oferecem educação básica, cursos de educação continuada e serviços de saúde em todo o país. A rede de ensino ainda possui oito centros de inovação, que desenvolvem tecnologias para a segurança e saúde na indústria. Atualmente, a instituição emprega mais de 33 mil pessoas no Brasil.

Já o SENAI administra também uma rede de 26 Institutos de Inovação e de 58 Institutos de Tecnologia espalhados por todas as regiões brasileiras, que formam a maior infraestrutura de apoio à inovação tecnológica para a indústria. A instituição emprega mais de 26 mil pessoas em todo o país.

Desde que foi criado, em 1942, o SENAI já formou mais de 73 milhões de trabalhadores em 28 áreas da indústria.

Pedro Marra

O jovem jornalista chegou à redação recém-formado e compõe a nossa equipe desde 2018. Com a experiência de ter sido repórter de esportes e cidades no Jornal de Brasília, suas pautas preferidas são educação e investigação.


Cadastre-se

LOC.: Começa nesta segunda-feira (15), em Houston, nos Estados Unidos, o torneio FIRST LEGO League World Festival, mais conhecido como o Mundial de Robótica. E o Brasil será representado por nove equipes de jovens competidores do SESI e do SENAI.

O torneio mundial vai reunir 108 equipes com jovens de 9 a 16 anos. Uma delas é a equipe Techmaker, do SESI de Blumenau, Santa Catarina. Os estudantes do time treinaram no espaço de educação maker da escola, onde colocaram a mão na massa em projetos de tecnologia e robótica.

No último torneio nacional de robótica, ao criar ideias inovadoras para viagens espaciais, a Techmaker elaborou um projeto para auxiliar os astronautas a lidarem com as emoções no espaço por meio de inteligência artificial.

O técnico da equipe, Thiago Bettega, crê no potencial de estudos que a rede de ensino oferece aos jovens.

TEC./SONORA: Thiago Bettega, técnico

“São eles que vão estar à frente de indústrias, de projetos de engenharia. São esses jovens que precisam de uma preparação, para que consigam alcançar essa indústria tão falada que é a Indústria 4.0, a tecnológica. É a indústria que precisa dessa mão de obra. E eles já com 14, 15 anos, já têm noções de ferramentas de gestão, de trabalho em equipe, de trabalhar com metas e com resultados. É extremamente necessário para que realmente eles consigam ser o futuro da indústria.”
 

LOC.: Outra equipe garantida no World Festival é a Robonáticos, formada por alunos do SESI Ipiranga e SENAI do Brás, da cidade de São Paulo. Com jovens de 15 a 17 anos, o time compete na categoria em que grupos de robôs com 60 quilos têm de se ajudar para cumprir tarefas. 

A vaga para o mundial veio em seletiva ocorrida no mês de março em Troy, cidade de Nova Iorque (EUA).

Marcelo Carvalho é o mentor da equipe paulistana. Ele conta que a equipe se destacou pela pegada social do projeto apresentado. Na classificação, a Robonáticos criou robôs com peças mais acessíveis.
 

TEC./SONORA: Marcelo Carvalho, mentor 

“Conseguimos mostrar para os juízes que somos uma equipe apta a desenvolver um bom robô e divulgar ciência e tecnologia. Por exemplo, a nossa equipe desenvolveu um manual. Nós verificamos que a nossa comunidade não tem acesso à ciência e tecnologia. Então, criamos robôs mais baratos e fáceis para essas escolas terem acesso. Esse aspecto foi muito bem-vindo lá.”
 

LOC.: Vale dizer que o SESI tem 505 escolas, 114 unidades de vida saudável e 539 unidades móveis, que oferecem educação básica, cursos de educação continuada e serviços de saúde em todo o país. Atualmente, a instituição emprega mais de 33 mil pessoas no Brasil.

Já o SENAI administra também uma rede de 26 Institutos de Inovação e de 58 Institutos de Tecnologia espalhados por todas as regiões brasileiras. A instituição emprega mais de 26 mil pessoas em todo o país.

Atual campeã do mundial de robótica, a equipe do Serviço Social da Indústria (SESI) de Americana (SP) segue na disputa para manter no Brasil o título inédito, conquistado em 2018, nos Estados Unidos. Essa é a terceira vez que a “RedRabbit”, que surgiu em 2009 e já participou de seis torneios nacionais, se classifica para o World Festival, uma espécie de Copa do Mundo da Robótica. Neste ano, a competição será em Houston, também nos Estados Unidos.

Reportagem, Pedro Marra