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Operação do MPRJ prende ex-governadores Garotinho e Rosinha

Eles são investigados por superfaturamento em programas de construção de moradias em Campos dos Goytacazes

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Créditos: Fábio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil

Os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (sem partido) e Rosa Garotinho (Patriota) foram presos, nesta terça-feira (3), em uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especializada ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO/MPRJ). Eles são suspeitos de superfaturar contratos entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes com a construtora Odebrecht para a construção de casas populares na cidade.
Além dos políticos, outras três pessoas também foram presas na operação, que cumpriu mandados na cidade de Campos dos Goytacazes e no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações do MP, os contratos para a construção de moradias dos programas ‘Morar Feliz I’ e ‘Morar Feliz II’, feitos entre a prefeitura e a construtora foram superfaturados. Os programas previam a construção de cerca de 10 mil moradias. Esses contratos, de acordo com a investigação, foram firmados durante os dois mandados de Rosinha como prefeita, entre 2009 e 2016.

As investigações iniciaram-se após as delações premiadas de Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior, executivos da Odebrecht. Ainda de acordo com o depoimento dos dois para a Operação Lava Jato, as autoridades constataram que os processos de licitação favoreciam que a empresa vencesse.

As licitações, de acordo com o MPRJ, ultrapassam o valor de R$ 1 bilhão. A Odebrecht pagou ao menos R$ 25 milhões em propinas. Os prejuízos causados pelo esquema chegam ao menos em R$ 62 milhões. O órgão ainda destaca que algumas das obras sequer chegaram a ser concluídas.

Esta é a quarta vez que Anthony Garotinho é preso e a segunda de Rosinha. Os dois foram presos em casa, no bairro do Flamengo, na Zona Sul da cidade.

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.


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Os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (sem partido) e Rosa Garotinho (Patriota) foram presos, nesta terça-feira (3), em uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especializada ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO/MPRJ). Eles são suspeitos de superfaturar contratos entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes com a construtora Odebrecht para a construção de casas populares na cidade.
Além dos políticos, outras três pessoas também foram presas na operação, que cumpriu mandados na cidade de Campos dos Goytacazes e no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações do MP, os contratos para a construção de moradias dos programas ‘Morar Feliz I’ e ‘Morar Feliz II’, feitos entre a prefeitura e a construtora foram superfaturados. Os programas previam a construção de cerca de 10 mil moradias. Esses contratos, de acordo com a investigação, foram firmados durante os dois mandados de Rosinha como prefeita, entre 2009 e 2016.

As investigações iniciaram-se após as delações premiadas de Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior, executivos da Odebrecht. Ainda de acordo com o depoimento dos dois para a Operação Lava Jato, as autoridades constataram que os processos de licitação favoreciam que a empresa vencesse.

As licitações, de acordo com o MPRJ, ultrapassam o valor de R$ 1 bilhão. A Odebrecht pagou ao menos R$ 25 milhões em propinas. Os prejuízos causados pelo esquema chegam ao menos em R$ 62 milhões. O órgão ainda destaca que algumas das obras sequer chegaram a ser concluídas.

Esta é a quarta vez que Anthony Garotinho é preso e a segunda de Rosinha. Os dois foram presos em casa, no bairro do Flamengo, na Zona Sul da cidade.

Reportagem, Raphael Costa