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PANORAMA POLÍTICO: Aliança liberal-conservadora

Se a dita ‘direita’ não se une por um governo liberal-conservador, quem pode comemorar é a ‘esquerda’

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Foto: Marcos Corrêa/PR

A aliança liberal-conservadora que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República tem dado trabalho ao chefe do Executivo. Em menos de seis meses de governo, já assistimos a diversas brigas por poder. As disputas ocorrem em ministérios, agências de regulação e comércio e, sobretudo, no parlamento.

Os novatos e atabalhoados conservadores do PSL não conseguem dar suporte ao Executivo. Todos os dias um integrante da sigla alfineta outro correligionário nas redes sociais. E diga-se: Todos os dias não é exagero.

O NOVO, que teve candidato próprio nas eleições de 2018, mas que carrega uma pauta liberal bastante próxima a encapada por Bolsonaro, se recusa a assumir o carimbo de governista.

Os velhos liberais do antigo PFL até que embarcaram na onda ‘bolsonarista’, mas a parte centrista do partido – ‘centrãozista’, para bom entendedor – reluta em dar apoio absoluto. E isso ficou claro na convenção nacional, realizada pela sigla nesta quinta-feira (30).

Enquanto os direitistas da velha guarda, Ronaldo Caiado e Onyx Lorezoni discursavam pela adesão oficial do DEM ao governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, permanecia de com a cara fechada, sem mostrar empolgação alguma. 

Ao mesmo tempo que a plateia de militantes aplaudia inflamada os discursos pró-governo, o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento, mantinha-se de braços cruzados.

Diante do cenário, a conclusão só pode ser uma: se a dita ‘direita’ não se une por um governo liberal-conservador, quem pode comemorar é a ‘esquerda’.

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Bolsonaro na Frente Liberal... O ministro Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sugeriu nesta quinta-feira (30) durante a convenção nacional do DEM, que o presidente Jair Bolsonaro pode voltar a fazer parte do partido. Bolsonaro fez parte dos quadros do DEM em 2005, na época em que a sigla ainda se chamava PFL.

"Hoje nós temos na presidência um ex-filiado do PFL, do DEM, que olha para o nosso partido com imenso respeito e com olho de quem sabe, querer voltar para casa", afirmou Onyx. 

Manifestantes voltam às ruas... A quinta-feira (30) foi de protestos pelo Brasil. Estudantes foram as ruas de, ao menos, 104 cidades de 21 estados e do Distrito Federal para protestar contra o contingenciamento de recursos na educação brasileira.

Esta é a segunda vez que movimentos sociais e estudantis se mobilizam para criticar a decisão do governo federal. O primeiro ato, no entanto, em 15 de maio, foi bem maior. Na ocasião, cerca de 200 cidades de todos os estados e do DF tiveram manifestações contra o contingenciamento de verbas.

Pelo desenvolvimento regional... O presidente Jair Bolsonaro editou, nesta quinta-feira (30), o decreto que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A medida, segundo o governo, tem o objetivo de aprimorar e fortalecer as ações e instrumentos relacionados ao desenvolvimento e financiamento regional.
 

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.


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A aliança liberal-conservadora que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República tem dado trabalho ao chefe do Executivo. Em menos de seis meses de governo, já assistimos a diversas brigas por poder. As disputas ocorrem em ministérios, agências de regulação e comércio e, sobretudo, no parlamento.

Os novatos e atabalhoados conservadores do PSL não conseguem dar suporte ao Executivo. Todos os dias um integrante da sigla alfineta outro correligionário nas redes sociais. E diga-se: Todos os dias não é exagero.

O NOVO, que teve candidato próprio nas eleições de 2018, mas que carrega uma pauta liberal bastante próxima a encapada por Bolsonaro, se recusa a assumir o carimbo de governista.

Os velhos liberais do antigo PFL até que embarcaram na onda ‘bolsonarista’, mas a parte centrista do partido – ‘centrãozista’, para bom entendedor – reluta em dar apoio absoluto. E isso ficou claro na convenção nacional, realizada pela sigla nesta quinta-feira (30).

Enquanto os direitistas da velha guarda, Ronaldo Caiado e Onyx Lorezoni discursavam pela adesão oficial do DEM ao governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, permanecia de com a cara fechada, sem mostrar empolgação alguma. 

Ao mesmo tempo que a plateia de militantes aplaudia inflamada os discursos pró-governo, o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento, mantinha-se de braços cruzados.

Diante do cenário, a conclusão só pode ser uma: se a dita ‘direita’ não se une por um governo liberal-conservador, quem pode comemorar é a ‘esquerda’.