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Panorama Político: É necessário ter maturidade para governar

Às vezes, as coisas não são ditas por estratégia, apenas por temperamento.

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Créditos: Fabio Rodrigues Pozzebom

O ministro da Economia, Paulo Guedes repete reiteradas vezes que não tem apego ao cargo. Nesta sexta-feira (24), em entrevista à revista VEJA, o chefe da economia nacional afirmou que, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, ele “vai embora” do governo “no dia seguinte”. 

Guedes é conhecido pelo temperamento forte, que se assemelha muito ao do presidente Jair Bolsonaro. O problema é que palavras soltas ao vento geram consequências, ou como diria a avó de muita gente “palavra tem poder”.

A fala de Guedes pode ser encarada como mais uma forma de pressão ao Congresso Nacional, já acuado pelos apoiadores do presidente. Porém, o ministro é um dos principais fiadores do governo, senão o principal. Desta forma, o que se pode tirar de positivo em uma possível ameaça de renúncia? Nada.

Então por que Guedes ameaça? A pergunta já foi respondida neste texto. Às vezes, as coisas não são ditas por estratégia, apenas por temperamento. 

É assim na vida, é assim na política. Ninguém é de ferro. O ministro vê todos os dias, na imprensa e no parlamento, ameaças de transformar a reforma de Previdência em uma “reforminha”. 

Se coloque no lugar do ministro. Imagine que seu trabalho duro, sua dedicação por um projeto, fosse colocada em risco por terceiros que - à princípio - não entendem nada do assunto. Sem dúvidas, não é um cenário fácil. Mas isso é política. Paulo Guedes está no governo e governo faz política. É preciso se acostumar com a situação. 

Bolsonaro, mais calejado pelos corredores Brasília, fez questão de por panos quentes no assunto. Ainda no Recife, durante a viagem que fez ao Nordeste, o presidente afirmou que “Paulo Guedes não é nenhum vidente, não precisa ser, para entender que o Brasil mergulha num caos econômico sem a aprovação dessa reforma (Previdência)”

Mais tarde no Twitter, Bolsonaro acusou “parte da mídia” de “criar um virtual atrito” entre ele e Paulo Guedes e brincou bem ao seu estilo. “Nosso casamento segue mais forte que nunca kkkkk”, disse o presidente.

Fique por dentro

E a política reagiu... A fala de Paulo Guedes à revista VEJA foi classificada como “desrespeitosa” pelo presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM). Também em entrevista à VEJA, o parlamentar afirmou que o ministro da Economia precisa de um “choque de humildade”.

“A declaração é desrespeitosa com o presidente e constrange o presidente, que é chefe dele. O Brasil é maior do que ele, ele não é maior que o Brasil. O ministro Paulo Guedes precisa de um choque de humildade, ele precisa entender que é ele que trabalha para o Brasil, não é o Brasil que trabalha para ele. O ministro não está fazendo nenhum favor ao país”, disse o parlamentar.

Tudo em paz... O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO) se reuniu com o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), relata o jornal ‘O Globo’.

De acordo com a publicação, o líder do governo afirmou que os embates que tinha com o presidente da Câmara “foram superados”. 

Na terça-feira (21), Maia havia anunciado o rompimento das relações com o líder do governo. Hoje, parece que tudo voltou à paz. 

Paz e protesto... Aproveitando o bom momento, Vitor Hugo decidiu que vai às ruas no domingo (26). O protesto, como divulgado nesta coluna, tem entre suas pautas a aprovação das reformas propostas pelo governo ao Parlamento.

A expectativa... Os organizadores dos atos pró-governo de domingo (24) apostam no sucesso das manifestações. A meta é que os protestos atinjam mais municípios que as passeatas ‘anti-Dilma’ de 2015. A expectativa é de que ao menos 350 cidades se envolvam com os atos.
 

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.


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O ministro da Economia, Paulo Guedes repete reiteradas vezes que não tem apego ao cargo. Nesta sexta-feira (24), em entrevista à revista VEJA, o chefe da economia nacional afirmou que, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, ele “vai embora” do governo “no dia seguinte”. 

Guedes é conhecido pelo temperamento forte, que se assemelha muito ao do presidente Jair Bolsonaro. O problema é que palavras soltas ao vento geram consequências, ou como diria a avó de muita gente “palavra tem poder”.

A fala de Guedes pode ser encarada como mais uma forma de pressão ao Congresso Nacional, já acuado pelos apoiadores do presidente. Porém, o ministro é um dos principais fiadores do governo, senão o principal. Desta forma, o que se pode tirar de positivo em uma possível ameaça de renúncia? Nada.

Então por que Guedes ameaça? A pergunta já foi respondida neste texto. Às vezes, as coisas não são ditas por estratégia, apenas por temperamento. 

É assim na vida, é assim na política. Ninguém é de ferro. O ministro vê todos os dias, na imprensa e no parlamento, ameaças de transformar a reforma de Previdência em uma “reforminha”. 

Se coloque no lugar do ministro. Imagine que seu trabalho duro, sua dedicação por um projeto, fosse colocada em risco por terceiros que - à princípio - não entendem nada do assunto. Sem dúvidas, não é um cenário fácil. Mas isso é política. Paulo Guedes está no governo e governo faz política. É preciso se acostumar com a situação. 

Bolsonaro, mais calejado pelos corredores Brasília, fez questão de por panos quentes no assunto. Ainda no Recife, durante a viagem que fez ao Nordeste, o presidente afirmou que “Paulo Guedes não é nenhum vidente, não precisa ser, para entender que o Brasil mergulha num caos econômico sem a aprovação dessa reforma (Previdência)”

Mais tarde no Twitter, Bolsonaro acusou “parte da mídia” de “criar um virtual atrito” entre ele e Paulo Guedes e brincou bem ao seu estilo. “Nosso casamento segue mais forte que nunca kkkkk”, disse o presidente.

 

Fique por dentro

 

E a política reagiu... A fala de Paulo Guedes à revista VEJA foi classificada como “desrespeitosa” pelo presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM). Também em entrevista à VEJA, o parlamentar afirmou que o ministro da Economia precisa de um “choque de humildade”.

“A declaração é desrespeitosa com o presidente e constrange o presidente, que é chefe dele. O Brasil é maior do que ele, ele não é maior que o Brasil. O ministro Paulo Guedes precisa de um choque de humildade, ele precisa entender que é ele que trabalha para o Brasil, não é o Brasil que trabalha para ele. O ministro não está fazendo nenhum favor ao país”, disse o parlamentar.

Tudo em paz... O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO) se reuniu com o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), relata o jornal ‘O Globo’.

De acordo com a publicação, o líder do governo afirmou que os embates que tinha com o presidente da Câmara “foram superados”. 

Na terça-feira (21), Maia havia anunciado o rompimento das relações com o líder do governo. Hoje, parece que tudo voltou à paz. 

Paz e protesto... Aproveitando o bom momento, Vitor Hugo decidiu que vai às ruas no domingo (26). O protesto, como divulgado nesta coluna, tem entre suas pautas a aprovação das reformas propostas pelo governo ao Parlamento.

A expectativa... Os organizadores dos atos pró-governo de domingo (24) apostam no sucesso das manifestações. A meta é que os protestos atinjam mais municípios que as passeatas ‘anti-Dilma’ de 2015. A expectativa é de que ao menos 350 cidades se envolvam com os atos.