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PANORAMA POLÍTICO: É preciso respeitar a vontade popular

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No dia 23 de outubro de 2005, o povo brasileiro foi às urnas para rejeitar a proibição do comércio de armas de fogo e munição no país. Mais de 2/3 dos votantes disseram não ao desarmamento. 59 milhões 109 mil e 265 pessoas ou 63,94% dos eleitores rejeitaram veementemente a possibilidade de abrir mão ao seu direito de legítima de defesa.  

O problema é que nada disso adiantou. O brasileiro não optou pelo desarmamento, mas o desarmamento a ele foi imposto.

A política de controle de armas - iniciada em 2003 e que ignorou a vontade popular expressada dois anos depois - definiu regras mais restritivas para a compra e o porte de armas no país. O resultado foi um fracasso retumbante. Os números estão aí para provar. Segundo dados do DATASUS, de 2000 a 2016, o número de homicídios no país cresceu 27,5%.

Neste ano, o presidente Jair Bolsonaro cumpriu sua promessa de campanha e devolveu aos brasileiros a possibilidade da legitima defesa. O atual presidente já editou três decretos sobre o assunto e suavizou as normas para aquisição de armas. Até então, era quase impossível adquirir o instrumento de defesa.

O avanço no sentido da vontade popular, porém, está ameaçado. O Senado Federal deve votar nesta terça-feira (18) a suspensão do decreto presidencial de Bolsonaro. Ou seja, se a maioria dos congressistas votarem pelo embargo, a decisão do Executivo será anulada. Se essa for a decisão, os senadores também anularão a vontade do povo brasileiro.

Fique ligado!

Velho novo funcionário 

Um dia após o pedido de demissão de Joaquim Levy, o ministro Paulo Guedes elegeu o economista Gustavo Montezano para o cargo de presidente do BNDES. Antes de ser anunciado, Montezano exercia a função de secretário especial adjunto de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, ou seja, já era funcionário de Guedes. 

Arruma a mala e prepara o bolso... 

O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar nesta segunda-feira (17) a possibilidade de os passageiros despacharem gratuitamente bagagens de até 23 quilos em voos domésticos. Esta mudança na lei estava prevista na Medida Provisória aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional. Com o veto, as companhias aéreas poderão voltar a cobrar pelas bagagens despachadas, com exceção de bagagens de mão de até 10 quilos.

Fim de um império?

Maior empreiteira do país, a Odebrecht anunciou oficialmente que está quebrada. Envolvida em um megaesquema de corrupção recheado de propinas a políticos, funcionários públicos e até presidente da República, a empresa entrou com pedido de recuperação na Justiça de São Paulo. O valor total das dívidas chegam a R$ 98,5 bilhões, superando o processo aberto pela Oi, em 2016. À época, a empresa telefônica tinha dívidas na casa dos R$ 64 bi, até então a maior recuperação judicial já homologada.
 

 

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.


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