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PANORAMA POLÍTICO: O vazamento e as repercussões

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Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil

A capital da República começou a semana com as estruturas abaladas. Brasília ainda tenta assimilar o vazamento de conversas - no mínimo polêmicas - do ministro da Justiça, Sergio Moro, com integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. 

No domingo (9), o site The Intercept Brasil tornou público diálogos privados entre membros do Ministério Público Federal e o ex-juiz Sergio Moro. Ao todo foram três reportagens e um editorial.

Segundo o Intercept, Moro teria sugerido a troca da ordem de fases da Lava Jato e dado conselhos e pistas sobre investigações. 

As suspeitas são de que as mensagens teriam sido acessadas por um ataque hacker a celulares e aplicativos de mensagens. O Intercept, porém, nega que o caso tenha envolvimento com a notícia da invasão de dados dos celulares do ministro Moro, divulgada na última semana.

A verdade é que a notícia do vazamento assustou Brasília e gerou reações por todas as partes.

A oposição anunciou que vai pedir o afastamento de Sergio Moro do ministério da Justiça, e a suspensão dos procuradores Deltan Dallagnol e Laura Tessler, da força-tarefa da Lava Jato. 

A deputada do PCdoB do Rio de Janeiro, Jandira Feghali disse que a oposição vai “obstruir todas as pautas, enquanto não forem tomadas medidas concretas em relação a isso”.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil recomendou o afastamento temporário de Moro e Dallagnol de seus cargos.

Por outro lado, a força-tarefa da Lava Jato informou em nota que "há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco anos de operação". 

Na mesma linha do MP, Sergio Moro fala em "invasão criminosa" e não vê anormalidade em "supostas mensagens"

No Congresso, a Frente Parlamentar da Segurança Pública tomou posição à favor dos procuradores da República e do ex-juiz Moro. Em nota, eles disseram que um “duvidoso site” manipulou “livremente” o conteúdo publicado.

O cenário ainda é nebuloso. E por isso, torna-se difícil a análise dos desdobramentos que o caso pode produzir nos próximos dias. Ainda mais porque não há como se ter ideia de quanto do conteúdo hackeado não foi publicado pelo portal.

A princípio, mesmo com todo o constrangimento, nada do que foi revelado configura algum crime que tenha sido cometido por Moro ou pelos integrantes da força-tarefa Lava Jato.

A semana em Brasília, que começa nesta terça-feira (10), será quente, agitada e deve reservar polêmicas.

Fique Ligado!

Será que são autênticas? Sergio Moro voltou a afirmar nesta segunda-feira (10) que não deu nenhuma orientação ao MP nas mensagens reveladas pelo Intercept. O ministro ainda afirmou: “Eu nem posso dizer que são autênticas porque, veja, são coisas que aconteceram, e se aconteceram, foram há anos”. 

Nesta semana... Sai o parecer da reforma da Previdência na comissão especial que discute o assunto na Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada pelo relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP).

A expectativa é de que nova Previdência seja votada pela Câmara em meados de julho.

Nesta terça... Deve ser votada na Comissão Mista de Orçamento, o pedido de crédito extra feito pelo governo federal para pagamento de benefícios sociais. A matéria precisa passar pela comissão para depois ser votada por uma sessão conjunta do Congresso Nacional. 
 

João Paulo Machado

João Paulo é graduado pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e iniciou sua carreira estagiando na área de reportagem da Rádio Nacional (EBC). Na Agência do Rádio atuou na cobertura de eventos importantes como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. No mesmo período, desenvolveu trabalho em parceria com o Ministério do Esporte redigindo reportagens para o portal Brasil2016.gov.br, além de colaborações para redes sociais.Atualmente, cobre os acontecimentos da Praça dos Três Poderes para a Agência do Rádio.


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A capital da República começou a semana com as estruturas abaladas. Brasília ainda tenta assimilar o vazamento de conversas - no mínimo polêmicas - do ministro da Justiça, Sergio Moro, com integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

No domingo (9), o site The Intercept Brasil tornou público diálogos privados entre membros do Ministério Público Federal e o ex-juiz Sergio Moro. Ao todo foram três reportagens e um editorial.

Segundo o Intercept, Moro teria sugerido a troca da ordem de fases da Lava Jato e dado conselhos e pistas sobre investigações. 

As suspeitas são de que as mensagens teriam sido acessadas por um ataque hacker a celulares e aplicativos de mensagens. O Intercept, porém, nega que o caso tenha envolvimento com a notícia da invasão de dados dos celulares do ministro Moro, divulgada na última semana.

A verdade é que a notícia do vazamento assustou Brasília e gerou reações por todas as partes.

A oposição anunciou que vai pedir o afastamento de Sergio Moro do ministério da Justiça, e a suspensão dos procuradores Deltan Dallagnol e Laura Tessler, da força-tarefa da Lava Jato. 

A deputada do PCdoB do Rio de Janeiro, Jandira Feghali disse que a oposição vai “obstruir todas as pautas, enquanto não forem tomadas medidas concretas em relação a isso”.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil recomendou o afastamento temporário de Moro e Dallagnol de seus cargos.

Por outro lado, a força-tarefa da Lava Jato informou em nota que "há a tranquilidade de que os dados eventualmente obtidos refletem uma atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial, em mais de cinco anos de operação". 

Na mesma linha do MP, Sergio Moro fala em "invasão criminosa" e não vê anormalidade em "supostas mensagens"

No Congresso, a Frente Parlamentar da Segurança Pública tomou posição à favor dos procuradores da República e do ex-juiz Moro. Em nota, eles disseram que um “duvidoso site” manipulou “livremente” o conteúdo publicado.

O cenário ainda é nebuloso. E por isso, torna-se difícil a análise dos desdobramentos que o caso pode produzir nos próximos dias. Ainda mais porque não há como se ter ideia de quanto do conteúdo hackeado não foi publicado pelo portal.

A princípio, mesmo com todo o constrangimento, nada do que foi revelado configura algum crime que tenha sido cometido por Moro ou pelos integrantes da força-tarefa Lava Jato.

A semana em Brasília, que começa nesta terça-feira (10), será quente, agitada e deve reservar polêmicas.