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PARÁ DE MINAS (MG): Com histórico de epidemia, Pará de Minas quer evitar novo surto de Dengue, Zika e Chikungunya

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Além do impacto de devastação e degradação ambiental, os efeitos da tragédia de Brumadinho atingem também cidades próximas. Uma delas é Pará de Minas, já que o rio Paraopeba é a principal fonte de água da cidade. De acordo com a coordenadora de Epidemiologia do município, Maria de Lourdes Liguori, após o rompimento da barragem, outros mananciais e bacias estão sendo utilizadas para abastecer a região. Por ser uma cidade em que historicamente há falta de água por conta da estiagem, a gestora alerta para a forma como os moradores armazenam água – o que pode acabar gerando casos de Dengue, Zika e Chikungunya. 

“A população tem um pavor muito grande de ficar sem água e qual o resultado? Desde o início do mês todo mundo começou a ter reservatório em casa. Agora estamos trabalhando com essa problemática. Nós tivemos um aumento nos números da Dengue, nossos focos também estão aumentando, estamos em alerta e, por mais que nós trabalhamos a questão da prevenção, falando para a população que esse não é o momento de ficar fazendo os reservatórios de água, porque ainda temos água. Mas não adianta, a população está com um consumo muito grande de água porque estão armazenando em casa.”

A coordenadora municipal de Epidemiologia também relata que houve aumento considerável de pessoas com sintomas semelhantes aos da Dengue, Zika e Chikungunya. Ainda não há confirmações de casos novos em 2019, uma vez que as amostras dos pacientes ainda estão sob análise.
Maria de Lourdes Liguori ressalta ainda que, além da divulgação de informações para a população se prevenir da maneira adequada, os possíveis casos de Dengue, Zika e Chikungunya ampliaram o raio de ação dos agentes de saúde.

“Como estamos com essa questão do aumento do número de casos, nós estamos trabalhando com os profissionais da saúde, tanto da atenção primária como da secundária, para seguirmos nesse protocolo do assistência, para que não ocorra nenhum óbito, que é o nosso principal objetivo.”

De acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, o LIRAa, Pará de Minas já estava em situação de alerta antes do rompimento da barragem em Brumadinho, com um índice de infestação de 2,1 para o mosquito transmissor de Dengue, Zika e Chikungunya. Em 2016, a cidade sofreu com uma epidemia de Dengue. A balconista Natália Aline Silva, de 18 anos, viu isso de perto e explica o que mudou na rotina para evitar a proliferação do mosquito.

“Minha família inteira teve (Dengue). Foi daquela vez em que houve uma epidemia e um monte de gente acabou pegando. A gente não deixa água parada. Fazemos de tudo para não deixarmos a água parada.”

Agora, depois do rompimento, a Secretaria de Saúde continua reforçando a orientação para os moradores. Não deixar água acumulada no quintal de casa e sempre tampar recipientes de armazenamento, como galões e tambores é essencial para evitar a proliferação do mosquito.  Os sintomas das três doenças podem ser semelhantes. Febres, dores de cabeça e nas articulações estão entre os mais comuns. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar o posto de saúde mais próximo o quanto antes. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.


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Além do impacto de devastação e degradação ambiental, os efeitos da tragédia de Brumadinho atingem também cidades próximas. Uma delas é Pará de Minas, já que o rio Paraopeba é a principal fonte de água da cidade. De acordo com a coordenadora de Epidemiologia do município, Maria de Lourdes Liguori, após o rompimento da barragem, outros mananciais e bacias estão sendo utilizadas para abastecer a região. Por ser uma cidade em que historicamente há falta de água por conta da estiagem, a gestora alerta para a forma como os moradores armazenam água – o que pode acabar gerando casos de Dengue, Zika e Chikungunya. 

“A população tem um pavor muito grande de ficar sem água e qual o resultado? Desde o início do mês todo mundo começou a ter reservatório em casa. Agora estamos trabalhando com essa problemática. Nós tivemos um aumento nos números da Dengue, nossos focos também estão aumentando, estamos em alerta e, por mais que nós trabalhamos a questão da prevenção, falando para a população que esse não é o momento de ficar fazendo os reservatórios de água, porque ainda temos água. Mas não adianta, a população está com um consumo muito grande de água porque estão armazenando em casa.”

A coordenadora municipal de Epidemiologia também relata que houve aumento considerável de pessoas com sintomas semelhantes aos da Dengue, Zika e Chikungunya. Ainda não há confirmações de casos novos em 2019, uma vez que as amostras dos pacientes ainda estão sob análise.
Maria de Lourdes Liguori ressalta ainda que, além da divulgação de informações para a população se prevenir da maneira adequada, os possíveis casos de Dengue, Zika e Chikungunya ampliaram o raio de ação dos agentes de saúde.
 

“Como estamos com essa questão do aumento do número de casos, nós estamos trabalhando com os profissionais da saúde, tanto da atenção primária como da secundária, para seguirmos nesse protocolo do assistência, para que não ocorra nenhum óbito, que é o nosso principal objetivo.”

De acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, o LIRAa, Pará de Minas já estava em situação de alerta antes do rompimento da barragem em Brumadinho, com um índice de infestação de 2,1 para o mosquito transmissor de Dengue, Zika e Chikungunya. Em 2016, a cidade sofreu com uma epidemia de Dengue. A balconista Natália Aline Silva, de 18 anos, viu isso de perto e explica o que mudou na rotina para evitar a proliferação do mosquito.

“Minha família inteira teve (Dengue). Foi daquela vez em que houve uma epidemia e um monte de gente acabou pegando. A gente não deixa água parada. Fazemos de tudo para não deixarmos a água parada.”

Agora, depois do rompimento, a Secretaria de Saúde continua reforçando a orientação para os moradores. Não deixar água acumulada no quintal de casa e sempre tampar recipientes de armazenamento, como galões e tambores é essencial para evitar a proliferação do mosquito.  Os sintomas das três doenças podem ser semelhantes. Febres, dores de cabeça e nas articulações estão entre os mais comuns. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar o posto de saúde mais próximo o quanto antes. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.