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Paraná lidera ranking de leite humano coletado na região Sul

Foram mais de 4.600 litros doados para quatro mil bebês prematuros ou com baixo peso internados em UTIs neonatais.

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Foto: reprodução/Ministério da Saúde

Dos estados da região Sul, o Paraná foi o que mais coletou leite materno, em 2019. Foram mais de 4.600 litros doados para quatro mil bebês prematuros ou com baixo peso internados em UTIs neonatais. Os números são da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), da Fiocruz.

Só na unidade referência no estado, o Banco de Leite Humano Maria Lucilia Monti Magalhães, em Londrina, as doações beneficiaram 545 crianças.

SERVIÇO: Saiba onde doar leite materno no Paraná

A nutricionista Aline Menezes Tiburcio voltou a fazer parte das estatísticas de doadoras há cerca de quatro meses, após o nascimento do segundo filho, Luís Gabriel. Ela já havia sido doadora após ser mãe pela primeira vez, há pouco menos de três anos. 

A nutricionista conta que decidiu ser doadora após perceber que desperdiçava muito seu leite durante a amamentação do primeiro filho.

“No meu primeiro filho, acabei desprezando muito meu leite. E aí foi então que pensei que precisava dar um jeito nisso. Foi aí que comecei a doar. Em alguns dias, cheguei a doar de meio litro até 800ml”, disse.

O mês de maio é especial para a doação de leite materno, já que no dia 19 foi celebrado o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. Se ampliados os dados da Fiocruz para o cenário nacional, de janeiro até o momento, mais de 64 mil bebês receberam o leite materno doado por quase 55 mil mulheres. 

Segundo o Ministério da Saúde, um pote de 300ml pode alimentar até 10 pequenos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado.

Só o leite humano tem anticorpos que protegem bebês de infecções e alergias. Por mais que a indústria tente, não consegue reproduzir o que é fabricado pelo corpo humano. 

É importante destacar que o estímulo para liberação do leite materno, seja pela sucção ou por extração, aumenta a produção. Muitas mulheres têm receio de doar seu leite por medo de faltar para o próprio filho. Isso, na verdade, é um mito, como explica a enfermeira e coordenadora da unidade referência em doação de leite humano no Paraná, Márcia Benevenuto. 

“Quanto mais estímulo, mais produção. Para a mãe não ficar com medo de ficar faltando para o filho, a nossa orientação é que alimente primeiro o filho, e depois de amamentar, tirar o excedente. Entre uma mamada e outra, se perceber que tem leite sobrando – está ‘vazando’ –, ela pode tirar para facilitar a pega do bebê. Uma mama muito cheia dificulta a pega do bebê”, conta. 

As mães que quiserem ser doadoras precisam apresentar resultados normais nos exames de pré-natal, não podem ser fumantes, não devem beber, e não podem estar tomando medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Se estiver tudo certo, os funcionários de qualquer banco de leite humano fazem o cadastro da pessoa e entregam todo o material necessário para a coleta, como máscara, toca e luvas.

O centro de referência em doação de leite humano no Paraná, na cidade de Londrina, fica na Avenida Robert Koch, número 60, no bairro Vila Operária. O telefone de contato é o (43) 3371-2390. Repetindo: (43) 3371-2390.

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse: www.saude.gov.br/doacaodeleite. 

Agência do Rádio



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LOC.: Dos estados da região Sul, o Paraná foi o que mais coletou leite materno, em 2019. Foram mais de 4.600 litros doados para quatro mil bebês prematuros ou com baixo peso internados em UTIs neonatais. Os números são da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH), da Fiocruz.

Só na unidade referência no estado, o Banco de Leite Humano Maria Lucilia Monti Magalhães, em Londrina, as doações beneficiaram 545 crianças.

A nutricionista Aline Menezes Tiburcio voltou a fazer parte das estatísticas de doadoras há cerca de quatro meses, após o nascimento do segundo filho, Luís Gabriel. Ela já havia sido doadora após ser mãe pela primeira vez, há pouco menos de três anos. 

A nutricionista conta que decidiu ser doadora após perceber que desperdiçava muito seu leite durante a amamentação do primeiro filho.

TEC/SONORA: Aline Menezes Tiburcio, nutricionista.
 

“No meu primeiro filho, acabei desprezando muito meu leite. E aí foi então que pensei que precisava dar um jeito nisso. Foi aí que comecei a doar. Em alguns dias, cheguei a doar de meio litro até 800ml.”

LOC.: O mês de maio é especial para a doação de leite materno, já que no dia 19 foi celebrado o Dia Nacional da Doação de Leite Humano. Se ampliados os dados da Fiocruz para o cenário nacional, de janeiro até o momento, mais de 64 mil bebês receberam o leite materno doado por quase 55 mil mulheres. 

Segundo o Ministério da Saúde, um pote de 300ml pode alimentar até 10 pequenos por dia. Dependendo do peso do prematuro, 1ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que for alimentado.

Só o leite humano tem anticorpos que protegem bebês de infecções e alergias. Por mais que a indústria tente, não consegue reproduzir o que é fabricado pelo corpo humano. 

É importante destacar que o estímulo para liberação do leite materno, seja pela sucção ou por extração, aumenta a produção. Muitas mulheres têm receio de doar seu leite por medo de faltar para o próprio filho. Isso, na verdade, é um mito, como explica a enfermeira e coordenadora da unidade referência em doação de leite humano no Paraná, Márcia Benevenuto. 

TEC/SONORA: Márcia Benevenuto, enfermeira e coordenadora da unidade referência em doação de leite humano no Paraná. 
 

“Quanto mais estímulo, mais produção. Para a mãe não ficar com medo de ficar faltando para o filho, a nossa orientação é que alimente primeiro o filho, e depois de amamentar, tirar o excedente. Entre uma mamada e outra, se perceber que tem leite sobrando – está ‘vazando’ –, ela pode tirar para facilitar a pega do bebê. Uma mama muito cheia dificulta a pega do bebê.” 

LOC.: As mães que quiserem ser doadoras precisam apresentar resultados normais nos exames de pré-natal, não podem ser fumantes, não devem beber, e não podem estar tomando medicamento incompatível com a amamentação e a doação. Se estiver tudo certo, os funcionários de qualquer banco de leite humano fazem o cadastro da pessoa e entregam todo o material necessário para a coleta, como máscara, toca e luvas.

O centro de referência em doação de leite humano no Paraná, na cidade de Londrina, fica na Avenida Robert Koch, número 60, no bairro Vila Operária. O telefone de contato é o (43) 3371-2390. Repetindo: (43) 3371-2390.

Doe leite materno, alimente a vida. Para mais informações, acesse: www.saude.gov.br/doacaodeleite.