Menu

Parlamentares do Norte apoiam reforma da Previdência para equilibrar contas públicas

Em 2017, déficit previdenciário do AM, por exemplo, foi de R$ 699 milhões. Proposta deve ser votada em segundo turno no Senado em 22 de outubro

  • Repórter
  • Data de publicação:
Banners
Foto: Agência Senado

Às vésperas de ser votada em segundo turno no Plenário do Senado Federal, a reforma da Previdência (PEC 6/2019) é defendida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). O parlamentar votou a favor do texto em primeiro turno e reforça a importância da mudança nas regras previdenciárias para que o país volte a ter um ambiente de negócios atrativo.

“É importante pela credibilidade. O país será levado a sério pelos investidores internacionais. Você não pode ter déficit, inconstância e desequilíbrio fiscal tão grande porque ninguém não faz investimento em um ‘banco que está para quebrar’. Quem sabe que o banco tem algum problema, coloca o dinheiro sabendo que corre um risco muito grande”, comparou Aziz.

Estudo elaborado em junho pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado mostra a necessidade de alteração do modelo da Previdência nos estados nordestinos. Em 2017, o déficit previdenciário do estado do Amazonas, por exemplo, foi de R$ 699 milhões, o que corresponde a 5,8% da Receita Corrente Líquida (RCL). As aposentadorias precoces e os benefícios adicionais pagos a aposentados com valor próximo ao de servidores ativos são os principais fatores que causam rombo nas contas públicas, segundo o levantamento.

Apesar de o Amapá estar com as contas previdenciárias no verde, o estado registrou aumento no número de pessoas com idade acima de 60 anos e melhorou a expectativa de vida para 73 anos, segundo acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Fernando de Holanda Barbosa Filho, aponta que, por esse motivo, é necessário estabelecer uma idade mínima, como prevê o texto da PEC 6/2019. “O envelhecimento da população brasileira vai ser muito rápido. Então, a introdução de uma idade mínima para aposentadoria é fundamental”, explicou o especialista.

O senador Lucas Barreto, do PSD amapaense, defende que a reforma da Previdência é primordial para que o país possa retomar o caminho do crescimento. “Esse momento em que vivemos e essa economia que teremos, se aprovada a reforma da Previdência, vai garantir para o Brasil uma margem maior de investimentos. Além disso, vai fazer com que o Brasil atraia investimentos para melhorar o Produto Interno Bruto (PIB)”, pontuou o parlamentar.

Na contramão do que defendiam os governadores e mesmo com a maioria das unidades da Federação em situação fiscal delicada, a Câmara dos Deputados decidiu deixar estados e municípios de fora do texto aprovado no Plenário da Casa. Com isso, cada ente teria que aprovar regras próprias para promover mudanças em seus sistemas previdenciários.

Como solução, o Senado criou a chamada PEC paralela, texto alternativo elaborado para, por exemplo, reinserir estados e municípios na reforma da Previdência, sem que o texto principal voltasse à Câmara. Se for aprovada pelos senadores, a PEC paralela precisa passar por análise dos deputados.

Calendário

Inicialmente prevista para esta quinta-feira (10), a votação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado pode ocorrer apenas em 22 de outubro. A demora deve-se, entre outros motivos, à viagem de senadores ao Vaticano.

Para tentar cumprir o calendário de tramitação da PEC 6/2019, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defende acordo entre todos os líderes partidários para que o texto seja promulgado pelo Congresso Nacional ainda esta semana.

Na madrugada da última terça-feira (1º), o Plenário do Senado aprovou o texto, em primeiro turno, por 56 votos a 19. Na ocasião, foram apresentados dez destaques que poderiam modificar a redação principal da reforma da Previdência. O único aprovado pelos senadores é o que exclui as mudanças nas regras do abono salarial, benefício anual de um salário mínimo pago ao trabalhador de empresas, entidades privadas e órgãos públicos contribuintes do PIS ou PASEP.

Entre outros pontos, a reforma da Previdência estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62, para mulheres. Essa regra não inclui professores, nem membros da Polícia Federal, polícias legislativas, Polícia Civil do Distrito Federal e agentes penitenciários federais.

O texto prevê ainda tempo de contribuição mínima de 15 anos para as trabalhadoras e de 20 para os trabalhadores da iniciativa privada. Em relação ao setor público, esse período será de 25 anos para ambos os sexos. Vale lembrar que as regras para aposentadoria de trabalhadores rurais e de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência, não sofreram alteração.

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


Cadastre-se

LOC.: Às vésperas de ser votada em segundo turno no Plenário do Senado Federal, a reforma da Previdência (PEC 6/2019) é defendida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). O parlamentar votou a favor do texto em primeiro turno e reforça a importância da mudança nas regras previdenciárias para que o país volte a ter um ambiente de negócios atrativo.

TEC./SONORA: senador Omar Aziz (PSD-AM)

“É importante pela credibilidade. O país será levado a sério pelos investidores internacionais. Você não pode ter déficit, inconstância e desequilíbrio fiscal tão grande porque ninguém não faz investimento em um ‘banco que está para quebrar’. Quem sabe que o banco tem algum problema, coloca o dinheiro sabendo que corre um risco muito grande.”

LOC.: Estudo elaborado em junho pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado mostra a necessidade de alteração do modelo da Previdência nos estados do Norte. Em 2017, o déficit previdenciário do estado do Amazonas, por exemplo, foi de R$ 699 milhões, o que corresponde a 5,8% da Receita Corrente Líquida (RCL). As aposentadorias precoces e os benefícios adicionais pagos a aposentados com valor próximo ao de servidores ativos são os principais fatores que causam rombo nas contas públicas, segundo o levantamento.

Apesar de o Amapá estar com as contas previdenciárias no verde, o estado registrou aumento no número de pessoas com idade acima de 60 anos e melhorou a expectativa de vida para 73 anos, segundo acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Fernando de Holanda Barbosa Filho, aponta que, por esse motivo, é necessário estabelecer uma idade mínima, como prevê o texto da PEC 6/2019. 

TEC./SONORA: Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador da FGV

“O envelhecimento da população brasileira vai ser muito rápido. Então, a introdução de uma idade mínima para aposentadoria é fundamental.”

LOC.: O senador Lucas Barreto, do PSD amapaense, defende que a reforma da Previdência é primordial para que o país possa retomar o caminho do crescimento.

TEC./SONORA: senador Lucas Barreto (PSD-AP)

“Esse momento em que vivemos e essa economia que teremos, se aprovada a reforma da Previdência, vai garantir para o Brasil uma margem maior de investimentos. Além disso, vai fazer com que o Brasil atraia investimentos para melhorar o Produto Interno Bruto (PIB).”

LOC.: Inicialmente prevista para esta quinta-feira (10), a votação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado pode ocorrer apenas em 22 de outubro. A demora deve-se, entre outros motivos, à viagem de senadores ao Vaticano.

Para tentar cumprir o calendário de tramitação da PEC 6/2019, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defende acordo entre todos os líderes partidários para que o texto seja promulgado pelo Congresso Nacional ainda esta semana.

Entre outros pontos, a reforma da Previdência estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62, para mulheres. O texto prevê ainda tempo de contribuição mínima de 15 anos para as trabalhadoras e de 20 para os trabalhadores da iniciativa privada. Em relação ao setor público, esse período será de 25 anos para ambos os sexos. Vale lembrar que as regras para aposentadoria de trabalhadores rurais e de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência, não sofreram alteração.

Reportagem, Sara Rodrigues