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PE: Estudantes criam fone de ouvido para estimular sono de astronautas

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Por Sara Rodrigues

Viajantes espaciais deveriam dormir 8,5 horas por dia para terem dias saudáveis e mais produtivos, mas não é o que acontece. De acordo com a Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (NASA), os astronautas dormem, em média, menos de seis horas por dia. Um estudo da revista inglesa The Lancet mostrou que dos 85 viajantes que foram ao espaço entre 2001 e 2011, três quartos tomavam sedativos para conseguir pegar no sono. 

Dados como esses levaram a equipe Visão Elétronsbot, competidora em um Torneio de Robótica, a criar um projeto que estimule o cérebro a produzir sono. Os estudantes, que estão entre o sexto ano do ensino fundamental e o primeiro ano do ensino médio desenvolveram o fone de ouvido “Sleeping Beat” para a competição e foram selecionados para a final do torneio organizado, aqui no Brasil, pela fabricante de brinquedos LEGO em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI). 

O fone de ouvido transmitia ondas bineurais que eram desenvolvidas por meio de frequências de som. Além disso, eles criaram um aplicativo para que os astronautas controlassem a luminosidade do ambiente, que já existia no ônibus espacial, mas não dentro da cabine do viajante. 

O professor de robótica e técnico da equipe Carlos Luiz Paiva ficou orgulhoso da equipe, e afirma que o mérito é todo dos alunos que se dedicaram ao projeto para apresentar a melhor proposta e chegar à final do torneio. 

Para ele, “quando o tema tem significado e importância para eles (alunos), a aprendizagem dessas informações e conteúdos se torna muito mais fácil de assimilar os conceitos e as teorias. Houve um amadurecimento muito grande por parte deles. A busca da pesquisa, saber analisar os dados e as informações de uma forma autônoma”. 

O integrante da equipe, Arthur Xavier, 14 anos está no primeiro ano do ensino médio. Ele está preparado para a etapa nacional da competição, no Rio de Janeiro, que ocorre no Rio de Janeiro, entre 15 e 17 de março, e pretende seguir carreira na área de engenharia de computação quando terminar a educação básica. 

“Minha experiência do último ano de desenvolver um projeto de robótica foi incrível, onde eu pude aprender diversas coisas que eu vou poder levar para minha vida profissional e pessoal. Eu aprendi que quando trabalhamos em equipe, a gente precisa do outro para alcançar nossos objetivos. Minha expectativa para a final é que a equipe dê tudo de si e a gente garanta uma vaga na final (mundial)”, conta o adolescente. 

Torneio de Robótica

No início de 2018, a empresa LEGO em parceria com o SESI desafiou estudantes das escolas brasileiras com o tema “Into Orbit”. A ideia era que cada equipe inscrita no torneio de robótica pudesse desenvolver alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais. 

Entre outubro e dezembro do ano passado, foram realizadas etapas regionais para selecionar as melhores propostas e trabalhos. Os alunos escolhidos vão participar da etapa nacional entre 15 e 17 de março. Os melhores colocados podem garantir uma vaga no torneio mundial em Houston, nos Estados Unidos. 

Para o superintendente do SESI em Pernambuco, Nilo Simões, esse torneio “é um grande estimulador de iniciativas, de criação de inovações e tudo o que a nossa indústria precisa. É um mecanismo que ajuda a preparar esses jovens para o mercado de trabalho”.

Quer saber mais sobre robótica? Acesse portaldaindustria.com.br/sesi/canais/torneio-de-robotica

Sara Rodrigues

Sara iniciou a carreira jornalística como estagiária da Agência do Rádio, em 2014. Foi repórter da UnBTV durante 1 ano e 6 meses e retornou para a redação da ARB como repórter. É responsável pela coluna Diversão em Pauta, e cobre Política Internacional.


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Após muita pesquisa, estudantes de uma escola particular em Recife desenvolveram um fone de ouvido adaptado que ajuda a estimular o sono de astronautas no espaço. Eles foram desafiados pelo Torneio de Robótica do SESI, em parceria com a fabricante de brinquedos LEGO. 

O fone de ouvido transmite ondas para o cérebro, e são desenvolvidas por meio de frequências sonoras. Os alunos criaram, também, um aplicativo para que os astronautas controlem a luz do ambiente. Uma técnica que já existia no ônibus espacial, mas não dentro da cabine do viajante. 

O projeto da equipe Elétronsbot foi selecionado para a etapa nacional do torneio, em março. A reação do técnico da equipe, professor Carlos Luiz Paiva, foi extremamente positiva. Ele está orgulhoso do trabalho realizado pelos alunos. 

“Quando o tema tem significado e importância para eles, a aprendizagem dessas informações e conteúdos se torna muito mais fácil de assimilar os conceitos e as teorias. Houve um amadurecimento muito grande por parte deles. A busca das pesquisas, saber analisar os dados e as informações de uma forma autônoma”

A equipe Elétronsbot ficou entre as cinco melhores na etapa regional do torneio, realizada em Recife. Os estudantes competiram com outras 40 equipes de Pernambuco, Ceará e Paraíba. Para o estudante Arthur Xavier, de 14 anos, essa experiência ajudou a definir o futuro profissional que ele terá.

“Minha experiência do último ano de desenvolver um projeto de robótica foi incrível, onde eu pude aprender diversas coisas que eu vou poder levar para minha vida profissional e pessoal. Eu aprendi que quando trabalhamos em equipe, a gente precisa do outro para alcançar nossos objetivos. Minha expectativa para a final é que a equipe dê tudo de si e a gente garanta uma vaga na final”

O fone de ouvido que ajuda a estimular o sono foi tão bem-recebido na comunidade, que o Instituto do Sono de Recife convidou os estudantes para apresentarem o projeto em um congresso no estado, em abril. O superintendente do SESI, Nilo Simões, vê esse retorno de forma positiva para a indústria de Pernambuco. 

“É um grande estimulador de iniciativas, de criação de inovações e tudo o que a nossa indústria precisa. É um mecanismo que ajuda a preparar esses jovens para o mercado de trabalho. Para nós que estamos trabalhando com a Indústria 4.0, isso vem de encontro com a necessidade hoje”

A final do torneio será entre os dias 15 e 17 de março, no Rio de Janeiro. Os alunos que forem selecionados, serão finalistas do torneio de robótica em Houston, nos Estados Unidos. 

Reportagem, Sara Rodrigues