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PERNAMBUCO: Informação é aliada no combate à hanseníase e ao preconceito

Foram registrados 2.410 novos casos no estado, 196 deles em crianças

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Antes que o tratamento da hanseníase se tornasse público no Brasil, Gildo Bernardo passou por vários médicos durante a década de 1980 em busca de um diagnóstico. Apenas em 1993, quando trocou de emprego, o médico da nova empresa o encaminhou para um ortopedista que, depois, o mandou para um neurologista. Só em 31 de dezembro de 1994, Gildo descobriu a doença e começou o tratamento, o que não evitou sequelas graves por conta do diagnóstico tardio.

“Fiquei com garras fixas na mão, que ao receber o diagnóstico, já estava assim. Madarose, que é a perda de sobrancelhas e cílios, que eu não tenho. A outra sequela é fraqueza muscular nos dois joelhos. Para eu andar bem, tem que ser em um terreno plano. Se for com elevadora, é ruim. E pior quando é escada. Além da força, na mão esquerda e nos pés, tenho perda total da sensibilidade.”

Anos mais tarde, o conhecimento sobre a hanseníase permitiu que a doença fosse identificada rapidamente em uma das filhas, que foi curada e não teve sequelas. Atualmente aposentado por invalidez e com 67 anos, Gildo faz serviço voluntário no Recife para compartilhar sua experiência e levar informações sobre a infecção. A iniciativa é elogiada pela coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase de Pernambuco, Monique Lira. Isso porque é preciso falar da hanseníase no estado, que apenas em 2017, registrou 2.410 novos casos, sendo 196 deles em crianças. Por isso, a especialista faz um apelo importante.

 “Eu queria deixar aqui registrado que a doença tem cura. O tratamento é gratuito. Então, a prevenção da hanseníase é a informação. Quanto mais se divulgar informação, mais precocemente essa doença pode ser identificada e tratada. A maior concentração dos casos no estado é na região metropolitana, também são as regiões que a gente tem o maior número de população.”

A coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase de Pernambuco alerta à população para que fique atenta a sintomas de manchas, perda de pelos e diminuição de sensibilidade. Nesses casos, o indicado é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto antes o tratamento começar, menores as chances de sequelas. Vale lembrar que, já nos primeiros dias de tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase. 

Créditos: Sabrine Cruz - Agência do Rádio Mais

Agência do Rádio



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Antes que o tratamento da hanseníase se tornasse público no Brasil, Gildo Bernardo passou por vários médicos durante a década de 1980 em busca de um diagnóstico. Apenas em 1993, quando trocou de emprego, o médico da nova empresa o encaminhou para um ortopedista que, depois, o mandou para um neurologista. Só em 31 de dezembro de 1994, Gildo descobriu a doença e começou o tratamento, o que não evitou sequelas graves por conta do diagnóstico tardio. 

“Fiquei com garras fixas na mão, que ao receber o diagnóstico, já estava assim. Madarose, que é a perda de sobrancelhas e cílios, que eu não tenho. A outra sequela é fraqueza muscular nos dois joelhos. Para eu andar bem, tem que ser em um terreno plano. Se for com elevadora, é ruim. E pior quando é escada. Além da força, na mão esquerda e nos pés, tenho perda total da sensibilidade.”

Anos mais tarde, o conhecimento sobre a hanseníase permitiu que a doença fosse identificada rapidamente em uma das filhas, que foi curada e não teve sequelas. Atualmente aposentado por invalidez e com 67 anos, Gildo faz serviço voluntário no Recife para compartilhar sua experiência e levar informações sobre a infecção. A iniciativa é elogiada pela coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase de Pernambuco, Monique Lira. Isso porque é preciso falar da hanseníase no estado, que apenas em 2017, registrou 2.410 novos casos, sendo 196 deles em crianças. Por isso, a especialista faz um apelo importante. 

“Eu queria deixar aqui registrado que a doença tem cura. O tratamento é gratuito. Então, a prevenção da hanseníase é a informação. Quanto mais se divulgar informação, mais precocemente essa doença pode ser identificada e tratada.. A maior concentração dos casos no estado é na região metropolitana, também são as regiões que a gente tem o maior número de população.”

A coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase de Pernambuco alerta à população para que fique atenta a sintomas de manchas, perda de pelos e diminuição de sensibilidade. Nesses casos, o indicado é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto antes o tratamento começar, menores as chances de sequelas. Vale lembrar que, já nos primeiros dias de tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. Então, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.