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PIAUÍ: Artesã supera hanseníase duas vezes e conta que preconceito ainda é principal obstáculo

tratamento para a doença é oferecido de graça no Sistema Único de Saúde, o SUS

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Créditos: Ministério da Saúde

A opinião dos outros e o preconceito podem ter um efeito muito negativo nas pessoas. Imagine pegar a mesma doença pela segunda vez e ver o corpo inchar devido ao novo tratamento. Quando alguns conhecidos da piauiense Iolanda Carneiro, artesã de 35 anos, a encontravam, questionavam se ela havia engordado. Na verdade, ela se recuperava da hanseníase. Havia pegado a doença 13 anos antes e, com um tratamento de 6 meses, foi curada. Mas foi novamente contaminada, pois o marido e os três filhos não haviam sido examinados na época, e provavelmente já estavam com a doença. Mesmo com os comentários pessimistas de amigos, ela não se deixou abater.

“Quem quiser ficar com seu preconceito, que fique. Porque se a gente for olhar para o preconceito das pessoas, a gente desiste. O importante é eu ficar bem. Porque até aquela pessoa que estava com preconceito, ela pode ter hanseníase também. Porque eu pensava que não estava mais com hanseníase e fui diagnosticada que estava. E aí a gente tem que pensar, para que o outro deixe de preconceito. Procure ajudar o próximo, se tiver alguém na família.”

Iolanda explica que havia preconceito quando as pessoas tentavam se afastar até de forma inconsciente. Amigos e conhecidos passaram a evitar o contato e diminuíram os gestos de carinho, com menos abraços e menos beijos nos rostos. Até nos apertos de mão, alguns a tocavam apenas com as pontas dos dedos. O que pouca gente sabe é que a hanseníase não é transmitida pelo simples toque na outra pessoa. A doença é transmitida pelas vias aéreas superiores – a partir de tosses e espirros – depois de convívio próximo e prolongado com alguma pessoa doente que ainda não se tratou.  É por isso que Iolanda faz questão, até hoje, de mostrar para os outros que teve a doença, e alertar a importância de levar familiares, colegas profissionais e amigos que convivem diariamente para serem examinados, como forma de interromper a cadeia de transmissão da doença. Além disso, a hanseníase tem cura e, se tratada cedo, não apresenta complicações para o paciente. É o que explica a supervisora do Programa de Hanseníase da Secretaria da Saúde do Piauí, Eliracema Alves. 

“Antigamente não tinha, mas hoje já tem o tratamento. É uma poliquimioterapia a base de associação de antibióticos. É uma doença que tem cura, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Por isso, ela é dermatoneurológica, e é transmitida por vias aéreas superiores. Ela não passa por um simples contato físico. Se ela não for tratada a tempo, ela pode levar às incapacidades, que é o que as pessoas ainda têm muito medo.”

Por isso, é importante estar atento a manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo. Se houver mudança na sensibilidade à dor, ao calor ou ao frio nessas áreas ou perda de força muscular em braços, mãos, pernas e pés, principalmente, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Tratada e curada em estágios iniciais, a hanseníase não deixa sequelas. Vale lembrar que poucos dias após a primeira dose do tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido de graça no Sistema Único de Saúde, o SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.

Agência do Rádio



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LOC.: A opinião dos outros e o preconceito podem ter um efeito muito negativo nas pessoas. Imagine pegar a mesma doença pela segunda vez e ver o corpo inchar devido ao novo tratamento. Quando alguns conhecidos da piauiense Iolanda Carneiro, artesã de 35 anos, a encontravam, questionavam se ela havia engordado. Na verdade, ela se recuperava da hanseníase. Havia pegado a doença 13 anos antes e, com um tratamento de 6 meses, foi curada. Mas foi novamente contaminada, pois o marido e os três filhos não haviam sido examinados na época, e provavelmente já estavam com a doença. Mesmo com os comentários pessimistas de amigos, ela não se deixou abater.

“Quem quiser ficar com seu preconceito, que fique. Porque se a gente for olhar para o preconceito das pessoas, a gente desiste. O importante é eu ficar bem. Porque até aquela pessoa que estava com preconceito, ela pode ter hanseníase também. Porque eu pensava que não estava mais com hanseníase e fui diagnosticada que estava. E aí a gente tem que pensar, para que o outro deixe de preconceito. Procure ajudar o próximo, se tiver alguém na família.”

LOC.: Iolanda explica que havia preconceito quando as pessoas tentavam se afastar até de forma inconsciente. Amigos e conhecidos passaram a evitar o contato e diminuíram os gestos de carinho, com menos abraços e menos beijos nos rostos. Até nos apertos de mão, alguns a tocavam apenas com as pontas dos dedos. O que pouca gente sabe é que a hanseníase não é transmitida pelo simples toque na outra pessoa. A doença é transmitida pelas vias aéreas superiores – a partir de tosses e espirros – depois de convívio próximo e prolongado com alguma pessoa doente que ainda não se tratou.  É por isso que Iolanda faz questão, até hoje, de mostrar para os outros que teve a doença, e alertar a importância de levar familiares, colegas profissionais e amigos que convivem diariamente para serem examinados, como forma de interromper a cadeia de transmissão da doença. Além disso, a hanseníase tem cura e, se tratada cedo, não apresenta complicações para o paciente. É o que explica a supervisora do Programa de Hanseníase da Secretaria da Saúde do Piauí, Eliracema Alves. 

“Antigamente não tinha, mas hoje já tem o tratamento. É uma poliquimioterapia a base de associação de antibióticos. É uma doença que tem cura, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Por isso, ela é dermatoneurológica, e é transmitida por vias aéreas superiores. Ela não passa por um simples contato físico. Se ela não for tratada a tempo, ela pode levar às incapacidades, que é o que as pessoas ainda têm muito medo.”

LOC.: Por isso, é importante estar atento a manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo. Se houver mudança na sensibilidade à dor, ao calor ou ao frio nessas áreas ou perda de força muscular em braços, mãos, pernas e pés, principalmente, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Tratada e curada em estágios iniciais, a hanseníase não deixa sequelas. Vale lembrar que poucos dias após a primeira dose do tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido de graça no Sistema Único de Saúde, o SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse saude.gov.br/hanseniase.